Minhas 6 melhores leituras do ano e o que aprendi com elas

por Clayci
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Vocês já pararam para pensar nas melhores leituras que fizeram esse ano? Assim como no ano passado, não estipulei nenhuma meta literária para 2019. No início fiquei empolgada e comecei a contar a quantidade de livros lidos, mas no segundo semestre abri mão desse acompanhamento e fui lendo no meu ritmo. Segundo o Skoob eu li mais de 50 livros esse ano, mas acredito que o cálculo está errado, pois esqueci de registrar alguns títulos.

Assim como no passado, li vários de ficção científica e distopia, mas esse ano me surpreendi lendo mais livros de não ficção. Fantasia continua sendo o meu gênero favorito, mas foi bom sair da minha zona de conforto. Também li mais mulheres e achei isso incrível! Quero continuar nesse ritmo ano que vem e dar mais atenção aos clássicos – falhei miseravelmente esse ano nas leituras desse gênero.

Era para compartilhar minhas 5 melhores leituras nessa publicação, porém foi difícil fazer essa seleção. Vim mostrar minhas 6 leituras favoritas, vamos lá?

1- Flores para Algernon

Minhas 6 melhores leituras do ano e o que aprendi com elas
Minhas 6 melhores leituras do ano e o que aprendi com elas


Sinopse: Aos 32 anos, Charlie trabalha na padaria Donners, ganha 11 dólares por semana e tem 68 de QI. Porém, uma cirurgia revolucionária promete aumentar a sua inteligência, considerada gravemente baixa. O problema? Enxergar o mundo com outros olhos e mente pode trazer sacrifícios para a sua própria realidade. E resta saber se Charlie Gordon está disposto a fazê-los

Charlie queria ser mais inteligente, mas é óbvio que antes da cirurgia ele não fazia ideia de que isso teria um preço. Quando finalmente ele conseguiu ter controle da sua mente, pode compreender que nem todas as pessoas que o faziam rir eram seus amigos. As pessoas tiravam proveito da situação e muitas o humilhavam como piada. Memórias que até então foram esquecidas, voltam de uma forma dolorosa.

Eu me emocionei com a leitura diversas vezes. Para ser sincera eu não conseguia largar o livro, pois foi um misto de sentimentos. Eu ficava triste, irritada, frustrada e ainda assim esperançosa. Mesmo com tantas pessoas ruins, Charlie tentava lidar com o seu sofrimento e também pensava nas condições de todos que passaram pelo mesmo que ele. O autor discute sobre a falta de estrutura para abrigar pessoas como Charlie. Eu me senti um lixo nessas cenas, pois não teve romantização e nem mesmo a esperança de um futuro melhor. Eu já fiz resenha de Flores para Algernon aqui no blog e será um livro que sempre vou me lembrar com carinho.

2- Guerra do Velho

Minhas 6 melhores leituras do ano e o que aprendi com elas


Sinopse: A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD – Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar.

A guerra do Velho foi uma das melhores leituras que fiz este ano, pois possui uma narrativa espontânea, divertida e completamente envolvente. O autor escreve com naturalidade e isso facilitou muito; já que não me senti perdida com os conceitos de ficção científica existentes na história. Mesmo com o fundamento político e militar, a leitura fluiu facilmente. Sem falar que fui “convencida” com a explicação que a FDC deu sobre o porquê recrutar idosos. Fiquei curiosa para conhecer mais o universo criado por Scalzi.

Gostei do bom humor do John Perry, inclusive temos uma construção incrível desse protagonista. A história é narrada em primeira pessoa e, assim como ele, nos sentimos perdidos com as motivações da FDC. O autor faz questão de aprimorar este personagem de uma forma que nos identifiquemos com as suas ações e até mesmo o seu modo de pensar. Se você quer começar a ler ficção científica de uma forma leve e bem humorada, recomendo. Já resenhei Guerra do Velho aqui no blog (e os outros livros da série também).

3- O Diário de Nisha

O Diário de Nisha - Veera Hiranandani (Uma jornada emocionante)

Sinopse: Nisha não é de falar muito. Quietinha e reservada, prefere observar as pessoas ao seu redor e anotar os detalhes do cotidiano em seu diário, onde pode ser ela mesma. E ser ela mesma não é nada fácil no epicentro da Partição da Índia, que, após séculos de tensão religiosa, atinge seu ápice criando dois estados independentes do governo britânico: a Índia (maioria hindu) e o Paquistão (maioria muçulmana).
Parte hindu e parte muçulmana, Nisha não sabe muito bem a qual lugar pertence, e não entende os desdobramentos políticos deste momento tão crucial da história. Por que hindus e muçulmanos estão brigando tanto entre si? Por que milhares de pessoas precisam abandonar seus lares? E por que tantas acabam morrendo ao atravessar as fronteiras?

Uma das leituras mais difíceis que fiz isso ano.Terminei esse livro chorando e com vontade de abraçar Nisha. Antes de se mudarem, à medida que os incidentes violentos aumentaram contra os hindus, me emocionei com os registros. Ver a história narrada na perspectiva de uma criança, fez tudo ficar ainda mais comovente. Nisha e Amil não podiam mais frequentar a escola e a casa deles foi invadida. A família foi forçada a ir para a Índia a pé, depois de ouvir sobre a violência entre hindus e muçulmanos na estação de trem, a caminho da fronteira.

Nisha é uma personagem fascinante e quando soube, que no meio do caminho, passariam pela casa do tio Rashid, ficou animada. Foi lá que a sua mãe cresceu e a oportunidade de saber mais sobre o passado dela faria com que se sentisse mais próxima. Tanto que Nisha tem dificuldades para se expressar verbalmente, entretanto, gosta de prestar atenção em tudo o que está a sua volta. Já falei sobre o Diário de Nisha aqui.

