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Minha mente e eu – Nem tudo é o que parece ser
e honestamente falando: nem precisa

Minha mente e eu me deixou destruída! Os Feiticeiros de Waverly Place foi uma das minha séries “conforto” favorita, e olha que eu já era adulta na época em que estreou. Mas foi assim que conheci e passei a acompanhar o trabalho da Selena Gomez. Por isso, quando assisti “Minha mente e eu” só consegui pensar na abertura dessa série, especificamente na parte em que ela canta: “Nem tudo é o que parece ser; Quando se tem tudo aquilo que se pode querer”. Eu já imaginava que ficaria com o coração apertado ao ver este documentário, porém Selena foi tão humana ao mostrar os bastidores da vida pessoal, que passei a admirá-la ainda mais.

Não é fácil falar sobre saúde mental. Quer dizer, até é! Se você tiver o acompanhamento de um profissional e se sentir confortável e acolhida em seu grupo de amigos e familiares. Faz toda a diferença. Mas pra chegar nesse estágio, você precisa reconhecer que tem um problema e de que precisa de ajuda para identificá-lo. E antes de Selena ser diagnosticada e compreender o seu transtorno bipolar, ela sofreu um colapso emocional e precisou cancelar uma turnê para cuidar da sua saúde mental. Ela já estava lidando com ataques de ansiedade e depressão, sem falar do lúpus. E a mídia caindo em cima, querendo saber de um relacionamento que já tinha acabado, mas insistia em reviver essa história.

Em vários momentos o documentário escancara as toxicidades da fama. Ela fez questão de mostrar as pressões desumanas que enfrentou ao longo dos anos. Tendo o seu espaço pessoal sendo violado pela mídia, com perguntas e comentários cruéis e insistentes como: “Justin está noivo! ”, “Como você está se sentindo?”, “Sente ciúmes?” “Como reagiu à notícia?”.

Minha saúde mental é minha prioridade

Minha mente e eu - Nem tudo é o que parece ser

Quando está tendo problemas com sua saúde mental, o essencial é saber o que fazer e reconhecer isso.

Minha menta e eu

Ao descobrir a sua bipolaridade, Selena confessa em frente às câmeras que tratou mal seus pais, familiares e amigos mais próximos por causa do transtorno. E de alguma forma ela se sente aliviada em poder colocar isso pra fora. Senti algo semelhante quando descobri que era borderline. É estranho explicar esta sensação; não é como se buscássemos algo para justificar nosso comportamento, mas sim para compreendê-lo.

E como é difícil ser a nossa melhor versão todos os dias, né? Mas quer saber de uma coisa? Nem sempre conseguiremos ser “100%”, precisamos respeitar nossos limites e principalmente a nossa saúde mental. Eu costumava ouvir – e falar bastante – “tudo bem não estar bem”, porém conforme fui me conhecendo e compreendendo mais sobre o transtorno borderline, notei que experencio várias emoções ao longo do dia.

No final do documentário minha mente e eu, Selena fez um monólogo perfeito pra refletir sobre:

 “Estou em paz. E Estou com raiva. Estou triste. Estou confiante. E Estou cheia de dúvidas. Eu sou um trabalho em andamento. Sou suficiente. Eu sou Selena.”  

E é justamente isso! Não há problema em sentir “tudo ao mesmo tempo”. Os sentimentos coexistem e podem ser todos válidos e verdadeiros. Isso fez eu me sentir tão acolhida, sabe? Senti que era hora de compartilhar esse pedacinho da minha vida com vocês 🙂

Se você ainda não assistiu ao documentário Minha mente e eu, recomendo! A Selena está dando 2 meses de graça na Apple TV pra você conseguir assistir.

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comentários

  • karolini Barbara

    Eu já preciso assistir a esse documentário.
    Eu gosto muito das músicas da Selena Gomez, algumas em especial.

    responder
  • Thami Sgalbiero

    Aaaa eu vi esse documentário assim que saiu e meu coração ficou partido também 🙁 é muito difícil falar de saúde mental, porque, por não ser uma ferida exposta, a galera anula e isso é triste demais. Eu ainda não fui diagnosticada com nada, porque não deu tempo da psicóloga que eu me consultava chegar a alguma conclusão do que se passa dentro da minha cabeça, só sei que agora eu to sentindo tudo mais intenso. Acho que por conta de estar longe da minha família. E eu adorei a forma como ela terminou o documentário, porque só mostra que não é um final feliz, é um processo que não vai ser tratado/resolvido do dia pra noite. Essa é a realidade. Deu até vontade de rever o filme… é muito bom! A produção ficou muito boa!

    responder
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