Imagine viver em um mundo onde a perfeição é necessária. Em um primeiro momento isto pode até soar como algo positivo, não é verdade? Mas imagine que a perfeição seja uma regra e que se você não segui-la à risca será julgado e diferenciado dos demais.  Na nova distopia da autora Cecelia Ahern não pode ter imperfeições e se você fugir do padrão poderá ser marcado e carregar a cicatriz o resto da sua vida.

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Para quem toma decisões ruins,  fica marcado com o I na têmpora.
Para quem mente, na língua.
Para quem trapaceia, na palma da mão direita.

A história é narrada por Celestine, uma adolescente perfeita! Exemplo de filha, irmã e namorada. E quem ela namorava? O filho do poderoso juiz. Com uma família respeitável, Celestine dava sempre o seu melhor para ser o exemplo para a sociedade. Ela nunca sentiu necessidade de questionar as leis e a forma que os “imperfeitos” eram punidos, porém um belo dia – pela primeira vez na vida – ela presenciou uma injustiça com um imperfeito e tentou ajudá-lo. E quando um imperfeito é ajudado, você é julgado e punido.

De uma hora para a outra a vida de Celestine muda de rumo. Ela passa a ser alvo de discriminação e acaba vivendo um verdadeiro pesadelo. Ela acaba tendo como inimigo o seu sogro – o juiz – e acaba sendo punida de uma forma terrível. É a partir daí que Celestine passa a correr atrás de provas para comprovar que o sistema criado é imperfeito.

[penci_blockquote style=”style-2″ align=”left” author=””]]Sou uma menina de definições, de lógica, de preto no branco. Lembre-se disso[/penci_blockquote] Embora seja uma distopia, Imperfeitos acaba sendo um grande questionamento sobre o que é moral e imoral em nossa sociedade. A perfeição julgada na história não é física,  o que é levado em conta é o caráter. Um dos casos citados na história – e o que fez a Celestine pensar melhor sobre o sistema  – é uma mulher que saiu da cidade com sua mãe doente e que praticou a eutanásia em um país que era permitido. Mesmo sendo algo legal no local em que ela foi, foi punida como Imperfeita porque o sistema a julgou como sem caráter.

[penci_blockquote style=”style-2″ align=”right” author=””]Foi o momento mais perfeito da minha vida.[/penci_blockquote] No meio dessa crise podemos no identificar com problemas reais. A família de Celestine permaneceu ao seu lado e a defendeu mesmo sabendo que não podia fazer nada para evitar o julgamento e as marcações. E como conhecemos bem, há corrupção no governo e é sempre ele que sai ganhando. Quando ela presenciou e defendeu o Imperfeito de uma injustiça, vivi um sentimento que é super comum na nossa sociedade: não poder fazer nada a respeito quando presenciamos algo injusto seja por medo, vergonha ou qualquer outro sentimento que impeça de agir diante de todos.

Estou ansiosa pela continuação da história!

Super recomendo a leitura.