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Como se fôssemos vilões – M.L.Rio
um cenário intrigante, perturbador e tocante

A questão de Shakespeare é que ele é eloquente… Ele fala as coisas indizíveis. Ele transforma o luto e o triunfo, o êxtase e o ódio, em palavras, em algo que conseguimos entender, Ele faz com que todo o mistério da humanidade se torne compreensível.

Como se fôssemos vilões

Um grupo de amigos que se comunicam através de citações shakespearianas estudam teatro, fazem coisas moralmente duvidosas e lidam com um assassinato misterioso. É claro que essa estética Dark Academia de Como se Fôssemos Vilões iria me envolver logo de cara. Como se fôssemos vilões traz um cenário intrigante, perturbador e tocante. ML Rio, só queria dizer que seu livro entrou para a minha lista de favoritos, viu?

Como não faz muito tempo que li “A história secreta“, foi inevitável encontrar algumas similaridades com o drama da Donna Tartt. Até mesmo por conta da estética Dark Academia, porém de alguma forma ML Rio fez com que eu me apaixonasse por esse grupo de amigos. Como se fôssemos vilões também aborda temas como cumplicidade, corrupção moral, responsabilidade e culpa. Contudo, a autora criou personagens tão reais e complexos na qual você pode se familiarizar em algum momento da vida, sabe?

Vamos conhecer um grupo de amigos que estudam teatro e respiram Shakespeare. Consequentemente fazem tudo juntos e acabam até ofendendo o resto da universidade, já que preferem se isolar do resto da turma. Até que começa a surgir uma tensão no grupo e um deles é assassinado. Calma, isso não é spoiler! Tudo vai ocorrer em torno desse crime. Oliver acaba assumindo a responsabilidade e depois de cumprir uma pena de 10 anos, decide contar o que realmente aconteceu naquele dia.

Conhecendo os atores e se apaixonando pelo grupo

Nós sentimos todas as paixões dos personagens que atuamos como se fossem nossas

Como se fôssemos vilões

Oliver e James foram os personagens com que mais me envolvi emocionalmente. Apesar de ser o narrador dos fatos, Oliver é aquele amigo que você pode confiar: leal, de bom coração e que faz qualquer coisa para defender aqueles que ama. Ele duvidada do seu potencial e não se achava talentoso. Mas na verdade era o único que não queria disputar holofotes no palco e achei isso incrível. James também é assim, meu coração ficou derretido por ele. Mas apesar de toda a sua nobreza, luta contra seus próprios demônios.

Das mulheres presentes no grupo, Filippa foi a que mais gostei. E sinto que ela merecia mais destaque. Sua personagem era bem versátil e se encaixava em qualquer papel nas peças – dentro e fora do palco. Ela me surpreendeu bastante! Já Alexander é aquele personagem que você fica se perguntando: ele é realmente o vilão? Ele mesmo declara na história (e com orgulho) a sua habilidade de assustar as pessoas. Wren foi uma incógnita por aqui. Sabe aquele pessoa que fica em cima do muro? Ela se dava bem com todos do grupo, justamente por ser ingênua e por não querer se indispor com ninguém

Meredith me pegou de jeito! A princípio eu não gostei da sua personalidade e achei que ela existia apenas para ser a “atraente” do grupo, sabe? Porém quando ela revelou suas fraquezas e conforme as coisas foram acontecendo, fui criando uma empatia pela sua história e desejando que ela se encontrasse. Agora não desejei o mesmo para o Richard, confesso! Ele foi a prova de que não importa o qual talentoso você seja, se não tiver o mínimo de decência, você não é ninguém.

Como se fôssemos vilões ganhou cinco estrelinhas aqui

Mesmo que o assassinato – ou até mesmo o assassino – não seja o grande mistério deste livro, não dá vontade de largá-lo. O desfecho não me surpreendeu, consegui solucionar o crime na primeira oportunidade que surgiu, mas ainda assim quis saber o que aconteceria com cada membro do grupo. E quando cheguei na última página… não consigo descrever a sensação e nem quero transmitir nada que pareça spoiler.

Só sei que finalizei com aquela vontade de ler mais obras de Shakespeare e procurar várias fics dos personagens no Wattpad hahaha

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Como se fôssemos violões

M.L. Rio

Autoria:
M.L. Rio

Editora:
Companhia Editora Nacional

Páginas:
352
Inteligente, empolgante e rico em detalhes, Como se fôssemos vilões é uma história sobre o poder duradouro das palavras. Oliver Marks acabou de cumprir uma pena de dez anos na prisão por um assassinato que pode ou não ter cometido. No dia de sua soltura, ele é procurado pelo homem que foi responsável por prendê-lo. O detetive Colborne está para se aposentar, mas, antes disso, quer saber o que realmente aconteceu uma década atrás. Sete jovens atores estudam Shakespeare em uma faculdade de artes de excelência, Oliver e seus amigos interpretam os mesmos papéis tanto no palco quanto na vida real: herói, vilão, tirano, sedutora, donzela, figurantes, mas, quando a escolha de elenco muda e os personagens secundários roubam o lugar das estrelas, as peças de teatro começam a mergulhar perigosamente na realidade, e um dos amigos é encontrado morto. O restante então enfrenta o maior desafio teatral de suas vidas: convencer a polícia (e uns aos outros) de que são inocentes.

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