Minhas 5 melhores leituras do ano e o que aprendi com elas
Vocês já pararam para pensar nas melhores leituras que fizeram esse ano? Nem acredito que já estamos em novembro! Ao contrário do ano passado, não estabeleci nenhuma meta de leitura pare 2018. E mesmo assim consegui ler 58 livros (até o dia dessa publicação) e estou extremamente satisfeita com o resultado. Principalmente porque este ano consegui ler mais livros de gêneros que não estou acostumada a ler. Li mais livros de ficção científica, sobre política e distopia. Fantasia continua sendo o meu gênero favorito, mas foi bom sair da minha zona de conforto. Também li mais mulheres e achei isso incrível! Um dos meus projetos para 2019 é continuar lendo mais mulheres e pretendo incluir mais nacionais nesse objetivo. Sei que o ano ainda não acabou, mas como já li bastante decidi eleger as minhas 5 melhores leituras e o que aprendi com cada uma delas. Juro que não foi planejado, contudo na hora da seleção – mesmo pensando só na história – escolhi 5 autoras (olha que maravilhoso). Vamos lá?

1- A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada – Becky Chambers

Sinopse: Lovelace já foi a Inteligência Artificial responsável pelo funcionamento da nave espacial Andarilha no passado. Após uma reinicialização completa, ela acorda em um novo corpo e sem nenhuma memória do que veio antes. Enquanto descobre sua essência e aprende a se virar em um universo repleto de artimanhas e novidades, ela faz amizade com Sálvia uma engenheira empolgada com os desafios que se colocam à sua frente. Juntas, Sálvia e Lovelace vão descobrir que não importa qual seja o tamanho do espaço, duas pessoas podem preenchê-lo. Tem resenha de A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada aqui no blog. Eu gostei desse livro por vários motivos, mas a principal razão é a forma com que a autora desenvolve os seus personagens. É um livro de ficção científica com vários elementos para quem gosta do gênero. Temos alienígenas, viagens espaciais e inteligências artificiais. No entanto, a autora usa a sua habilidade para explorar questões que enfrentamos em nosso dia-a-dia. A autora explora e critica várias questões como escravidão, exploração de trabalho infantil, gêneros e sexualidade, solidão, propósitos e o que significa ser um individuo. O livro fala sobre amizade, superação, sobrevivência, força feminina e aceitação

O que eu aprendi com o livro A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada?

Assim como Lovelace, a protagonista da história, aprendi que ter um propósito na vida é incrível, mas que não podemos depender dele para viver. Está tudo bem se você não saber qual é o seu propósito, o importante é fazer o seu melhor. Também aprendi que não precisamos nos encaixar em um padrão para sermos felizes.

2 – Bem-vindos ao Paraíso – Nicole Dennis-Benn

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Sinopse: Em um resort luxuoso nas belas praias de areia branca da Jamaica, Margot luta para manter Thandi, sua irmã mais nova, na escola. Ensinada desde pequena a usar o corpo para sobreviver, ela está determinada a proteger Thandi do mesmo destino. Mas quando a construção de um novo hotel ameaça sua vila, Margot enxerga uma oportunidade de independência financeira e a chance de admitir um segredo chocante: seu amor proibido por outra mulher. Tem resenha de Bem-vindos ao paraíso aqui no blog. Esse livro foi um tapa bem dado na minha cara. O livro aborda questões como prostituição, lesbofobia, racismo, estupro, opressão e misoginia. Eu realmente saí da minha zona de conforto e sofri com várias situações da história. Foi uma leitura difícil e ao mesmo tempo instigante. A autora conseguiu se destacar não só no enredo, mas também na linguagem única. Ela usou diálogos em patoá entre seus personagens e isso fez toda a diferença na leitura.

O que eu aprendi com o livro Bem-vindos ao Paraíso?

