Janeiro e seus 366 dias: Resumindo o meu ano, digo mês

por Clayci
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Nem consigo acreditar que janeiro chegou ao fim. Já comecei 2020 reclamando sobre o fato do primeiro mês do ano parecer não terminar nunca; mas a sensação foi a de que eu fiz tudo o que tinha para fazer este ano em um único mês e ainda sobrou tempo.

Assim como em 2019, esse ano quero dar prioridade a minha saúde. Não sei explicar, mas depois que completei meus 30 anos, passei a me interessar por especialidades que eu nem sequer conhecia. Não vou mentir, ainda bate aquela insegurança ao entrar em um consultório sozinha, afinal sempre foi a minha mãe que explicou todos os meus sintomas e queixas. Contudo estou gostando dessa vida de adulto (tirando os boletos). Então, janeiro foi perfeito para passar em algumas consultas e realizar exames.

Consegui ver séries, documentários (outra coisa que a gente só se interessa depois dos 30?) e ler alguns livros que estavam pendentes. Não comentei por aqui, mas esse ano decidi não me inscrever como parceira em algumas editoras. Quero tentar manter as parcerias que já tenho, pois me identifico com o catálogo delas e focar nos livros que estão parados na minha estante. Por isso, não estabeleci nenhuma meta literária para esse ano.

Acredito que ao tomar essa decisão, consigo me dedicar a outros hobbies que curto fazer: jogar é um deles. Estou com o Switch Lite aqui em casa e me divertindo demais com os games que estou descobrindo. Em janeiro consegui finalizar 4 jogos e não sei explicar; a sensação de ter um “início, meio e fim” é maravilhosa, pois sempre deixo os games inacabados.

O que eu joguei

The Legend of Zelda – Link’s Awakening: Apesar de amar a franquia desse jogo, nunca tinha jogado Link’s Awakening. Temos que ajudar nosso pequeno herói a escapar de uma terra estranha e para isso acontecer, é preciso procurar instrumentos mágicos espalhados por toda a ilha e despertar o Wind Fish adormecido. Que jogo triste! Eu consegui chorar com o final dele, sem brincadeiras. Joguei essa versão no Lite e demorei para finalizar as tarefas porque fiquei explorando todos os cantos.

Life is Strange 2: Eu já compartilhei aqui o blog (Jogando Life Is Strange pela segunda vez e fazendo as mesmas escolhas) a minha experiência com o primeiro jogo. Aproveitei uma promoção que rolou no Steam e comprei todos os episódios da 2ª temporada. Preciso jogar o último episódio e estou enrolado porque não quero me despedir de Sean e do Daniel. Nessa nova versão, Sean testemunha seu irmão Daniel, de nove anos de idade, ser ameaçado por seu vizinho e decide intervir. A discussão sai do controle quando o vizinho é acidentalmente ferido no mesmo instante em que um policial chega no local da briga. O policial saca a sua arma e, na confusão, Esteban, o pai de Sean e Daniel, é morto a tiros e uma explosão repentina destrói a rua. Em choque, Sean foge com Daniel antes que mais policiais chegassem. Uma vez que se tornam fugitivos, Sean leva Daniel para fora de Washington e faz planos para uma longa viagem até Puerto Lobos no México, a cidade natal de seu pai.

Gris: Um dos jogos mais bonitos que tive a oportunidade de jogar. Conversei sobre ele aqui no blog – Gris – um jogo sobre como enfrentar os nossos medos e encontrar a nossa voz – e ele traz uma reflexão importante sobre a depressão.

Luigi’s Mansion 3: Testei o jogo na Brasil Game Show ano passado e estava ansiosa pelo lançamento. Gostei demais! E em breve irei jogar novamente hahaha.

O que eu assisti:

You: A segunda temporada me surpreendeu bastante! Já falei o que achei dela aqui no blog – You: 2ª temporada – procurando o amor nos lugares errados – mas não gostei muito do final. Eu não gostei da Becky na primeira temporada, por isso fiquei animada quando vi que tinha química entre Love e Joe.

Anne With An E: O único defeito dessa série é que ela foi cancelada. Anne tem tanto para ensinar e fico triste ver um trabalho, com grande potencial, não ter tanta repercussão. Ela merecia uma atenção maior da Netflix e ser divulgada em todas as mídias.

Sabrina: Ainda não finalizei essa temporada, mas é porque não me senti tão envolvida com a história. Quero terminar de assistir ainda essa semana.

