Estava com saudades de atualizar a categoria life lately! Esses dias eu estava olhando o cartão de memória da minha câmera e percebi que tenho fotografado muito mais os pequenos momentos do que grandes acontecimentos. Não sei explicar, mas tenho curtido viver primeiro e compartilhar depois.
Acho que isso mudou até a forma como eu enxergo os dias. Antes eu sentia necessidade de registrar quando algo muito incrível acontecia. agora, me pego fotografando um café no fim da tarde, uma luz bonita entrando no quarto, a cama bagunçada depois de passar horas assistindo anime, flores compradas num dia comum ou a cora brincando quietinha no cantinho dela.
Cheguei naquela fase onde a felicidade adulta quase nunca é grandiosa; ela é silenciosa e aparece nos detalhes que deixam a rotina mais leve.

Completei 38 anos! Meu aniversário caiu numa segunda-feira e, mesmo sem grandes planos ou comemorações elaboradas, teve exatamente o que importava pra mim: consegui cantar parabéns com o Di e a Cora. Acho que ainda estou tentando entender tudo o que sinto sobre essa nova fase, mas existe uma felicidade muito tranquila dentro de mim. Daquelas que chegam devagar e fazem a gente perceber que talvez a vida esteja exatamente onde deveria estar.


Ainda não consegui um emprego. Tenho feito alguns trabalhos por fora, mas às vezes ainda fico preocupada com o meu futuro profissional. Acho que existe uma insegurança muito específica em ficar um tempo fora do mercado de trabalho depois da maternidade. Parece que o tempo continua passando lá fora enquanto a gente vive uma fase completamente intensa aqui dentro de casa. E, por mais que eu tente aproveitar esse momento, às vezes bate aquele medo de estar ficando para trás.
Ao mesmo tempo, também reconheço o privilégio que é poder viver essa fase mais de perto. Ter o apoio do Di e acompanhar o crescimento da Cora diariamente tem sido algo que eu valorizo muito. Acho que estou aprendendo a lidar com essa mistura de sentimentos: gratidão e insegurança coexistindo ao mesmo tempo, sabe?
Por isso eo tenha me jogado tanto nos hobbies ultimamente. Tenho encontrado conforto nas pequenas coisas, nas rotinas da casa, nos momentos simples do dia. E claro que a Cora acaba entrando em tudo comigo. Ela ama participar, observar, ajudar… e aprende as coisas numa velocidade que me deixa impressionada. Tenho gostado de incluí-la nessas pequenas atividades porque tudo fica mais divertido quando ela está junto. No fim, além de gastarmos energia, sinto que estamos construindo memórias nas coisas mais comuns do cotidiano

E por falar na Cora… o quartinho dela está ficando tão lindo.
Desde que nos mudamos pra cá, há quase dois anos, a gente praticamente não tinha mexido em nada na decoração. A mudança aconteceu muito na correria e acabamos fazendo só o básico mesmo. Na época, eu e o Di decidimos esperar um pouco antes de investir de verdade no quarto, porque queríamos entender quem a Cora seria, do que ela gostaria, como ela brincaria, quais cores, interesses e jeitinhos fariam sentido pra ela. E acho que agora estamos vivendo exatamente essa fase.
Tenho amado fazer pequenas mudanças pensando menos em “um quarto bonito” e mais em criar um espaço onde a infância dela possa acontecer de verdade. Esse sofá de brincar da Tato entrou nisso de um jeito muito especial. Fiz um trabalho com eles recentemente e foi uma das coisas que a Cora mais gostou nos últimos tempos. Ele é totalmente modular, então ela monta do jeito que a imaginação mandar. Cada hora vira uma cabaninha, um escorregador, uma cama improvisada ou algum universo que só existe na cabeça dela.




E antes de finalizar esse post, queria muito recomendar um anime que assisti recentemente e simplesmente amei: A Sign of Affection.
Fazia tempo que eu não assistia algo tão delicado. A história é leve, sensível e tem aquele clima confortável que dá vontade de assistir devagarinho, principalmente em dias frios ou quando a gente só quer desacelerar um pouco. Além do romance ser muito fofo, eu gostei muito da forma como o anime trabalha comunicação, sentimentos e pequenos gestos de cuidado.
É daqueles animes que deixam uma sensação boa depois de assistir, sabe? Calmo, aconchegante e cheio de cenas bonitas que parecem abraço. Eu terminei querendo assistir tudo de novo.

E olhando essas fotos agora, sinto que esse “life lately” acaba sendo exatamente isso: uma tentativa de guardar não só os momentos, mas também as sensações dessa fase da vida. Porque sei que, daqui alguns anos, talvez eu não lembre de todos os detalhes… mas espero lembrar de como tudo isso fazia eu me sentir.
Obrigada por estar aqui, acompanhando esses pedacinhos da nossa rotina.


