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As Brigadas Fantasma – John Scalzi

As Brigadas Fantasma é o segundo volume da série de ficção científica “Guerra do Velho” do autor John Scalzi e foi publicado pela editora Aleph.

SOBRE A HISTÓRIA

“Imagine se toda espécie se batizasse com seu maior defeito? Poderíamos chamar nossa espécie de arrogância”

As Brigadas Fantasma

No volume anterior conhecemos o John Perry e a sua transformação ao fazer parte da FDC. Ele enfrentou vários perigos, conseguiu sobreviver a diversos ataques e tudo com bom humor. Ele também levou um choque quando conheceu a tenente Sagan e soube da existência das Forças Especiais.

Em As Brigadas Fantasma a raça humana está correndo perigo. A tenente Sagan descobriu uma traição durante uma investigação e uma guerra está sendo tramada contra a humanidade. Três raças alienígenas planejaram tudo nos mínimos detalhes e agora é preciso correr contra o tempo. Após essa descoberta, os generais das Forças de Defesa Coloniais decidiram transferir a consciência do cientista traidor Charles Boutin para um novo corpo.

As Brigadas Fantasma - John Scalzi

Para isso criaram um clone para carregar a consciência dele. Jared Dirac – o nome dado para esse clone – pode ser a única esperança para salvar a humanidade. Mas é claro que Jared não faz ideia do que está acontecendo, ao menos por enquanto. Ele foi enviado para treinar com outros soldados e – sem saber – estava sendo avaliado enquanto agia nas Forças Especiais.

Para a surpresa e insatisfação de Sagan, ele foi recrutado para o seu pelotão e a tenente será a responsável por monitorá-lo. Mesmo sem saber o que está acontecendo exatamente, Dirac tentará descobrir o seu verdeiro “eu” e no decorrer da trama vamos identificar o que diferencia Boutin desse soldado. Será que ele vai recuperar todas as memórias do traidor? Teremos a soma de suas experiências? Como será que ele vai reagir ao descobrir toda a verdade?

MINHA OPINIÃO

Ao contrário do livro anterior, As Brigadas Fantasma teve um ritmo mais lento. A escrita continua leve e até que divertida. Entretanto, demorei um pouco para finalizar, pois o autor traz questionamentos introspectivos sobre a natureza da humanidade. Scalzi nos faz pensar sobre consciência e livre arbítrio. É claro que ainda temos ações envolvendo armas, tecnologias e biomodificações; mas senti que a trama foi mais tocante e complexa se comparada ao volume anterior.

Os soldados das Forças Especiais foram criados para cumprirem ordens. Eles dependem de seus BrainPals (um computador interno) para se comunicarem. Consequentemente não são muito receptivos, pois não sabem lidar com humanos. Mas se arriscam para cumprir as missões recebidas. O John Perry não está presente nesse volume e acabei sentindo falta do seu bom humor, justamente porque os soldados são mais sérios.

Somos projetados para sermos mais fortes, rápidos e espertos que outros seres humanos. Mas somos assim como consequência do que nos torna diferentes. O que nos torna diferentes é que, entre os humanos, somos os únicos que nascem com um objetivo. E esse objetivo é simples: manter os seres humanos vivos neste universo.

A ética no uso de tecnologias avançadas

Mas o protagonista Dirac fez com que eu enxergasse que nem tudo é o que parece. O autor apresenta uma discussão interessante sobre ética no uso de tecnologias avançadas. Ver este soldado tentando entender quem verdadeiramente é, faz com que a gente pense em que identidade alguém clonado pode desenvolver. E isso torna tudo ainda mais interessante, pois comecei a reparar e até mesmo comparar as ações do Dirac com o cientista Boutin.

Não vou revelar muito da história para evitar spoilers, mas nesse volume tem um cientista alienígena mantido em cativeiro pela União Colonial. Por mais que ele seja um “refém”, ajudará Dirac a encontrar o seu caminho. Esse alienígena me marcou bastante quando trouxe assuntos relacionados à ética.

Estou cada vez mais apaixonada pela escrita criativa do Scalzi, Tanto que finalizei essa leitura e já me joguei em “A última colônia”.

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comentários

  • Ps amo leitura

    Eu não conhecia esse livro e jamais imaginaria que é um segundo hahaha gostei da premissa dele. Achei bem diferente e interessante. Já quero ler!!

    Beijos,

    responder
  • Mara Santos

    Não conhecia o livro, mas fiquei bem curiosa, pelo tema e pelo fato da história nos fazer refletir.
    Adorei seu post e já anotei a dica!

    responder
  • Janaína

    Olá,

    Ainda não tinha visto esse livro, a primeira impressão é que é uma leitura bem densa, mas fiquei feliz de saber que é leve.

    responder
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