Maternidade


Tentando lidar com a solidão Materna

Vamos falar de solidão materna? Quando descobri que estava grávida, fiquei super animada com a ideia de ter um bebê. Era incrível ver as pessoas ao meu redor demonstrando interesse pela criança. No entanto, não demorou muito para perder a paciência, pois todas as perguntas eram direcionadas apenas para o bebê, como se eu, a futura mãe, fosse apenas uma espectadora nesse processo.

Durante a gravidez, todo mundo só falava sobre o desenvolvimento do bebê, os preparativos para o quarto e os planos para a chegada. Enquanto todos discutiam as expectativas para a nova vida que estava a caminho, muitas vezes me sentia meio excluída dessas conversas. Uma solidão começou a aparecer, não porque as pessoas não me amavam ou apoiavam, mas porque parecia que a minha própria jornada estava ficando meio apagada.

Solidão materna não é só estar fisicamente sozinha; é um sentimento profundo de não se conectar emocionalmente. Muitas vezes, as conversas eram só sobre coisas de bebê, tipo fraldas, horários de alimentação e marcos de desenvolvimento. E, apesar de tudo isso ser importante, eu queria poder falar sobre mim mesma – minhas paixões, meus interesses, minhas dúvidas e até minhas inseguranças.

Tentando lidar com a solidão Materna

Lidando com a Solidão Materna: Reconectando com Minha Própria Jornada

Logo percebi que, na tentativa de ser a melhor mãe possível, acabei deixando de lado partes importantes de quem eu sou. Os hobbies que eu amava foram trocados por uma rotina totalmente focada na minha filha. A solidão vinha da dificuldade de conversar sobre algo que não fosse relacionado à maternidade, como se a minha identidade estivesse sendo apagada pelo papel de mãe.

Olhando para frente, estou ansiosa por momentos em que eu possa retomar algumas das coisas que eu amo. Mas mais do que isso, espero por conversas que vão além de fraldas e mamadeiras, onde eu possa compartilhar minhas próprias experiências, desafios e vitórias. Porque ser mãe não significa abrir mão de quem eu sou; é encontrar um equilíbrio que enriqueça a minha vida e a da minha filha.

A solidão materna é complicada e tem muitos aspectos. É importante entender que, mesmo com muito amor e apoio, uma mãe pode se sentir isolada em sua jornada. Criar espaços para conversas sinceras, que abordem as diferentes partes da maternidade, é um passo importante para combater essa solidão.

Como mães, merecemos mais do que só ficar observando a vida dos nossos filhos. Merecemos ser participantes ativas, capazes de compartilhar nossas histórias, alegrias e desafios. A solidão materna pode ser difícil, mas ao compartilhar nossas experiências, construímos uma comunidade que realmente apoia e compreende as complexidades da maternidade.

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comentários

  • Gabriela Miranda

    Clayci, também tive essa mesma experiência ao longo da gestação e, especialmente, após o parto. Graças a Deus tenho a sorte de ter duas grandes amigas que me ajudaram muito nesse processo. Uma delas ficou grávida quase na mesma época que eu e a outra não tem filhos. Poder compartilhar com elas os meus pensamentos, ansiedades e alegrias era algo muito valioso. Elas conseguiam me trazer novas perspectivas sobre o assunto e faziam com que eu me sentisse muito querida e amparada. Meu marido também sempre foi muito atencioso, mas é diferente quando a gente conversa com outras mulheres.
    Acredito que o caminho seja realmente esse que você colocou no segundo subtítulo: se reconectar com a nossa própria jornada. Isso foi, e está sendo, fundamental para mim. Lembrar da minha capacidade, dos meus interesses e da pessoa que eu fui me tornando ao longo dos anos é uma forma de não me perder nessa nova fase da minha vida. É entender que os anos passarão, assim como todos os outros passaram, e que a minha história precisa continuar se desenrolando. E que, por mais que agora isso signifique abrir mão das atividades antigas para cumprir o meu papel de mãe, isso não precisa significar um abandono de mim mesma.
    Está sendo uma alegria acompanhar a sua trajetória! Muito obrigada por compartilhar. Desejo o melhor para sua família.

    responder
  • Karolini Barbara

    Clayci,

    Eu tenho muita vontade de ser mãe, e agora que completo os 30 anos essa vontade de ter filhos aumenta (espero ter uma esposa que queira formar uma família comigo). Mas bom, eu desejo ter filhos, mas não me vejo grávida (tenho vontade de adotar, ou se minha esposa quiser ter…), e acompanhei sua maternidade quando Cora ainda estava na sua barriga, e eu só penso o quanto eu não conseguiria fazer isso, gestar uma criança… Não sei se isso me faria uma mãe ruim…
    Mas enfim, acompanhar o período que passa ao lado da Cora me faz ter uma percepção diferente do que é a maternidade. Acredito que todas nós crescemos em uma época onde ser mãe era mais que um sonho a se realizar, era basicamente uma meta de vida para toda mulher, mas poucos falam da realidade que é se tornar mãe, gestar uma outra pessoa dentro de você O.O
    Gosto muito de quando fala dos pontos bons e também dos ruins da maternidade, tira um pouco daquela mistificação de que ser mãe é uma bênção para toda mulher…. E nos faz questionar o porquê tratamos mulheres como mães, como se elas não fossem mais uma pessoa com sua própria individualidade, além do bebê.

    responder
  • Maria

    Eu sinto muito que você tenha vivido isso. Acredito que é algo que acontece com todas as mães, especialmente as de primeira viagem. Pelo menos eu vejo com bastante frequência, no início da maternidade, a identidade da mulher se torna mãe apenas. Espero que você consiga fazer essa recuperação dessa identidade mais própria, para além de mãe.

    Beijinhos!

    responder
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