É um livro reflexivo e dá para tirar várias lições de vida. Teve alguns momentos em que eu tive que pausar por achar a descrição forte a ponto de mexer com o meu psicológico. Mas o que realmente aprendi, ainda mais nesse período em que estamos vivendo, foi que os oprimidos se tornam opressores com facilidade, por acreditarem ser a única forma de se sentirem no controle da situação.

3 – A guerra que me ensinou a viver – Kimberly Brubaker Bradley.

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Sinopse: Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan — agora sua guardiã legal — para um chalé em busca de um recomeço. Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Tem resenha de A guerra que ensinou a viver aqui no blog. Da mesma forma que eu me emocionei com o primeiro livro (A guerra que salvou a minha vida), Ada me deixou com vontade de abraçá-la. Adoro histórias com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, mesmo sabendo que vou chorar muito. Elas são ideais para nos fazer refletir e quando são narradas por crianças, as histórias ficam ainda mais delicadas.

O que eu aprendi com o livro A guerra que me ensinou a viver?

Usarei o quote da própria personagem para responder essa pergunta: É possível saber um monte de coisas e mesmo assim não acreditar em nenhuma delas. Ada aceitava as coisas como eram, porque acreditava que aquele jeito era o certo. E ver ela tendo contato com um lar de verdade pela primeira vez, fez com que me apaixonasse por sua determinação. Família não precisa ser de sangue, mas de alma. Empatia é a palavra chave dessa história.

4- Vulgo Grace – Margaret Atwood

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Sinopse: Inspirado num caso real, Vulgo Grace conta a trajetória de Grace Marks, uma criada condenada à prisão perpétua por ter ajudado a assassinar o patrão e a governanta da casa onde trabalhava, na Toronto do século XIX. Com uma narrativa repleta de sutilezas que revelam um pouco da personalidade e do passado da personagem, estimulando o leitor a formar sua própria opinião sobre ela, Atwood guarda as respostas definitivas para o fim. Afinal, o que teria levado Grace Marks a cometer o crime? Ou será que ela estaria sendo vitima de uma injustiça? O meu primeiro contato com a autora foi através dessa série que está disponível na Netflix. Eu já falei sobre a série Alias Grace aqui no blog e só li a obra depois de assistir a adaptação. Uma das minhas metas ano que vem, é ler mais livros da Margaret Atwood. É incrível como este livro trabalha inúmeras perspectivas.

O que eu aprendi com o livro Vulgo Grace?

Temos uma protagonista misteriosa nessa história. Mas a autora deixa claro que naquela época as mulheres não tinham nenhum controle direto sobre os procedimentos legais e seus julgamentos eram submetidos a ideologias e visões masculinas. E se você para pra refletir a respeito, perceberá que não mudou muita coisa de lá pra cá.

5 – Os seis Finalistas – Alexandra Monir

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Sinopse: Mudanças climáticas tornam nosso planeta inabitável, as grandes cidades do mundo estão debaixo d’água. Num último esforço para encontrar um novo lar para a humanidade, a Missão Especial mais audaciosa da história é lançada: a colonização de Europa, uma das luas de Júpiter. Agora, no Centro de Treinamento Espacial Internacional (CTEI), 24 adolescentes brilhantes foram recrutados e se preparam para disputar seis vagas na equipe que deixará para sempre a Terra carregando o futuro da raça humana. Tem resenha de Os seis finalistas aqui no blog. Esse livro foi uma grande surpresa para mim porque não esperava me surpreender tanto com essa ficção. Confesso que foi impossível não imaginar a veracidade da história, tendo em mente a situação real em que vivemos (nossas constantes adversidades com o meio ambiente). Foi por isso que gostei da forma com que a autora trabalhou a trama e desenvolveu os personagens principais.

O que eu aprendi com o livro Os seis finalistas?

Tem uma parte do livro em que um dos personagens fala que você só se dá conta de como está envolvido com o lugar de onde é, quando ele é tirado de você. E isso é muito real! Essas foram as minhas melhores leituras do ano. E você? Já leu algum desses livros que citei aqui? Quais foram as suas melhores leituras do ano?
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