A maldição da residência Hill - Enfrentando os fantasmas internos

Apesar de ter assistido muitos filmes de terror na minha adolescência, fazia tempo que algo do gênero não mexia tanto comigo. Até tentei acompanhar algumas séries, mas acabei abandonando a maioria. Com “A Maldição da residência Hill” foi diferente porque a série mistura suspense com drama familiar de uma forma assustadoramente envolvente.

Por se tratar de uma adaptação do livro A Assombração da Casa da Colina, de Shirley Jackson, imaginei que não iria me decepcionar com a história. No oeste de Massachusetts, distante de tudo, está a Residência Hill. Em 1982 Hugh e Olivia decidiram se mudar (temporariamente) para esta mansão junto com os seus cinco filhos: Steven, Shirley, Theodora, Luke e Eleanor.

Depois de acontecerem alguns eventos paranormais e, logo em seguida, uma tragédia. Hugh decide abandonar a casa junto com os seus filhos ainda pequenos. Duas décadas depois que tudo aconteceu, eles são atraídos de volta para a mansão.

É claro que essa minha descrição foi bem rasa porque muitas coisas acontecem ao longo dos 10 episódios dessa temporada. Mas logo no primeiro, você se sente envolvido a ponto de querer maratonar tudo no mesmo dia. Os 5 primeiros episódios servem para contar a história individual de cada personagem principal. Também são importantes para compreendermos como cada um lidou, após o episódio que os fizeram abandonar a casa. 

E o mais interessante nessa série, além dos sustos, são as questões trabalhada nelas. Cada membro daquela família enfrenta seus próprios fantasmas internos. O que as crianças testemunham enquanto moram na mansão, afeta muito suas vidas e relacionamentos quando adultos. Então é possível refletir e fazer diversas interpretações com as situações que aparecem. Sem falar que os personagens deixaram claro que os fantasmas surgem onde a gente menos espera e isso faz com que você fique antenado e prestando atenção em cada fala, cada detalhe. 

The Haunting of Hill House

A fotografia dessa série está espetacular. Tive que assisti-la duas vezes,  porque eu queria prestar atenção na história e em como seria finalizada. Depois quis rever os episódios para observar todos os ambientes e localizar os fantasmas escondidos. Cada ângulo usado foi pensando de forma estratégica para os fãs do gênero. E apesar do sexto episódio não ter sido o meu favorito, tenho que admitir que foi um dos melhores porque foi usado um plano-sequência e não teve nenhum corte aparente. 

No começo eu fiquei um pouquinho perdida por causa da linha do tempo usada nos episódios. Mas ela foi necessária! Essa bagunça entre passado e o presente foram essenciais para amarrar todas as pontas e até mesmo mudar nossa interpretação ao longo da história. 

A maldição da residência Hill - Enfrentando os fantasmas internos

Fiquei apaixonada pelo elenco, principalmente o infantil! Deu vontade de abraçar o Luke e a Nell em várias cenas e é incrível como os atore foram tão bem selecionados. Dá pra sentir a química entre eles e a carga emocional que cada um carrega (tanto na fase adulta, quanto infantil). De fato parecia uma família e isso valorizou ainda mais o trabalho. 

É uma série que vale muito a pena assistir! 

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