Não Ficção

Lady Killers: Assassinas em série – Tori Telfer

Lady Killers: Assassinas em série - Tori Telfer
Lady Killers: Assassinas em série - Tori Telfer

Assassinas em série são mestres do disfarce: elas andam entre nós
Tori Telfer

Quando finalizei a leitura desse livro, quis conversar com alguém a respeito e compartilhei um dos relatos com a minha mãe. Assim como eu, ela começou a refletir sobre a veracidade da história. Parece impossível analisar e pensar que mulheres são capazes de executar crimes à sangue frio; sem sentir nenhum remorso por isso. São mulheres cruéis, perversas que deixaram vários psicopatas no chinelo.

Tanto que iniciamos a leitura com Tori Telfer abordando o termo “assassinos em série“, pois sempre que o escutamos, projetamos automaticamente a imagem de um homem. É claro, que as a histórias que repercutiram na mídia, foram de homens psicopatas/ sociopatas com distúrbios de caráter. Mas dificilmente associamos esse termo às mulheres; é como se nós fossemos incapazes de torturar e matar de forma tão impiedosa.

Uma das primeiras assassinas em série da história foi o tipo de garota que realmente colocou os s duplo em assassina — uma mulher marcada, sexualizada, e vampirizada desde os registros de seu julgamento em 1720
Lady Killers: Assassinas em série

Retratar essas mulheres, que viveram há muitos anos atrás, fez com que a experiência se tornasse única. Visto que vamos conhecer não só a trajetória de cada uma delas, como também os contextos históricos e sociais da época em que viveram.

ENTRANDO NA CABEÇA DAS PSICOPATAS

Lady Killers: Assassinas em série - Tori Telfer

Os detalhes da edição fizeram com que a leitura se tornasse mais “leve”, mas ainda assim precisei ler aos poucos. Há cenas angustiantes e teve momentos em que me peguei sentindo empatia pelas assassinas. É claro que não concordo com as suas ações, porém conhecer suas motivações e entender como os crimes foram cometidos, facilita a afinidade.

Talvez porque ela parecesse tão impregnada de violência, tão intrinsecamente homicida, Lizzie provocou mais desgosto no tribunal e na mídia do que outras mulheres assassinas em série que fizeram mais vítimas que ela. Lizzie assassinou – bem, ela assassinou como um homem. A maioria das mulheres serial killers usam veneno, não violência física, e vitimam pessoas mais próximas a elas. Não Lizzie Halliday. Lizzie esfaqueou, atirou, espancou e perseguiu estranhos. (Não é de admirar que ela tenha sido comparada a Jack, o Estripador.) Até mesmo sua aparência confirmava essa ideia que de que alguma forma ela não era feminina.
Lady Killers: Lizzie Halliday

Em Lady Killers, Tori Telfer também discutiu a forma com que as assassinas eram vinculadas aos crimes. Elas se tornaram piadas ou foram sexualizadas pela mídia, já que suas ações não foram levadas a sério – ao menos da forma que deveriam. Foi para fugir dos esteriótipos, que essa edição traz uma verdadeira análise psicológica de cada uma delas. Há várias assassinas que usaram a beleza ao seu favor, no entanto, muitos crimes foram cometidos por se sentirem oprimidas (tanto pelos padrões da sociedade como pelos próprios homens).

Lady Killers: Assassinas em série - Tori Telfer

Lady Killers: Para além da maldade, da loucura e da vitimização

Momentos antes de Nannie aparecer na TV para ser entrevistada, o cinegrafista sugeriu, em tom de brincadeira, que ela tirasse os óculos e sorrisse para a câmera: “A senhora pode arranjar outro marido se parecer bem-apessoada”. Nannie respondeu: ”E não é que eu mataria por isso?”, e riu de seu próprio trocadilho. Ela era a maior notícia de Oklahoma em 1954 e sabia disso
Lady Killers: Nannie Doss

Foram mulheres que, mesmo com esse lado sombrio, levavam uma vida comum. Eram mães, esposas e até mesmo avós! Contudo nada disso as impediram de envenenar, torturar e matar quem ousasse atrapalhar seus planos. Sem dúvidas, o livro prova que a maldade está presente no ser humano, independentemente do gênero ou classe social.

Lady Killers: Assassinas em série - Tori Telfer

Lady Killers se tornou o livro mais bonito da minha estante. Aliás tirei da estante e deixei visível para as visitas folhearem quando aparecerem por aqui. Então, se você gosta de investigações e acredita no “sexo frágil”, recomendo a leitura desse livro. Entretanto, admito que senti falta de casos mais atuais. Sei que a autora fez uma pesquisa e ela realmente trouxe informações incríveis, mas temos casos mais recentes, com outras motivações, que também mereciam destaques.

Já leram Lady Killers? Esse livro foi publicado pela Darkside Books.

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3 comentários

Yvens 8 de abril de 2019 at 14:22

Olá, tudo bem Clayci?

Esse livro parece ser bem legal, gostei da premissa e a Darkside Books arrasou no projeto gráfico, sensacional. Adorei as suas fotos, ficaram lindas e parabéns pela resenha, curti!

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Beatriz Andrade 26 de março de 2019 at 20:53

Como não amar seus posts?
Eu estou louca por esse livro, sei que deve ser uma leitura difícil em alguns momentos, mas tenho certeza de que é uma leitura que vai me agradar.

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viviane 20 de março de 2019 at 18:00

Oi Clayci, este livro tem sido meu objeto de desejo nos últimos meses, que luxo essa edição, e aquela fita rosa que vem junto se comprar direto no site da editora?!?!? Nossa!!!
Eu li o outro livro da editora que fala de serial killer de um modo geral, em sua esmagadora maioria, são homens, mas é claro que mulheres também podem ter este lado mais sombrio. Adorei tuas fotos e a tua opinião.
Bjos
Vivi
Blog Duas Livreiras

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