Ubik – Philip K. Dick (o meio do caminho entre o mundo e a morte)

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Finalmente consegui ler uma das obras mais populares de Philip K. Dick. Ubik, lançado originalmente em 1969, foi eleito pela revista Time como um dos 100 melhores romances escritos em língua inglesa desde 1923. E por se tratar de Philip K. Dick, antes de iniciar essa leitura já me preparei psicologicamente para não entender nada. Geralmente demoro para finalizar alguma obra do autor, mas dessa vez fui surpreendida positivamente e fiquei até com medo por ter me envolvido com a obra logo de cara.

Amigos, é hora da limpeza. Estamos com descontos em todos os nossos Ubiks elétricos e silenciosos, poupando-lhes muito dinheiro. Sim, entramos em liquidação total. E lembrem-se: cada Ubik do nosso lote foi usado apenas conforme as instruções.

Ubik
Ubik - Philip K. Dick (o meio do caminho entre o mundo e a morte)
Ubik - Philip K. Dick (o meio do caminho entre o mundo e a morte)

Sobre o que fala Ubik?

Na trama vamos conhecer melhor como funciona a Runciter e Associados; se trata de uma empresa formada por pessoas com poderes extrassensoriais e sua função é rastrear e proteger as organizações que executam atividades super-psicológicas ilegais. Joe Chip é um dos funcionários dessa empresa e apesar de desempenhar um papel importante, vive em uma situação financeira complicada. Sua carteira está vazia e não tem moedas suficientes nem mesmo para operar os eletrodomésticos da sua casa.

Mesmo assim, Joe é dedicado e braço direito do seu chefe Glen Runciter; e faz de tudo para evitar que Ray Hollis – um dos concorrentes – atrapalhe os negócios da empresa. Runciter mantém a sua esposa, Ella, em um cargo importante, mas não é sempre que consegue consultá-la. Ella se encontra em uma situação de meia-vida (os que morrem são colocados em câmaras e o objetivo é estender a sua vida, mesmo que elas percam o contato com o mundo).

Voltando a Joe Chip, ele acaba conhecendo uma garota com um talento psíquico diferente. Ela se chama Pat e por consequência desse talento acaba sendo contratada para fazer parte de sua equipe. Entretanto, surgiu uma nova missão e a nave que transportava esta equipe foi atingida por uma estranha explosão durante o trajeto. Nesse acidente, Runciter (chefe deles) foi atingido e morreu. E de repente eles começaram a receber mensagens do falecido, além de ver o tempo voltando para o passado.

O que eu achei dessa leitura?

Mesmo que eu quisesse, não conseguiria dar mais informações sobre a história sem soltar spoilers. É nesse retrocesso que conseguimos entender o significado e o funcionamento de Ubik. Ele aparece no início de cada capítulo em forma de propaganda e apesar de não ser claro do que se trata, é possível interpretá-lo como um item essencial à vida.

Não li muitos livros do autor, mas antes de ler Ubik tive a oportunidade de conhecer “O homem do Castelo alto” (tanto o livro quanto a adaptação da série pela Amazon Prime) e notei a semelhança ao ver o autor brincando e distorcendo a realidade. O futuro criado por ele não é nada otimista – como em todos os livros dele que eu li – mas em Ubik os personagens são mais carismáticos.

Todavia, mesmo que estes personagens sejam interessantes, acredito que o cenário é o que mais importa nessa história. A concepção era de uma viagem no tempo e o autor usou várias referências que ajudaram imaginar a época apresentada. E nos momentos em que me senti perdida (e não foram poucos), pude notar que tanto Joe quanto Runciter também estavam. Dick não se preocupou em explicar nada da trama, pois a intenção é que o leitor se envolva o suficiente para interpretar esse conceito. Tanto que a ambientação futurista é abordada de forma superficial. A leitura foi rápida, mas fiquei um bom tempo pensando sobre Ubik e questionando a realidade.

Sem dúvidas, adorei a leitura e quero (aliás preciso) ler mais desse autor.
Conheciam Ubik?

Ubik Book Cover Ubik
Philip K. Dick
Aleph
248

Na Nova York futurista de 1992, a humanidade evoluiu e desenvolveu poderes psíquicos e previsões do futuro. Nesta sociedade, a privacidade nunca é uma certeza, já que telepatas podem estar manipulando sua realidade em qualquer lugar. Por isso, algumas empresas oferecem os serviços de bloquear a ação desses humanos superdotados, e quem realiza esse serviço são humanos com capacidade de neutralização. Glen Runciter é dono de uma dessas empresas, e se vê em apuros quando seus funcionários começam a sumir do mapa. A única saída parece ser consultar sua esposa Ella, que morreu há anos, para que ela lhe diga o que fazer a partir dali.

A consciência dela, bem como a de todos os mortos, é preservada e pode ser revivida para pequenas comunicações. O que ele não esperava é que a consciência de sua esposa começasse a ser invadida por uma estranha entidade, que bloqueia os sinais e a deixa incomunicável. Quando ele e seus funcionários são chamados para uma missão na Lua, mais coisas estranhas começam a acontecer. Neste livro, considerado pela revista Time em 2005 como um dos 100 melhores romances já escritos em língua inglesa, a frágil linha que separa realidade e fantasia, lucidez e loucura, parece se esfacelar.

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