life lately


Aos pouquinhos essa casa está ficando com a nossa cara

Se eu fechar os olhos e me concentrar um pouquinho, consigo lembrar da sensação de entrar nesta casa pela primeira vez. Já se passaram dois anos e mesmo assim ela ainda não está completa (e talvez nunca esteja).

Mas na época, ela estava praticamente vazia. Tinha caixas espalhadas pelos cômodos, nenhum móvel (só os do quarto da Cora) e uma bebê de três meses no meio de tudo aquilo. Não existiu um grande planejamento para a mudança, muito menos um projeto de como cada cantinho ficaria. A gente estava mais preocupado em descobrir onde estavam as coisas que precisávamos e em fazer aquela nova rotina funcionar.

Acho engraçado lembrar disso hoje porque, muito antes de pensar na possibilidade de morarmos juntos, eu já salvava referências no Pinterest. Eu sempre gostei de casas. Não necessariamente aquelas enormes, perfeitamente decoradas em que parece que ninguém mora nela. Gostava de salvar detalhes: uma parede cheio de quadros, um móvel antigo, uma estante de livros, uma cozinha com cara de casa de vó, uma luminária, uma mistura de estampas que eu provavelmente não saberia reproduzir, mas gostava de olhar e SALVAR.

E é estranho porque nunca pensei muito sobre qual era o meu “estilo de decoração“. Até hoje, se alguém me perguntar, provavelmente vou misturar uns quatro nomes. A verdade é que atualmente quem realmente dá o tom da casa é a Cora; com os brinquedos espalhados e a forma como ela ocupa cada canto sem pedir licença.

Contudo, sempre gostei de coisas vintages e daqueles objetos que carregam alguma história. Gosto de livros aparecendo, fotografias, madeira, flores, peças que não necessariamente foram compradas juntas e talvez nem combinem. E foi assim que durante anos fui salvando tudo isso sem pensar muito no que aquelas imagens tinham em comum haha

Hoje posso dizer que a nossa casa está começando a tomar forma e aos pouquinhos vou conseguindo me enxergar mais nela. Se eu precisasse definir o estilo que estou seguindo, provavelmente seria alguma coisa como “minha vó usaria isso”. E sinceramente? Quanto mais ela vai ficando assim, mais eu me apaixono.

Comprei alguns móveis com a estética farmhouse, garimpei algumas peças em antiquários e outras simplesmente chegaram até mim “herdadas” de pessoas queridas. Acho que essas são as que mais gosto de ter por perto, porque além de bonitas carregam uma história que já existia antes de encontrarem minha casa.

Mas, confesso que ainda falta um pouco de coragem quando o assunto é cor. Nossa casa continua bastante neutra; estou aprendendo a colocar cor aos poucos; sem sentir que preciso mudar tudo de uma vez. Quero criar alguns cantinhos mais coloridos, misturar estampas, colocar coisas que talvez não combinem perfeitamente e ir descobrindo no caminho o que funciona para mim.

Só que enquanto isso não acontece, vou curtindo cada fase e cada cantinho que vou (re)decorando aos poucos. Consegui deixar o quarto da Cora do jeitinho que imaginava e adoro vê-la brincando durante o dia

No fim, acho que é justamente assim que quero continuar decorando: sem muita pressa e sem precisar decidir exatamente qual é o estilo da nossa casa. Se eu olhar para alguma coisa e pensar “isso poderia estar na casa da minha vó”, provavelmente já ganhou alguns pontos comigo.

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