TUDO E TODAS AS COISAS 4

“Quanto mais  eu tento deixar o mundo do lado de fora, ele parece cada vez mais determinado a entrar”.

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Eu estava precisando de uma leitura leve e a Novo Conceito atendeu o meu pedido enviando “Tudo e todas as coisas“.  Inventei de entrar em uma maratona de livros pós-apocalípticos, que me deixou exausta e conhecer a obra de Nicola Yoon fez com que eu me apaixonasse, novamente, pela vida.

Na história conhecemos Madeline, uma jovem de 17 anos que não conhece o mundo fora da sua casa. Ela encarou a morte quando pequena, e desde então ela tem alergia ao mundo. Tudo o que ela conhece está dentro da sua casa. Apesar da sua alergia, ela possuí uma rotina como qualquer garota da sua idade. Inclusive, me identifiquei muito com ela, pois Maddy é apaixonada por livros e pelo Darcy de Orgulho e Preconceito. Ela mora com a sua mãe (que é sua médica), e convive com Carla (sua enfermeira) diariamente. Ela estuda em casa e suas aulas são via Skype.

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A vida é um dom, não a desperdice.

Até então, Madeline está acostumada com a sua vida. Ela não quer dar trabalho para sua mãe e por isso, tenta se esforçar ao máximo para mostrar que é feliz dentro das suas condições. E consegue! Ela é divertida e inteligente e sua doença acaba se tornando apenas um detalhe.

Sua vida começa a mudar depois de conhecer Olly. Ele é o seu novo vizinho e Maddy aprende a lidar com novos sentimentos. O contato entre eles é baseado em mímicas e e-mails, pois Maddy não pode ter nenhum tipo de contato físico. Mas, Carla acaba dando um jeitinho e consegue realizar o desejo dela, fazendo com que eles fiquem em um mesmo ambiente, mas sem toques.

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Detalhe do marcador lindo que a editora enviou junto com o livro.

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O sentimento entre eles só cresce e no decorrer da história vamos conhecendo  um pouquinho mais sobre cada um. O que eu posso adiantar é que você vai gostar do diálogo entre eles e vai torcer muito para que os dois fiquem juntos no final. A única coisa que me incomodou um pouco foi a ingenuidade de Maddeline.  Sei que ela vive em um mundo fechado e as únicas pessoas que ela têm contato são sua mãe e sua enfermeira e não a culpo por isso. E achei Olly imaturo em diversas situações. Não perde a essência do livro, mas acho que ele poderia ter encarado a situação de forma mais realista (e responsável) e mostrado a importância disto para Maddy.

Iniciei a leitura com uma expectativa, porém me surpreendi com o final. Apesar da doença e da fragilidade de Madeline, a leitura não é cansativa porque a personagem é animada e não gosta que a tratem com pena; ela sabe lidar com sua doença e encarar as responsabilidades de um jeito um tanto quanto amadurecido.  Também é interessante a forma como a autora abordou a relação familiar, tanto de Maddy quanto de Olly, conseguindo prender a minha atenção e curiosidade para saber o final.

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Super recomendo a leitura de Tudo e Todas as coisas.