Nas Montanhas do Marrocos – Luisa Bérard

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SOBRE A HISTÓRIA

Katherine Hartington é bem diferente das mulheres de sua época. Ela está prestes a debutar na sociedade londrina e se você acha que a jovem está atrás de festas e casamento, está completamente enganado. Por ser a filha mais nova de um conde, ela é bem diferente das suas irmãs. Sua mãe até tenta inseri-la nos bailes, mas Katherine quer aprender a administrar as terras com sua tia, a duquesa de Melborne. A jovem acredita que pode fazer o que gosta, além de servir como papel de boa esposa.

Katherine tem vários pretendentes, mas ela se recusa a casar com todos eles. E quando o seu melhor amigo lhe propõe casamento, a jovem decide embarcar numa viagem para a Grécia, com o objetivo de adiar resposta e refletir melhor sobre as suas decisões. No entanto, uma tragédia acontece e ela se vê sozinha em Marrocos. Katherine está longe de todas as pessoas que ama, e no decorrer de seus dias, ela vai entender que será difícil voltar para seu país.

MINHA OPINIÃO

Um dos meus objetivos este ano é ler mais mulheres e nacionais. Senti que a autora trouxe uma proposta interessante ao “viajarmos” para Marrocos junto com a protagonista.

Admito que dificilmente me atraio por esse gênero literário, contudo fui surpreendida com a escrita da Luísa. Gostei da forma com que os personagens foram apresentados. Entretanto, o enredo não me convenceu. Ainda que o tom usado na narrativa seja coloquial, a escrita da Luísa é leve e prende a nossa atenção. É importante ressaltar que levei a época trabalhada em consideração; e deu pra sentir o cuidado (e toda a pesquisa feita) em sua narrativa. Então se você for dar uma chance para a leitura, tenha a mente aberta e lembre-se do período da História.

O que dificultou a minha leitura, foi o desenvolvimento da trama. Visto que estamos falando de um livro com mais de 500 páginas. E a história só começa mesmo depois da página 200. Se eu disser que os primeiros capítulos não me prenderam, estarei mentindo. Gostei de acompanhar a rotina da protagonista e entender a sua visão do mundo. Mas perdi muito tempo conhecendo a sua personalidade.

Sobre o romance

Durante a viagem para a Grécia, Katherine foi sequestrada e vendida como escrava para Fahid, em Marrocos. Eu realmente não levei em consideração a forma com que eles se conheceram, justamente por se passar no período Vitoriano. Entretanto, algumas coisas não fizeram sentido pra mim. Por ser vista como mercadoria, achei que Katherine foi muito bem recepcionada. Tanto que fiquei me questionando nas cenas em que a tratavam como “milady“; já que seu título não tinha mais nenhum valor naquela altura.

E mesmo gostando do romance que rolou entre eles, não consegui aceitar o fato da protagonista ter uma personalidade forte e se entregar tão facilmente. Para quem era independente e deixou claro que faria de tudo para voltar para o seu país, Katherine esqueceu bem rápido como foi parar lá (a ponto de não querer voltar pra Inglaterra e se afastar dele).

Fahid estava apaixonado pela Katherine e eu até daria uma chance para o romance dos dois. No entanto, a relação deles não foi muito bem trabalhada. Eles não passaram muito tempo juntos e por isso não fiquei convencida. Mesmo assim, devo parabenizar a autora. Eu realmente não sou fã de romance de época e ela conseguiu prender a minha atenção até o fim

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