life lately


life lately #1
Um registro real e sensível dos meus dias

Faz um tempo que eu não apareço por aqui e nem compartilho fotos, registros, essas coisinhas do dia a dia, sabe? E talvez esse seja um bom momento pra começar uma coisa nova.

Então irei começar a série life lately, que é um espaço pra ir juntando fragmentos dos meus dias, coisas simples, pequenas cenas, detalhes que talvez passassem despercebidos, mas que, quando eu paro pra olhar, dizem muito sobre a fase que estou vivendo.

E olha que muita coisa aconteceu nos bastidores, só que não era o tipo de coisa que eu sabia como contar ainda.

Confesso que fiquei desanimada, com um cansaço acumulado daqueles que não passam só com uma boa noite de sono. Teve dias em que fiz o básico como mãe e voltei pra cama na primeira oportunidade que apareceu. Sem culpa, era o que dava pra fazer naquele momento.

Mas a chegada do outono trouxe um respiro. Uma vontade de recomeçar, mesmo que bem devagar. Fui mexendo nos cantinhos da casa, atualizando meu mural de inspiração, voltando a montar arranjos de flores, coisas simples que pra mim funcionam quase como uma terapia. Aos poucos, fui me encontrando de novo no meio da rotina, sem pressa, um passo de cada vez.

Fazer arranjos de flores, inclusive, é uma das coisas que mais me fazem bem. Não precisa de ocasião nem de nada elaborado. Dessa vez usei rosas rosadas com crisântemos bordô, uma combinação que eu amo, na jarra de cerâmica com uvas pintadas que era da minha vó. O espelhinho de mão ali do lado completou tudo sem esforço, e por uma semana entrar no quarto ficou um pouquinho mais bonito. Às vezes é só isso que a gente precisa.

Meu ritmo de leitura caiu bastante nos últimos meses, mas estou tentando voltar sem pressão. Mesmo que seja uma página antes de dormir, já conta. Esse mês li Sociedade dos Poetas Mortos com vontade mesmo, daquelas de acender uma vela e ficar ali sem pressa. É um dos meus filmes favoritos e ler a novelização me deixou com vontade de assistir ao filme novamente. Também li O Mercador de Veneza, que foi a leitura do mês do clubinho, e ter esse compromisso ajudou bastante porque às vezes a gente precisa de um empurrãozinho externo. Acho que estou numa fase mais romântica e um pouco mais poética também, e dá pra perceber isso nas músicas que escolho, nos livros que revisito e nos detalhes da casa.

Mexi no meu mural de inspiração e agora ele finalmente parece meu de novo, com rendas, texturas e fotos do que eu amo. Orgulho e Preconceito está ali, junto com algumas imagens da Taylor Swift na era Folklore, que é um dos meus álbuns favoritos dela, com aquela melancolia bonita que combina muito com esse outono. A foto da escrivaninha às 9h34, com a luminária ainda acesa, mostra bem como minhas manhãs têm sido: devagar, com calma, sem pressa de começar. Esse cantinho é onde a maior parte dos meus dias acontece, e às vezes eu esqueço de olhar pra ele com carinho.

Essa foto da cômoda também diz muito sobre mim. Tem perfumes que uso e outros que só gosto de ter ali, produtos de skincare que viraram ritual, o espelhinho de mão que aparece em quase todas as fotos porque nunca sai do lugar. É um caos organizado, e é completamente meu.

Na cozinha, tenho conseguido fazer algumas receitas e até montar mesa posta com mais frequência, e isso tem me feito muito bem. Bolo simples, muffins de blueberry, pãezinhos, nada muito elaborado, mas cada coisa feita foi uma pequena vitória num período em que qualquer coisa feita com prazer já valia muito. É muito reconfortante preparar comida com calma, montar a mesa, usar a xícara bonita numa manhã comum só porque sim. O chá, o garfo dourado, o sousplat de crochê. Às vezes o ritual é mais gostoso do que a própria comida, e perceber isso já é alguma coisa.

Também voltei a postar vlogs no YouTube. Eu queria isso há um tempo, mas sempre travava no processo, na edição, na câmera, em tudo. Resolvi simplificar e só registrar os momentos do dia, sem muita pressão, e tem sido gostoso de um jeito que eu não esperava.

primeira vez mexendo com cerâmica fria e fiz uma plaquinha com um trecho da música Vilarejo da Marisa Monte

No fim, não foi um período fácil, mas foi um período honesto. E agora estou aqui, com flores no quarto, livro na cabeceira e um bolo feito sem motivo nenhum.

E você, como têm sido os seus dias?

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comentários

  • Luly Lage

    Mulher, eu amo como a estética da sua casa reflete quem você é 800%, e tudo o que você implementa na sua rotina, seja os arranjos, as cerâmicas ou o que for, consegue seguir essa linha. Eita personalidade marcante a dessa minha amiga!
    Seu mural tá uma coisinha liiinda demais…

    responder
    • Clayci Oliveira

      ai amiga, obrigada por reparar nesses detalhes, de verdade.

      responder
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