A loja de unicórnios – Unicorn Store

por Posted on 1 Comment 3 min. de leitura 25 visualizações

Assistimos ao filme A loja de unicórnios (Unicorn Store), que estreou na Netflix este fim de semana. O filme é co-produzido e estrelado por Brie Larson (de Capitã Marvel; O quarto de Jack). Alem disso, cota com a presença de Samuel L. Jackson (de Vingadores; Duro de Matar 3 e outros).

Enredo

A loja de unicórnios conta a história de Kit (Brie Larson), uma jovem que tem muitos sonhos e uma vida adulta um tanto quanto complicada. Kit não tem o que muitos jovens adultos já tem estruturado: um emprego fixo, uma casa, uma família, etc. Mas socialmente falando, isso é apenas um tipo de padrão que muitos acreditam ser o ideal para as pessoas, ou para seus filhos.

Kit está fora desse padrão. Na verdade ela está além desse padrão. Kit é uma jovem cheia de sonhos e que se sentem bem e plena ao expressar seus sentimentos com sua arte. Ela é uma artista que abusa das cores e brilhos. Entretanto, ela não é compreendida e muito menos a sua arte é reconhecida. Inclusive por parte de seus pais, que parecem sempre se culparem pela criação que deram a ela.

Todavia, tudo começa a tomar um rumo diferente quando, após receber convites escritos e estranhos, fazem Kit ir até A Loja. Sim, A Loja é onde ela encontra O Vendedor (Samuel L. Jackson), que lhe promete vender um unicórnio, caso ela siga as condicionantes.

Kit então se vê então em conflito com o trabalho temporário que conseguiu em um escritório de marketing. Com seus pais em casa. Com a loja e até consigo mesma, chegando a se questionar quem ela deve ser, ou como deveria de fato ser.

Crítica

Falarei primeiro dos pontos negativos. O primeiro deles é a tomada de câmera. De fato, deixou a desejar em muito, boa parte das tomadas, pois a câmera não parava de balançar. Me pergunto se foi proposital, ou de fato uma falha de produção ao deixar isso ocorrer. Entretanto, isso incomodou bastante.

Outro ponto é o roteiro. Ele começa bem simples, um tanto quanto “infantil” se posso utilizar esta palavra. Pois os diálogos em a Loja de Unicórnios só começam a ficar melhores da metade para o fim do filme. Nesse ponto eles passam a ter um peso maior, um efeito maior dentro da história.

Agora, não sei se posso considerar negativo de fato, mas a trama é até que água com açúcar ao somar todos os acontecimentos. E ao chegar no final você pensa: é isso? Sendo assim, quero dizer que, para alguns pontos, faltou um desfecho melhor. Chegando até a deixar alguns personagens como rasos e outros em uma incógnita, mesmo eles não sendo o foco principal.

Entretanto, A loja de unicórnios é um filme que pega bem naquele ponto fraco de muitas pessoas. A vida não é sempre perfeita e resoluta. Há muitas pessoas entre 20 e 30 anos que ainda não conseguiram se estruturar totalmente ou em algumas partes de sua vida. Ou elas não possuem um emprego. Ou elas não veem um orgulho vindo de seus pais ao demonstrar o que se tornou na vida adulta. Ou ela não tem suas habilidades e dons compreendidos pela sociedade. Isso tudo e muitas outras questões.

Positivo

Portanto A loja de unicórnios é positivo ao abordar estes temas. Ao mesmo ele me parece querer mostrar que você não deve abandonar seus sonhos e nem aquilo que te torna especial. Isso porque muitas vezes o fazemos para seguir e então corresponder às expectativas alheias. Largamos mão de nossa essencial e coisas que nos fazem bem. Daí tentamo a todo custo conseguir outras coisas, e nem nos damos conta que podemos estar nos fazendo mal.

Ainda estou pensativo com o filme e procurando compreender melhor as mensagens que ele tenta transmitir. É um filme gostoso de assistir em casa com amigo(a) ou namorado(a) e tentar compreendê-lo. Me causou a sensação de que tenta mostrar que temos de buscar equilíbrios nas coisas e na vida que temos nesse mundo. Mas que sempre há algo mágico e possível de acontecer em algum momento. E que é importante acreditar nele.

A loja de unicórnios já está disponível no catálogo da Netflix.

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1 Comment
  • Monique
    abril 11, 2019

    Comecei a assistir ontem. Já estou gostando. Muito interessante os temas abordados.

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