4- A Cidade de Bronze

Minhas 6 melhores leituras do ano e o que aprendi com elas
A Cidade de Bronze

Sinopse: Nahri nunca acreditou em magia. Golpista de talento inigualável, sabe que a leitura de mãos, zars e curas são apenas truques, habilidades aprendidas para entreter nobres Otomanos e sobreviver nas ruas do Cairo.
Mas quando acidentalmente convoca Dara, um poderoso guerreiro djinn, durante um de seus esquemas, precisa lidar com um mundo mágico que acreditava existir apenas em histórias: para além das areias quentes e rios repletos de criaturas de fogo e água, de ruínas de uma magnífica civilização e de montanhas onde os falcões não são o que parecem, esconde-se a lendária Cidade de Bronze, à qual Nahri está misteriosamente ligada.

Eu sou apaixonada por fantasia, só que eu já estava saturada com os mesmos elementos de sempre. E se você gosta do gênero vai me entender, pois em quase toda a história há um menino órfão, branco que acaba se tornando um herói. Enquanto as mulheres e personagens de outras etnias se tornavam vilões ou eram forçados a se encaixar naquele mundo. Felizmente isto está mudando e estou conhecendo novos mundos com elementos de fantasia e A Cidade de Bronze é maravilhoso nesse sentido.

A construção do cenário é incrível e todos os personagens são intrigantes. Eu finalizei a leitura querendo saber mais sobre a mitologia islâmica e pesquisando sobre os termos presentes na trama. As cenas que acontecem na fantástica Cidade de Bronze são tão vivas e corajosas que consegui imaginar tudo com a descrição da autora.

5- Filhos de Sangue e Osso

Filhos de Sangue e Osso - Tomi Adeyemi

Sinopse: Zélie Adebola se lembra de quando o solo de Orïsha vibrava com a magia. Queimadores geravam chamas. Mareadores formavam ondas, e a mãe de Zélie, ceifadora, invocava almas. Mas tudo mudou quando a magia desapareceu. Por ordens de um rei cruel, os maji viraram alvo e foram mortos, deixando Zélie sem a mãe e as pessoas sem esperança. Agora Zélie tem uma chance de trazer a magia de volta e atacar a monarquia.
Com a ajuda de uma princesa fugitiva, Zélie deve despistar e se livrar do príncipe, que está determinado a erradicar a magia de uma vez por todas. O perigo espreita em Orïsha, onde leopanários-das-neves rondam e espíritos vingativos aguardam nas águas. Apesar disso, a maior ameaça para Zélie pode ser ela mesma, enquanto se esforça para controlar seus poderes — e seu coração.

Eu amo fantasia e Filhos de Sangue e Osso é uma daquelas histórias instigantes que quanto mais você lê, mais importante a trama se torna para você. Os personagem foram bem desenvolvidos e gosto quando eles progridem gradualmente, sabe? Aqueles personagens confusos, com várias camadas e que vão te conquistando aos poucos?

Ler as notas da autora, fez com que eu chorasse e pensasse em todas as injustiças do mundo. Tem muita representatividade em filhos de sangue e osso; a autora fala sobre tortura, tirania, morte e opressão. E por mais que eu saiba que se trata de uma ficção, infelizmente representa muitas situações reais. Recomendo muito esta leitura e sem dúvidas foi uma das melhores leituras que fiz (resenha aqui.)

6- Vow of Thieves

Minhas 6 melhores leituras do ano e o que aprendi com elas

Sinopse: Kazi e Jase têm suas vidas entrelaçadas, agora mais do que nunca. O futuro parece belo e promissor, mas uma repentina desventura arrasta cada um deles para seu próprio inferno. Eles se veem capturados em uma teia de enganos tecida por seus maiores inimigos — e diante de um lugar onde as traições são mais profundas do que era possível imaginar. Ambições longínquas ameaçam destruir os dois.
Vow of Thieves tem romance, ação, aventura e charadas de sobra para deixar os leitores do maravilhoso universo de Mary E. Pearson cada vez mais apaixonados. Com uma narrativa repleta de tensão, fugas estratégicas, planos de última hora e muitas lutas travadas, a autora presenteia os leitores com uma história perspicaz, divertida e empoderada — em outras palavras, o desfecho perfeito.

Esse é o segundo volume da duologia Dance of Thieves. Um dos lançamentos mais aguardados por mim. Passei esse livro na frente das outras leituras. Dificilmente leio romances, pois tenho dificuldades para me envolver com o casal e nem sempre os diálogos me atraem. No entanto, o universo criado pela Mary E Pearson é tão bem construído que não dá vontade de largar o livro. Tanto que nem me incomodei com as cenas melosas; apesar de Kazi amá-lo e desejá-lo, não perde o foco do que realmente importa.Tem resenha de Vow of Thieves aqui.

Em relação as leituras, não posso reclamar de 2019! Já leram alguns dos que citei?
Quais foram os favoritos de vocês?

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3 comentários

Liv 24 de dezembro de 2019 - 09:33

Flores para Algernon também está entre os melhores que eu li esse ano, não tem como não se emocionar e refletir com ele!

resposta
Babi Bueno 19 de dezembro de 2019 - 14:49

Oi Clayci.Tudo bem?

Não li nenhum dos seus 6 favoritos desse ano,mas estou querendo ler alguns deles como “Filho de sangue e ossos ” e “Guerra do velho ”
Suas fotos estão maravilhosas!

Meu mundinho quase perfeito

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Lívia Alli de Alcântara Madeira 17 de dezembro de 2019 - 19:01

af só edições maravilhosas , adorei as capas e conhecer mais desses livros que parecem mesmo ótimos

http://www.tofucolorido.com.br
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