A Farsa de Guinevere – Kiersten White

por Clayci
8 comentários

Já adianto que apesar de tudo, me surpreendi com A Farsa de Guinevere. Estou gostando de me aventurar no livros da Kiersten White. O meu primeiro contato com a escrita da autora foi através do livro A Caçadora; e me surpreendi bastante com o primeiro volume desse spin-off. Então, quando soube do lançamento dessa nova saga, fiquei na expectativa para mergulhar na lenda arturiana.

Mas como devo começar essa resenha? Contando a verdade: Guinevere não é Guinevere e isso não é um spoiler. A verdadeira Guinevere está morta e quem assumiu seu lugar foi uma jovem de dezesseis anos que foi enviada para Camelot para se casar com o Rei Arthur. No entanto, se você quiser saber o nome verdadeiro dessa impostora, ele não é revelado.

Fingir tinha uma espécie de magia poderosa. Quando alguém finge por muito tempo, quem pode dizer o que é ou não real?

A Farsa de Guinevere – Kiersten White

Camelot sem magia?

As únicas pessoas que sabem sobre o seu disfarce é o próprio Arthur e o pai dela, o feiticeiro Merlin, que foi banido de Camelot (o rei decidiu bani-lo para manter a magia longe daquele lugar). Guinevere foi enviada para ser a última linha de defesa para o rei e evitar que algo de ruim acontecesse com ele. E ela faria isso usando justamente aquilo que foi proibido em Camelot: magia.

Só que a jovem não faz ideia do tipo de ameça que cerca Camelot. Ela deixou a sua vida – e tudo o que conhecia – para trás em nome dessa missão. Guinevere precisou assumir a posição de rainha para manter o seu disfarce. Apesar de ter sido bem recebida, ela desconfia de todos e usa sua habilidade para sentir onde tem magia. Mas é questão é: O que ela precisa impedir?

O que achei de “A Farsa de Guinevere”

Comecei a leitura em um ritmo lento, pois nada de surpreendente acontecia. O Rei Arthur já sabia que Guinevere era uma impostora e inclusive arranjou o próprio casamento. A jovem feiticeira, ao entrar no mundo de Camelot, fica maravilhada com o lugar e começa a narrar a sua experiência e lembrar de alguns episódios do seu passado. Eu realmente estava me cansando da leitura e dos diálogos, até que a segunda parte do livro chegou.

Finalmente as coisas começaram a acontecer e algumas peças a se encaixarem. Surgiram novos personagens que me deixaram sem fôlego e voltei a amar a autora quando o diálogo feminista surgiu. Realmente fiquei confusa e me perguntando se era a mesma história, pois tudo mudou de repente.

Representatividade e feminismo

Agora sim, qualquer detalhe que eu der pode se tornar spoiler e não quero estragar a sua experiência com a leitura. O que posso adiantar é que me surpreendi com a protagonista e ela não é tão ingênua quanto pensava. Apesar de Guinevere ser enviada para proteger o rei, ela não é apresentada como uma heroína. Da mesma forma que o rei Arthur não é tão tolo quanto apresenta. Teremos a presença do cavaleiro Lancelot, porém com uma abordagem bem diferente do que estamos acostumados.

E finalmente teremos uma narrativa feminista, com mulheres que apoiam mulheres sem aquela competição forçada e desnecessária. Além da representatividade LGBTQ+ que combinou demais com a mudança dos eventos. Fiquei tão envolvida com a segunda parte do livro que li de uma vez só. Agora é esperar a continuação e torcer para as minhas dúvidas serem respondidas. Recomendo a leitura de A Farsa de Guinevere, sim!

A Farsa de Guinevere Book Cover A Farsa de Guinevere
Kiersten White
Plataforma 21
384

Guinevere chegou a Camelot para casar-se com um desconhecido: o carismático Rei Arthur. Foi Merlin, o velho feiticeiro, que enviou a princesa para desposar e proteger o monarca dos perigos que assombram as fronteiras da cidade e daqueles que esperam pela queda da idílica Camelot.

No entanto, há um detalhe essencial nesta trama. O nome e a identidade verdadeira de Guinevere são um segredo. Houve uma troca, e ela é apenas uma jovem que desistiu de tudo para proteger o reino.

Para manter o rei a salvo, Guinevere precisará transitar entre uma ultrapassada e uma nova corte. Entre aqueles avessos às mudanças e aqueles que anseiam por uma maneira melhor de se viver. Ela também sabe que, no coração das florestas e na profundeza dos lagos, a magia aguarda pelo momento de reclamar aquelas terras lendárias.

Combates mortais, cavaleiros misteriosos e romances proibidos não são nada comparados ao maior perigo de todos: a garota de longos cabelos negros que cavalga pela escuridão da floresta em direção a Arthur. Afinal, quando toda a sua existência é uma mentira, como sequer confiar em si mesma?

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8 comentários

Darlene 21 de julho de 2020 - 15:13

Amo as histórias que envolvem Camelot, o Rei Arthur e todo esse universo incrível! Meus livros favoritos sobre o assunto são “As brumas de Avalon”, porém este livro que você resenhou parece simplesmente fantástico, com uma roupagem mais moderna na forma de tratar os temas, sem perder a magia das histórias. Resenha maravilhosa!

Abraços

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Clayci 22 de julho de 2020 - 08:52

Tenho que retomar a leitura de As brumas de Avalon <3

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Lucas Buchinger 21 de julho de 2020 - 09:25

Desde quando eu vi você falando do livro A caçadora eu já quis conhecer a escrita da autora, depois dessa resenha quero conhecer esse também! E eu não canso de elogiar suas fotos! Lindas demais ?

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Maria Eduarda 21 de julho de 2020 - 08:45

Curto muito seus posts, são muito bem criativos e interessantes.. Sempre estou aqui lendo e compartilhando com minhas amigas…

Beijos ?.

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Ana Claudia 19 de julho de 2020 - 22:07

Olaaaaá! Sou a Ana Claudia do Café com Leitura Blog! Tudo bem? Espero que sim!
Menina, primeiramente, amando seu cantinho! Muito bonito, aconchegante e organizado. Me senti em casa!
Em segundo lugar, que Resenha magnífica! Senti uma tremenda vontade de ler. Gostei das abordagens, como as temáticas, as reviravoltas. Uma releitura, né? Eu amo! E não conheço a escrita da autora. Só pontos favoráveis! Bjsss

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Viviane Almeida 19 de julho de 2020 - 20:28

Oi Clayci! Meu primeiro contato com a escrita da Kristen White foi com o livro “Filha das Trevas”, a partir daí fiquei interessada em todas as obras escritas por ela, e olha que não sou fã de fantasia mas, a escrita da autora e o desenvolvimento das histórias sempre me deixam empolgada. Mesmo não tendo comprado esse livro, pretendo lê-lo ainda em 2020 e estou anotando aqui na lista o livro A Caçadora para ler depois.

Viviane Almeida
Resenhas da Viviane

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Gustavo (Leitura Enigmática) 18 de julho de 2020 - 20:35

Já quero essa obra, gosto demais de histórias do Rei Arthur e sua resenha chamou demais minha atenção com os detalhes desse livro. Está anotada a dica, a qual pretendo ler em breve.

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Patricia Monteiro 19 de julho de 2020 - 09:34

Que interessante toda essa releitura da lenda do Rei Arthur, adoro quando os autores lançam uma nova perspectiva em histórias já tão conhecidas. Muito legal a ideia de Guinevere ser uma impostura, fiquei curiosa em saber sua real identidade. A representatividade presente também é um ponto a favor da obra. Gostei muito da sugestão de leitura!

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