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Pollyanna: O livro que despertou meu interesse pela leitura

A pequena Beldingsville, uma típica cidadezinha do início do século XX na Nova Inglaterra, Estados Unidos, nunca mais seria a mesma depois da chegada de Pollyanna, uma órfã de 11 anos, que vai morar com a tia, a irascível e angustiada Polly Harrington. Por influência da menina, de uma hora para outra, tudo começa a mudar no lugarejo. Tia Polly aos poucos torna-se uma pessoa melhor, mais amável, e o mesmo acontece com praticamente todos os que conhecem a garota e seu incrível “Jogo do Contente”. Uma otimista incurável, Pollyana não aceita desculpas para a infelicidade e empenha-se de corpo e alma em ensinar às pessoas o caminho de superar a tristeza.

Eu não me lembro da idade exata, mas lembro do dia em que conheci a pequena Pollyanna. Eu peguei o livro emprestado na biblioteca da escola e apesar de não saber ler direito trouxe para minha casa na expectativa de ter figuras. Para a minha decepção,: não tinha nenhuma imagem dentro do livro. Eu tinha sete dias para ler 180 páginas e foi a minha primeira meta: Ler sozinha, pela primeira vez, uma história.

Pollyanna Primeiro Livro 1

Logo nas primeiras páginas, não conseguia entender como alguém poderia gostar de uma menina igual a Pollyanna! Era o exemplo que toda mãe gostaria de ter em casa, mas ela era sozinha! Ele perdeu os pais e foi morar com uma tia rica que a recebeu tão mal em sua casa.  Claro que fiz o que toda criança de bom senso faria, chamei a tia de bruxa e quase desisti de ler a história por causa dela.

Foi com a Pollyanna que eu aprendi a jogar o jogo do contente. E ainda lembro quando tentei fazer este jogo com a minha mãe. Não causou o mesmo efeito do livro, mas lembro que ela riu bastante nesse dia.

– Jogo? Que jogo?
Sim, o “jogo do contente”… O jogo é exatamente encontrar, em tudo, alguma coisa para ficar contente, não importa o quê – respondeu Pollyanna com ar sério.

Pollyanna Primeiro Livro 2

Pollyanna Primeiro Livro 3

Desde então, coleciono edições da história! Li Pollyanna em várias fases da minha vida e foi com este livro que aprendi a valorizar o que eu tenho. A aproveitar as coisas mais simples que a vida proporciona. Pollyanna me mostrou que sempre existirá obstáculos e dificuldades, mas somos nós que escolhemos a forma de encará-los.  Engraçado que a visão que eu tinha quando criança foi que ela era feliz apesar de todo o sofrimento que ela viveu, mas conforme fui crescendo e me lembrando da história, fui interpretando a felicidade dela de outro jeito.

É um livro que eu recomendo para todos, não importa a idade que você tenha! Pollyanna é um grande presente.

Qual foi o livro que despertou o seu interesse pela leitura?

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22 comentários

5 livros para ler antes dos 30 - Sai da MInha Lente 2 de janeiro de 2018 at 17:00

[…] é um clássico que marcou a minha infância. Já comentei algumas vezes no blog que “Pollyanna” foi a minha primeira leitura. Desde então eu coleciono várias edições dessa história. […]

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Clayci 17 de julho de 2016 at 18:07

Ahhhhhh queria que mais crianças tivessem contato com a história sabe Ste? hahaha
Tenho várias edições aqui tbm se quiser ler alguma me avisa

Beijos

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Ana Claudia 6 de julho de 2016 at 18:24

Eu e meus amigos estamos fazendo um clube do livro e adivinha o livro desse mês! Pollyanna!
Uma das minhas amigas recomendou e a gente resolveu abraçar a ideia, e ler a sua resenha, só fiquei com mais vontade de ler! E tô muito curiosa com esse jogo do contente!
🙂

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Clayci 8 de julho de 2016 at 18:38

Aiii que escolha linda Ana..
Quero muito saber sua opinião depois da leitura <3

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Clara Rocha 4 de julho de 2016 at 20:53

Acredita que eu nunca li esse livro ? :O E pior que eu só descobri ele a pouco tempo, vendo um vídeo. E agora lendo a resenha, e um pedaço das falas do livro, fiquei mega curiosa.

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Clayci 6 de julho de 2016 at 14:45

Ele é um livro muito amorzinho, Clara !!

Super recomendo <3

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Aline - 5k Miles 4 de julho de 2016 at 06:21

O livro que me desepertou gosto pela leitura chama Depois Daquela Viagem – de Valéria Piassa Polizzi, um depoimento real da própria valéria que contraiu hiv na adolescencia, e que mostra da contração à auto aceitação, como foi assumir isso publicamente numa época em que acreditava-se que isso era apenas doença de gay. Acho que sempre tive um pézinho nas causas sociais, e me lembro que detestava ler, mas este livro me fez amar.