Titans: O Di que estava ansioso pela sequência e comecei a assistir a nova temporada com ele. Estou gostando bastante e acredito que o grande acerto foi a discussão sobre família disfuncionais.

O que eu li

Ir também é ficar – Vanessa Brunt

Sinopse: Até que ponto podemos mesmo ir embora? As bases das tramas curtas de seis autores que são relevantes para a nova geração se interligam ao trazer reflexões aprofundadas sobre tal indagação. Em cada página, estão personagens com diferentes formas de enxergar o mundo, assim como metáforas que criticam aspectos dos relacionamentos humanos atuais em suas várias maneiras.
A leveza do amor, a urgência do romance, o peso da traição e a quebra das banalidades andam de mãos dadas nas entrelinhas dos contos de Evanilton Gonçalves, Edgard Abbehusen, Mariana Paiva, Matheus Peleteiro, Elizza Barreto e Vanessa Brunt.
Com críticas sociais de diversos escalões, esta é uma obra que faz ode aos que se indignam com as inversões de culpas sociais. Indo de uma distopia até os pontos mais literais do passado e presente, este livro é feito para quem sabe que uma vez que entramos, nunca mais podemos ir.

A volta do relógio – Simone Paulino

Sinopse: E se para salvar o futuro, você precisasse matar alguém do passado?
Lucas vive numa realidade devastada por um vírus mortal responsável pela mutação que exterminou a maior parte da humanidade. Durante décadas ele viveu apenas na companhia de Alice e Afonso: os únicos saudáveis no mundo. Quando a moça adoece, Lucas vê que a única forma de salvá-la é retornando duzentos anos para matar, no passado, o responsável pelo vírus. No entanto, reescrever a história não é tão simples. Lucas descobre isso ao conhecer Beatriz, uma jovem estudante de biologia que pode ser a responsável pelo extermínio da raça humana

Lady Killer #2

Sinopse: Após as perseguições e imprevistos do primeiro volume, Josie decide se mudar com a família para Cocoa Beach, na Flórida, onde as coisas continuam mais ou menos como era antes: Josie vende Tupperware, cuida da família e vai colecionando alguns cadáveres pelo caminho.
A única diferença é que, agora, ela está trabalhando sozinha. Fazer vítimas continua fácil, o problema é cuidar da bagunça depois. Então, quando uma figura do seu passado aparece com uma proposta de parceria, Josie não consegue recusar. Mas há muito mais em jogo do que uma cena do crime sangrenta para limpar…
Joëlle Jones continua sua criação matadora que ganhou o coração dos leitores da DarkSide® Books. No segundo e último volume de Lady Killer: Graphic Novel Vol. 2, Jones exibe seu talento e deixa os leitores boquiabertos: seu traço está ainda mais violento, impressionante e expressivo, e a história, cheia de nuances e momentos inesquecíveis.

Love Kills – Danilo Beyruth

Sinopse: LOVE KILLS é a investigação de Danilo Beyruth sobre o mito dos vampiros. Com um enredo em que os leitores reconhecem pitadas do universo de Anne Rice, do jogo de RPG Vampiro: A Máscara, e de filmes como Nosferatu (1922), de Murnau, e Drácula de Bram Stoker (1992), de Coppola, o artista apresenta uma grande história em quadrinhos repleta de aventura e terror, com o traço preciso do autor de Samurai Shirô.
O sentimento e a forma como esses seres vampíricos se orientam no mundo em LOVE KILLS, destinados à imortalidade, trazem reflexões sobre a própria vida mortal do leitor. Entretanto, as cenas de ação e combate, e a narrativa cuidadosa de Danilo Beyruth não são colocadas de lado.

Meninas feita de estrelas – Ashley Herring Blake

Sinopse: No mês de junho, quando a constelação de Gêmeos despontava no céu do hemisfério Norte, nasceram Mara e Owen. Uma irmã e um irmão unidos pelos astros. Quando a noite caía, os dois subiam no telhado de casa para observar as estrelas e compartilhar histórias. Eles estavam lá um para o outro e nada poderia separá-los.
Um dia, porém, Owen é chamado à diretoria do colégio. A namorada do garoto, Hannah, o acusara de estupro. E, como amiga e fundadora do Empodera – um coletivo feminista –, Mara sabe que tem o dever de apoiar a garota. No entanto, como fazê-lo quando o agressor é seu irmão gêmeo?
Dividida entre sua família e o próprio senso sobre certo e errado, Mara também precisa aprender a conviver com Charlie – sua melhor amiga e ex-namorada. E como se tudo isso não bastasse, um trauma do passado volta para atormentar ainda mais seus pensamentos.

