Sabe aquele momento em que você percebe que o Natal chegou? Não estou falando do dia em que montamos a árvore ou começamos a pensar nos presentes. É algo mais sutil. Uma sensação que surge do nada e aquece o coração, quase como um abraço invisível. Este ano, aconteceu comigo de um jeito tão simples que a magia quase passou despercebida.
Estava em casa, tentando colocar um pouco de ordem na bagunça – o tipo de bagunça que só quem tem uma criança pequena conhece bem. Enquanto reorganizava livros e objetos pela estante, encontrei uma vela que nem lembrava mais que existia. Ela tinha aroma de panetone. Acendi e o cheiro doce e familiar tomou conta do ambiente. De repente, fui transportada para a cozinha da minha mãe. Naquela época, o Natal começava com o aroma de algo delicioso sendo preparado. O cheiro de panetone sempre estava lá, como uma promessa de dias felizes.
Por alguns minutos, fiquei parada. Não organizando, não pensando – apenas sentindo. É incrível como um cheiro pode trazer de volta memórias tão vívidas, como se tudo estivesse acontecendo outra vez. Aquele momento foi tão simples e, ao mesmo tempo, tão cheio de significado que me deixou emocionada. Se você também gosta de criar memórias através dos sentidos, experimente velas com aromas que remetam a momentos especiais. Você pode encontrar algumas ideias aqui.
Enquanto reorganizava as coisas, encontrei algo que quase passou despercebido: um vinil antigo do álbum de Natal da Mariah Carey. Nem pensei muito. Coloquei para tocar, e o som de All I Want for Christmas Is You começou a ecoar pela casa. Foi como mágica. A combinação do cheiro de panetone com a música fez tudo parecer diferente. Não tinha árvore montada, nem luzes piscando. Era só eu, minha casa e aquele instante que, de repente, se tornou especial. Para quem gosta de clássicos natalinos, o álbum Merry Christmas da Mariah Carey é uma escolha perfeita.


Aquele dia me mostrou, mais uma vez, que o Natal não precisa de grandes produções para ser sentido. Ele aparece em pequenos detalhes – como uma vela esquecida, uma música que toca no momento certo ou até mesmo uma pausa na correria. Com a Cora,, esses momentos parecem ganhar ainda mais significado. Quero que ela cresça entendendo que o Natal não é sobre tarefas ou compromissos, mas sobre essas sensações que chegam sem avisar e deixam tudo mais leve.
Enquanto o vinil tocava e a vela queimava, imaginei como será quando a Cora crescer. Talvez, um dia, ela me ajude a acender as velas ou escolha uma música para ouvirmos juntas. Quem sabe ela dance pela sala, espalhando a magia que só as crianças têm. Quero que ela veja o Natal assim: simples, alegre, cheio de momentos que se tornam memórias preciosas. Mesmo agora, tão pequena, sinto que essas sensações já começam a se formar para ela. E, de alguma forma, acredito que ficam guardadas, esperando o momento certo para serem redescobertas.
O que mais me tocou naquele dia foi perceber que o Natal chega assim: de mansinho, sem planos grandiosos. Ele se apresenta nos detalhes, nos momentos que criamos sem querer, quando damos espaço para que eles simplesmente aconteçam. Este ano, o Natal começou com uma vela, uma música e a certeza de que, mesmo nos dias mais simples, a magia sempre encontra um jeito de aparecer. E, para mim, isso é tudo o que importa.