Minhas leituras de Março

por Posted on 3 Comments 7 min. de leitura 9 visualizações

Março foi um mês bem produtivo por aqui. Consegui ler mais do que o planejado e fiquei satisfeita com as minhas escolhas. Passei alguns dias sem internet e apesar de ter atrasado o meu trabalho, consegui focar nas leituras. Vim fazer um resumo das minhas leituras de março aqui no blog.

As regras do amor e da magia

Iniciei o mês com o lançamento do selo Jangada do grupo editorial Pensamento. As Regras do Amor e da Magia é um prequel da história Da Magia à Sedução. Eu amava esse filme e perdi a conta de quantas vezes já assisti. Bom, depois de tantos anos a autora trouxe uma nova história da família Owens.
As regras do amor e da magia é tão envolvente que não consegui soltar o livro. A história foi convincente, bem contada e a sensação enquanto lia era de que estava assistindo a um filme. É uma trama sobre famílias e relacionamentos, autodescoberta e identidade. São tantas lições em tão poucas páginas! Mesmo sendo tão diferente dos irmãos Owens, me identifiquei com cada fase que eles viveram. Eles abraçaram os seus medos e aprenderam a lidar com a perda e, claro, a magia. Tem resenha de As regras do amor e da Magia aqui no blog.

Lady Killers – Assassinas em Série

Recebi um pacotinho especial da Darkside Books com uma edição de Lady Killers. Eu fiquei apaixonada pela beleza desse livro e sem dúvidas se tornou um dos livros mais bonitos da minha estante. Parece impossível analisar e pensar que mulheres são capazes de executar crimes à sangue frio; sem sentir nenhum remorso por isso. São mulheres cruéis, perversas que deixaram vários psicopatas no chinelo. Retratar essas mulheres, que viveram há muitos anos atrás, fez com que a experiência se tornasse única. Visto que vamos conhecer não só a trajetória de cada uma delas, como também os contextos históricos e sociais da época em que viveram. Também fiz resenha de Lady Killers aqui no blog. Vale a pena investir nessa edição e ter na estante!

A Menina do Outro Lado

E por falar em caveirinha, aproveitei para comprar na pré venda o mangá A menina do Outro lado. É uma história melancólica, assustadora e extraordinariamente graciosa. Este é o primeiro volume e foi publicado aqui no Brasil pela DarkSide Books. Há cenas que dão aquele quentinho no coração,sabe?.
A menina do outro lado possui uma narrativa calma, mas não é entendiante. A arte está tão linda que nem precisava de palavras para me fazer apaixonar por essa história. Shiva é inocente e não tem ideia do que está acontecendo, porém não cobra uma explicação; e como toda criança curiosa, tenta se aventurar sem se preocupar com os perigos. Não vejo a hora de sair a continuação dessa história. Já fiz resenha de A menina do Outro lado aqui no blog também.

Os Eternos

Eu estava bem ansiosa por essa leitura. Logo que eu vi que a Editora Morro Branco traria essa edição, fiquei bem empolgada e adicionei o livro na lista de desejados. As autoras disseram que a trama teria uma pegada de Indiana Jones com Lara Croft, porém, preciso adicionar – como uma boa whovian – que também tem um pouquinho de Doctor Who.
O planeta está cheio de perigos escondidos e por mais que Mia e Jules sejam diferentes e guardem segredos, eles tiveram que trabalhar em equipe e aprenderem a confiar um no outro. Mia é determinada e não mede esforços para conseguir o que quer, tanto que no início ela cria uma antipatia por Jules ao descobrir sua verdadeira identidade. Mesmo assim, ela é leal e coloca de lado a suas opiniões para fazer o que é certo. Jules é inteligente e está no planeta por uma boa causa, no entanto, mesmo com as boas intenções é ingênuo. Ele cresceu lendo sobre Gaia e está querendo provar que a teoria do seu pai está correta para livrá-lo da prisão e não concorda com o objetivo de Mia quando descobre que ela quer roubar tecnologia para vender. Leia a resenha e Os Eternos aqui.