Restaurantes que eu conheci

Hello Kitty: Liberdade

 Decidimos conhecer o restaurante que o Eat Asia inaugurou com o tema Hello Kitty. Não foi uma escolha muito feliz, pois decidimos conhecê-lo no sábado (um dos dias mais movimentados do bairro) e na horário de almoço. Por isso, ficamos 40 minutos (aproximadamente) esperando na fila. O ambiente é pequeno e fica no segundo andar da rua Thomaz Gonzaga, 61. A ideia do restaurante, segundo Fernando Metolina, coordenador de design da Sanrio, é trazer para cá experiências parecidas com as que existem no Japão.

Apesar da espera, posso dizer que ele conseguiu o que queria. Pois o espaço – apesar de pequeno – é bem decorado e oferece várias opções no cardápio com o rosto da Hello Kitty. E o atendimento compensou o tempo de espera, pois os funcionários foram atenciosos e gostei da organização do lugar.

Big Kahuna

Há quase 2 anos que mudei os meus hábitos alimentares e deixei de consumir carne. Ainda não falei sobre esse assunto aqui no blog, mas é porque não me sinto preparada para contar como foi esse processo (ainda). Tenho buscado opções vegetarianas e veganas (já estou começando a fazer substituições para deixar se consumir os derivados) e sempre sofro para encontrar algo no cardápio. Agora sei como meus amigos se sentiam quando saíamos juntos.

Eu não conhecia o Big Kahuna, sempre desistia de ir quando via a fila de espera. Porém, estavámos na Paulista neste dia – passeando pela livraria Martins Fontes – decidi dar uma chance e achei o lugar lindo. Gostei do lanche e queria casar com os anéis de cebola de tão deliciosos que eram.

E aproveitando que falei da Martins Fontes, fui até lá para apvoveitar o saldão dos livros e aproveitei para fazer algumas foto. Inclusive apareci no feed da editora:

Mês longo, né? O que vocês aprontaram em Janeiro?

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15 comentários

Fernanda Barroso 17 de fevereiro de 2020 - 21:50

Oi!
Menina, no fundo eu sei que Janeiro foi longo, mas eu estava enfim aproveitando minhas férias e quando acabou eu quase chorei. Nada que é bom dura o tempo que a gente quer que dure, né? Sempre parece pouco.
Mas também consegui fazer bastante coisa e li bastante, coisa que era meu maior objetivo nas férias já que quando estou trabalhando me sobra pouco.
Adorei saber um pouco mais, não sou de SP, mas já fiquei louca pra conhecer os lugares que foi e os livros que leu também!

Abraços

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Clayci 18 de fevereiro de 2020 - 08:41

hahahaha então você soube aproveitar bastante as suas férias e isso é maravilhoso

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Pollyanna Campos 11 de fevereiro de 2020 - 13:53

Olá, tudo bom?
Janeiro realmente parece ter durado um ano inteiro! rs Mas é como você disse, o mês foi tão longo que deu para fazer muuuita coisa e isso é algo maravilhoso! rs
Adorei esse restaurante com os lanches da Hello Kitty! Um dia quero conhecer, mas já sei que não será no sábado ? rs
Fiquei curiosa para ler Love Kills e Lady Killer volume 2! Adorei as sinopses!
Outra coisa que me deixou curiosa foi a série Anne. Quero assistir, mas sempre deixo para depois.
Adorei conferir um pouco de como foi o seu mês ?
Beijos!

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Kênia Cândido 11 de fevereiro de 2020 - 12:14

Oi Clayci.

Depois dos 30 realmente damos prioridade para os coisas. Eu estou dando prioridade para o projeto literário que tinha vontade de fazer há muito tempo. Também estou lendo livros que tenho na estante. Já as editoras eu não preocupo muito porque não tenho sorte com parcerias. Como geralmente não sou selecionada é uma preocupação a menos. Sucesso para seus projetos em 2020.