Confesso que todo post seu sobre leitura me dá um peso na conciencia danado, porque não estou parando pra ler livro nenhum, mas amo, e quero muito voltar a praticar meu amor pela leitura!

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Clayci 4 de julho de 2016 at 20:55

Nossa, sério?
Achei legal a sua leitura, e interessante né?
Não é uma fantasia, nem ficção
Vc já se jogou em uma história real <3

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Gabriela 3 de julho de 2016 at 23:13

Pollyanna é amor! Li a primeira vez na sétima série e foi amor a primeira vista! Releio sempre que sinto saudades ou preciso de uma injeção de otimismo e indico pra todo mundo sempre que posso. Amei conhecer a sua história! ?

Um beijo,

http://www.sinhamocha.com.br

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Clayci 4 de julho de 2016 at 20:56

Ai Gabi!!
Sempre que posso leio tbm *_*

Obrigada <3

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Lilian Moraes 3 de julho de 2016 at 20:02

Eu li esse livro quando era criança e emprestei da biblioteca da escola também aahhahahah.
Eu lembro que na época, embora eu gostasse da Pollyana, eu sentia alguma aversão por ela…ela era muito feliz e me irritava em alguns momentos. Claro que depois, quando reli a história, já com os olhos de um adulto, eu entendi melhor a mensagem que passa através do livro.

Beijos
http://orangelily.com.br

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Clayci 4 de julho de 2016 at 20:59

hahahah acredito que vc sentia o mesmo que eu ..
No começou eu pensava que não existia criança tão perfeita auhaiuhuahauih

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Isabele 3 de julho de 2016 at 15:00

Eu li esse livro em 2012, 2013, não lembro. Só sei que estava a caminho de reunião de trabalho.
Lembro de ter achado fofinho.
Mas é aquele ditado, alguns livros devem ser lidos na infância pra garantir a magia…

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Clayci 3 de julho de 2016 at 19:41

Concordo com vc!
Eu consegui aproveitar por causa da idade na época, mas claro que mudei minha perspectiva .. Até porque as outras versões da histórias vão acompanhando o crescimento da própria personagem rs

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hellz 3 de julho de 2016 at 14:34

Acho que quando tive esse livro em mãos não era bem a hora de lê-lo. Apesar de você também ser criança quando tomou gosto por ele, eu li algumas páginas e fiquei com preguiça de terminar AHAHAHA (se bem que aconteceu isso até com HP que eu amava, então acho que o problema era meu mesmo com a falta de hábito).

Hoje eu tenho vontade de lê-lo de verdade e finaliza-lo. Acho que se tira lições muito boas dai!

beijo
beinghellz.com

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Clayci 3 de julho de 2016 at 19:41

Hellz, eu lembro que demorei muito para a história na época ahuiahuhaiuahuhauiahuah

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Bianca 2 de julho de 2016 at 21:50

Eu já tinha ouvido falar desse livro, mas não sabia sobre o que ele falava exatamente. Seu post me deixou com vontade de lê-lo, parece ser uma história adorável, vou ver se o encontro por aqui ou pela internet.
Não me lembro exatamente qual foi o livro que despertou meu interesse pela leitura, eu sempre gostei de ler desde pequena e tinha vários livrinhos infantis, mas não me lembro do título da maioria deles.
Beijos

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Clayci 3 de julho de 2016 at 19:46

Vc encontra pela internet Bia <3
A versão em PDF E ebook e há várias versões atuais nas livrarias..
Vale a pena ler <3

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AMANDA ALMEIDA 2 de julho de 2016 at 17:07

Oi Clayci, tudo bem?
Pollyanna é um livro lindo, mas ao mesmo tempo triste. Eu não o li quando criança, mas lembro que quando conclui a leitura fiquei com um misto de amor pela personagem, mas ao mesmo tempo raiva por tudo o que ela precisou enfrentar.
O livro que me iniciou no universo dos livros foi A Luva Lulu, meu tio me deu quando eu tinha uns 5 anos e eu gostava de mais da história.
bjus,
Amanda Almeida

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Clayci 3 de julho de 2016 at 19:47

Sim!! Ela sofreu muito..
E eu não lembro de A Luva Lulu, mas estou tentada a procurar no google hahahahahaha

Beijos

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Stéfhanie 2 de julho de 2016 at 10:03

Pollyanna é um livro doce que passa um grande aprendizado nas entrelinhas, e de longe, desperta forte interesse pela leitura em meninas mais novinhas como despertou em você na época.
Você me deu a ideia de dar um exemplar pra priminha de 11 anos, que não lê quase nada mas fica encantada quando vê minha estante cheia de livros.

Adorei sua resenha, suas fotos.. Aqueles posts que nos enche os olhos <3

Um beijo

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Clayci 3 de julho de 2016 at 19:48

Fico feliz que tenha gostado!!

E sim, é uma história que passa amor <3

Beijos

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