Olá, como vocês estão? Esta semana será um pouquinho diferente aqui no Sai da Minha Lente. O Dia da Criatividade é comemorado em 17 de novembro e por isso quero fazer um especial aqui no blog. Nesta semana, teremos publicações com dicas para estimular a sua criatividade.

Hoje eu quero compartilhar com vocês “como tudo começou“. Eu trabalho com fotografia e sempre que posso mostro os bastidores das minhas fotos e divido algumas dicas, contudo não faz muito tempo que fiz da fotografia a minha profissão. 

Lembro que na minha primeira entrevista de emprego, há muitos anos atrás, a entrevistadora me fez a famosa pergunta “Qual é a sua maior qualidade“. Como era a minha primeira tentativa e nunca tinha sido avaliada por nenhuma empresa antes, falei sem pensar: sou criativa.

Sabe quando você se arrepende na mesma hora de ter dado uma certa resposta? Então, todos que estavam concorrendo citaram qualidades compatíveis com a vaga. Entretanto, fui surpreendida com a atitude da entrevistadora, pois como se tratava de uma dinâmica, ela queria que eu comprovasse a minha resposta em grupo.

Não sei se vocês já participaram de alguma dinâmica de grupo, mas caso não conheça, essa técnica serve para integrar e reunir pessoas em prol de uma atividade. O objetivo é saber como você interage e lida com os desafios da profissão. São exercícios simples, nem sempre conseguimos entender o porquê daquela atividade, porém dependendo da vaga, são indispensáveis.

O fato é que naquele momento eu consegui comprovar o que ela queria e fui uma das classificadas. Consegui o meu primeiro emprego, logo na primeira entrevista. Muitos responderam que eram organizados, perfectionistas e alguns que sabiam trabalhar em equipe. São qualidades essenciais e naquela hora senti que perdi uma oportunidade por ter dado uma resposta diferente. 

Fiquei um ano naquela empresa e nesse período consegui passar por alguns setores. Não vou entrar em detalhes da minha antiga função, mas pude entender que eles precisavam de alguém para liderar uma equipe. E mesmo sem experiência, em poucos meses, fui escolhida para ocupar aquele cargo. Tive várias dificuldades no início, mas a principal foi de ser aceita pela minha equipe. Eu era a mais nova do setor e muitos funcionários não me aceitavam.

De fato eu não tinha experiência e até me senti culpada por ocupar um espaço como aquele, mas eu tinha que provar para mim mesma que eu conseguiria conquistar aquelas pessoas. Foi aí que me dei conta, naquela situação, que ser organizada ou perfeccionista não me ajudaria em muita coisa. Eu disse que era criativa, né? Então tive que me virar…

5 hábitos que me ajudam a estimular a criatividade

Precisei ser criativa em várias situações, ainda mais naquelas que eu precisava alcançar uma meta. Eu tive que administrar o meu tempo entre explorar as ferramentas que a empresa oferecia e apresentar resultados no final do mês. Foram 10 anos atuando na mesma área e nesse período conheci várias pessoas que me ajudaram (teve aquelas que atrapalharam também). Pessoas que confiaram na minha capacidade e me deixaram fazer as coisas do meu jeito (mesmo não sabendo o que estava fazendo hahaha).

Se eu disser que sinto falta dessa época, estarei mentindo. Não falo da experiência e das pessoas, mas sim da função. Me formei na área, cumpri o meu papel e treinei pessoas incríveis. No entanto, não consigo mais me ver presa dentro de um escritório. Vou dizer que fiquei um pouco traumatizada com os meus gestores.

Quando você trabalha em um setor que conta com uma gestão participativa, fica mais fácil estimular a criatividade. Pois você terá ao seu lado pessoas que valorizam a capacidade dos colaboradores. E deixar que os funcionários contribuam, cria um sentimento de satisfação e motivação. Sei que muitas coisas mudaram de lá pra cá, mas sempre trabalhei com gestão diretiva e era difícil apresentar resultados e ideias em um setor em que eu não podia questionar a autoridade máxima. 

Não esqueço do dia em que saí de uma empresa que eu gostava, mas não concordava com a política deles. No dia em que eu fui desligada, o meu antigo “chefe” (que na qual ainda tenho contato e me inspirou bastante) disse que eu deveria investir na área da comunicação. Era tudo o que eu precisava ouvir, foi um empurrãozinho e sou grata por esse conselho.

Mesmo não trabalhando mais na área em que comecei, esses anos foram muito importantes para mim. Aprendi a lidar com o público, resolver problemas sob pressão, improvisar com as ferramentas que eu tinha, interpretar e me colocar no lugar de vários clientes e funcionários. Fui responsável por motivar minha equipe e mostrar o que muitos não enxergavam: que eles tinham capacidade para crescer dentro e fora daquela empresa.

Hoje quando perguntam com o que eu trabalho, respondo sem pensar: com criatividade. É claro que cada profissão exige soluções diferentes, porém é necessário pensar fora da caixinha para conseguir se diferenciar no mercado de trabalho. Você pode trabalhar em uma área completamente diferente da minha, contudo você precisa estimular a sua criatividade para encontrar a solução de um problema, inventar algum método e até mesmo descobrir maneiras diferentes de fazer a mesma coisa.

Espero que vocês curtam o conteúdo que preparei para vocês esta semana.