Bjos

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Aline Maria Coelho Fonseca Cury 11 de fevereiro de 2020 - 10:52

Agora que lembrei que não fechei/avaliei o mês de janeiro lá no blog ainda. Mas confesso que eu gostei do mês, gosto qnd ele é produtivo.
Cuidar do corpo, da mente e da alma são essenciais para se manter bem e equilibrado.
Também fiz essa escolha de não me inscrever em parcerias a algum tempo, estava lendo só por obrigação e isso não é legal.
Vi as duas temporadas de YOU seguidas e foi no mínimo impactante. Gostei e refleti muito.
Estou vendo a terceira temporada de Sabrina, falto só o último episódio e gostei pq ela está mais segura e empoderada!!!
Dos livros lidos não conheço mas fico feliz que tenha mantido o hábito da leitura diante de tantas outras atividades.
Enfim ótimo mês de fevereiro para nós!!!

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Clayci 11 de fevereiro de 2020 - 11:13

Ahh que fevereiro seja um ótimo nês para nós <3

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Luana Souza 10 de fevereiro de 2020 - 23:46

O mês mais longo da minha vidaaaaa! Não sei se era o calor que fazia eu me sentir burra, mas parecia que quanto mais eu fazia as coisas, mais o tempo custava passar hahaha. E olha que janeiro foi fraco pra mim em um monte de coisas com exceção das minhas leituras, pois li nove livros. Nem eu acreditei quando vi no Goodreads hihi.
Do seu post eu reconheço Lady Killer, Gris e Anne with an E (não terminei a terceira temporada ainda rs).

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Clayci 11 de fevereiro de 2020 - 09:59

Eu tive uma sensação parecida, viu? hauHIUHAuHAiuHAuIHIUHuahiHaUIHAuih

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Ana Caroline Santos 10 de fevereiro de 2020 - 16:01

Olá, tudo bem? Por mim Janeiro podia ter mais 366 dias que ficarei feliz HAHAHAHA estando de férias da faculdade, e vendo Fevereiro voar, queria que tivéssemos estagnados no tempo hehe Quanta coisa você fez realmente. Adorei te acompanhar nas aventuras gastronômicas e ver quais livros leu. Tenho curiosidade em ler o da Plataforma 21. Quantas coisas boas né?! Espero que Fevereiro seja melhor ainda!
Beijos

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Lilian de Souza Farias 10 de fevereiro de 2020 - 14:43

Janeiro foi um mês bem logo para mim e difícil, apesar disso, li muito

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Bianca Ribeiro 7 de fevereiro de 2020 - 09:37

Acredita que pra mim Janeiro passou super rápido? Eu nem senti o mês passar, quando vi já estava em fevereiro kkkkkkk
Adorei demais as suas leituras, eu quero muito ler Love Kills e as HQ de Lady Killer! Menina feita de estrelas parece ser um livro surreal de bom, tô vendo muita gente falando bem dele e que ele é muito forte.
Adorei as fotos do restaurante, sofri de altos indices de vontade kkkkkkk
Adorei seu mês!

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Larissa Dutra 6 de fevereiro de 2020 - 13:26

Olá, tudo bem? Menina, que ano, ops, mês, enorme foi esse???! Hahahaha. Fiquei curiosa para ler “A volta do relógio”. Adorei saber o resumo do teu “ano” e amei as fotinhos!

Beijos,
Duas Livreiras

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Liv 6 de fevereiro de 2020 - 09:53

Não aprontei tanto igual você pois felizmente estou trabalhando muito, mas consegui fazer umas leituras pendentes. Acho que é bem legal poder ter tempo pra se dedicar a outros hobbies também, ler é bom, mas ter tempo pros amigos, família e saúde também!

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Thami Sgalbiero 6 de fevereiro de 2020 - 06:49

Tenho 25 e já comecei a me interessar por documentários, será que já estou me preparando psicologicamente para os 30? Hahahaha! Eu to com uma fila de livros pra ler, tá em andamento. To tentando voltar para o meu hábito de leitura. Eu joguei o Life is Strange 1, mas não cheguei a completar. Esse segundo a história também parece ser boa, mas me simpatizei com a Maxine, também to com medo de acabar. Sobre You, fiquei meio mais ou menos com essa 2ª temporada, com certeza não era o que eu esperava. Os livros parecem ser bem bons. Quero ler esse da Vanessa Brunt! Esse restaurante da Hello Kitty é novo né? Porque não lembro dele quando fui a SP em 2018. Ai ai, SP e suas hamburguerias que dão de 10 a 0 no quesito diferencial, haha! Adorei a decoração desse Big Kahuna! O bom do mês longo é que a gente consegue fazer tudo e mais um pouco 😛

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Clayci 6 de fevereiro de 2020 - 09:52

Thami esse segundo jogo fala muito sobre racismo e gostei demais da discussão. E o restaurante é novo, abriu no final do ano passado <3

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