Foram três anos esperando a quarta temporada de Sherlock. E por mais que seja difícil imaginar e acompanhar o raciocínio dos produtores, fiquei pensando em vários desfechos para esta temporada tão esperada pelos fãs. Está certo que tivemos um especial no ano passado, mas queríamos a continuação da história e a explicação de algumas cenas. E antes mesmo da grande estréia ficamos sabendo pelos próprios protagonistas que a quarta temporada contaria com um enredo mais sombrio sob diversos aspectos.

ALERTA DE SPOILER

Já no primeiro episódio da quarta temporada, conseguimos perceber o quão sombria ela está. Em “The Six Thatchers” continuamos à sombra de Moriarty e somos obrigados a se despedir de Mary, por conta de sua morte precoce. Nesse episódio é possível sentir a crise e o possível rompimento entre Sherlock e Watson. Mary teve um papel muito importante na série e apesar de ler alguns comentários dizendo o contrário, na minha opinião ela foi essencial para John ter o seu destaque. Ela conseguiu despertar o interesse e o lado inteligente de Watson. Claro que seu passado influenciou, mas Mary trouxe harmonia para a série. E quando vi ela saindo de cena logo no primeiro episódio me deixou chateada e fez com que rolasse algumas lagriminhas por aqui. Porém fez com que eu colocasse os pés no chão e entendesse que a série é sobre Sherlock e Watson e uma entrevista de Moffat deixou isso claro. [blockquote align=”none” author=”Steven Moffat”]A realidade disto, claro, é que Sherlock Holmes é sobre Sherlock e Dr. Watson e sempre será assim – sempre sempre sempre. Eles se divertiram sendo um trio, mas não funciona a longo prazo. Mary desde o início estava programada pra sair e o caminho sempre nos levaria de volta aos outros dois[/blockquote] Também fomos apresentados a uma nova personagem chamada Elizabeth. Ela foi a responsável por balançar os sentimentos de John e fazer com que ele flertasse através de mensagens via SMS. A presença de Elizabeth fez com que a gente ficasse matutando sobre o papel e influência dela. E se não bastasse toda essa surpresa, ainda tivemos uma “figura” conhecida nas histórias de Holmes, Toby o cachorro que auxilia nosso detetive apareceu no primeiro episódio – apesar de não ter feito nada de extraordinário hahah.

Já no segundo episódio “The Lying Detective” deixamos Moriaty um pouco de lado para ver Sherlock obcecado por um novo vilão. O segundo episódio se tornou o meu favorito desta temporada, pois nele temos um Sherlock autodestrutivo e emotivo. Sherlock precisou ser salvo pelo melhor amigo. Era isso que Mary queria e sabia que deveria ser feito para que Watson o perdoasse. Culverton Smith, um homem carismático e com destaque na mídia confessou um assassinato, mas apagou a memória das pessoas que estavam presente durante a confissão. Smith injetava uma droga que causava amnésia e uma dessas pessoas era a sua filha- Faith- que não conseguia se lembrar do que ele havia dito. O objetivo do episódio é descobrir se Smith é um serial killer e para isso Sherlock entrou no jogo abusando do uso de drogas e mantendo um comportamento que já estamos acostumados. Esse episódio me deixou emocionada em várias situações, pois o Benedict se entregou ao papel de uma forma que conseguiu convencer a todos – ao menos eu fiquei convencida. E também tivemos a revelação do terceiro membro da família Holmes, uma surpresa que me deixou chocada. UMA IRMÃ! Eurus Holmes sumiu das memórias do detetive, porém sempre esteve presente, afinal: “Um Vento do Leste está a caminho“.

E no terceiro e último episódio “The Final Problem” vimos o desespero do Mycroft com a presença da irmã. Na seasion finale, Sherlock obriga o seu irmão mais velho a contar sobre Eurus e o porquê de não se lembrar dela. Depois de descobrir esse passado – até então esquecido-  Sherlock, Watson e Mycroft viajam para a prisão em que sua irmã passou a vida toda. Esta prisão mantém os criminosos mais perigosos da Inglaterra. Eles pensaram que estavam no controle, mas foram pegos de surpresa e Eurus preparou um enigma que colocava em risco a vida de várias pessoas dentro de um avião.

Algo que me incomodou nesse episódio foi o excesso de tecnologia, vou tentar explicar o meu ponto de vista. Desde a primeira temporada fomos apresentados ao personagem numa versão moderna, porém Sherlock se limitava ao uso de tecnologia e conseguia manter a “versão original” dos livros, sabe? Em The Final Problem tivemos a aparição de um drone logo no inicio e achei isso desnecessário. Para ser sincera, nos episódios anteriores eu fiquei incomodada até com o uso do celular, mas lembrei do ano em que Sherlock foi inserido e deixei isso pra lá. Mas enfim, achei que poderia ter usado o “menos é mais” no último episódio, porém entrei no jogo de Moffat e Gatiss e deixei rolar. O drama familiar deixou o episódio sombrio, pois não conhecíamos a Eurus e mesmo jogando uma personagem do nada – Sherlock, você tem um irmã aceite isso – tivemos um lado humano do detetive. Um lado que vem sendo trabalhado desde o começo da série! Até porque é mais do que uma série sobre soluções de crimes, né? É uma obra sobre laços que foram se formando ao longo dos anos.

Eu gostei bastante do último episódio! Eurus foi verdadeiramente assustadora com seu tom de voz calmo. Sherlock finalmente entendeu que ele é mais inteligente que o seu irmão e o seu lado “humano” provou isto. Só achei desnecessária a presença de Moriarty, pois logo no início desta temporada percebemos que não existe mais obsessão pelo personagem por parte de Sherlock. Está certo que o vilão marcou a série e o ator foi maravilhoso, mas só a Eurus dava conta dessa temporada inteira.

Se teremos a 5ª temporada? Não sabemos! Lógico que eu queria continuar com o Benedict Cumberbatch e o Martin Freeman nessa série, mas temos que concordar que desde que a série foi lançada a agenda dos atores mudaram completamente. Já vimos o Benebatch em vários papéis que renderam destaque, não é verdade?

TRAILER DA 4ª TEMPORADA DE SHERLOCK

Algum fã da série por aí? O que acharam dessa temporada?

Beijos