A Mulher Entre Nós

Comprei este livro em promoção no dia das mulheres, mas não gostei tanto da história. Não sei se é porque estou acostumada a ler livros desse gênero, mas consegui adivinhar a questão principal antes de chegar na metade da leitura. Sem falar que a sinopse entrega muita coisa também, então foi fácil deduzir a intenção das autoras.
Entretanto, mesmo sabendo da proposta, achei a escrita confusa. Não sabia quando se tratava de um flashback ou quando era uma situação atual. Para ser bem sincera, pensei que encontraria algo mais sombrio na trama. Vanessa é obcecada pelo seu ex-marido e não aceita o fim do seu relacionamento. Não sei porque, mas acreditei que teria uma reviravolta nas páginas finais. Eu só senti vontade de atirar o livro pela janela. Acho que nunca dei uma nota tão baixa para uma leitura antes, tendo em vista que sempre tento extrair coisas positivas para não desmotivar novos leitores. Falei sobre A mulher Entre nós aqui.

Inferior é o Car*lho!

Para Charles Darwin, pai da teoria da evolução, as mulheres eram menos evoluídas do que os homens. Dentro desse tema, Angela Saini encontrou, durante suas pesquisas, algumas cartas enviadas à Darwin por Caroline Kennard. Ela era uma feminista e cientista amadora e discordou dessa afirmação dele: “Deixe que o ‘ambiente’ das mulheres seja semelhante ao dos homens, e com as mesmas oportunidades, antes que elas sejam julgadas – de maneira honesta – e consideradas intelectualmente inferiores à eles, por favor”.
Parece que isso ficou lá atrás, né? Mas infelizmente não. A ciência que conhecemos foi feita no ponto de vista masculino. Nós só podíamos fazer ciência enquanto era vista como recreação. No entanto, nossas ideias eram ignoradas na primeira oportunidade, quando uma situação ficava mais séria. 
Inferior é o Car*lho taz uma pesquisa incrível, com opiniões e visões de especialistas, que acreditam e afirmam 
que as diferenças entre homens e mulheres é cultural/ social e não biológico como muitos cientistas – usando estereótipos – querem provar. É uma leitura interessante, pois há várias discussões e referências. Sem duvida vale a pena ter na estante e folhear sempre que alguém te fizer se sentir inferior.

Em Algum Lugar das Estrelas

Eu li este livro no ano passado, mas senti tanta falta de Early e por isso reli a história. Em Algum lugar nas estrelas se tornou um dos meus livros favoritos, por conta da delicadeza da autora ao abordar um assunto tão necessário.
Jack Baker é um adolescente que nasceu no Kansas, mas teve a sua vida transformada depois da morte de sua mãe. Ele se sente perdido, sem direção e se culpa pelo o que aconteceu com ela. Depois da tragédia, seu pai decidiu colocá-lo em um colégio interno para meninos no Maine. Lá, Jack encontra Early Auden, o garoto mais estranho da turma, que lê o número pi como se fosse uma história; e coleciona recortes sobre as aparições de um grande urso preto nas montanhas próximas. E o que falar de Early Auden? Ele é um personagem extraordinário. Era visto como o garoto mais estranho da turma, pois vivia sozinho e isolado. Porém achei incrível a sua capacidade de enxergar as coisas por outra perspectiva. A sua visão do mundo é unica! Ele aprendeu formas de lidar com as dificuldades da vida. Early tem regras específicas, por exemplo, as músicas que deve ouvir em cada dia da semana. Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Como a história se passa no final da Segunda Guerra Mundial, ele não é descrito como autista, por isso seus amigos acham o seu comportamento estranho. 

A Pequena Sereia e o reino das ilusões

Não sei se é porque estou envelhecendo, mas nos últimos tempos comecei a refletir sobre as condições problemáticas dos livros e filmes que fizeram parte da minha infância. Achei importante comentar isto aqui, pois a minha intenção não é problematizar aquilo que foi importante pra mim, mas sim identificar problemas que uma criança não é capaz de enxergar.
Essa releitura feminista da Pequena sereia que a Louise O’Neill publicou é necessária para discussão. Eu amo o conto o original (da mesma forma que guardo um grande carinho pela animação da Disney), porém se você refletir sobre a trama, verá que não é o tipo de história que devemos simplesmente aceitar. Por isso foi bom ler uma versão com um ponto de vista feminino e autêntico. Ainda temos à sensibilidade do conto de fadas, contudo ela adicionou a questão do amadurecimento e empoderamento da protagonista.

Já leu algum desses livros? O que você andou lendo em março?
Beijos

Receba as publicações por e-mail

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 Comments
Previous
O Mundo Sombrio de Sabrina – O que achei da segunda temporada
Minhas leituras de Março

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE