Você já teve uma casa na árvore quando era criança? Se a sua resposta for sim, você foi uma criança muito sortuda! Eu sempre quis ter uma, mas a falta de espaço e tempo dos meus pais me impediram de realizar esse sonho. Foram as caixas de papelão que me ajudaram a realizar esse desejo. No começo a minha mãe ficava nervosa com a bagunça espalhada pela casa, todavia era ela que me ajudava a fazer as portas e as janelas. Levava bronca quando pegava itens pelos cômodos, no entanto, precisava de cobertores, travesseiros, tigelas, pratos e tudo que fosse possível para mobiliar a minha casa.

Gosto dessas lembranças porque elas deixam claro que eu nasci para trabalhar com a criatividade. Dentro dessa casa eu criava desenhos e acreditava que era possível resolver todos os problemas com eles. Minha mãe estava triste? Eu desenhava. Meu irmão parava de falar comigo? Eu desenhava. Minhas irmãs me achavam muito nova para me incluir nas conversas? Eu choravdesenhava também. O fato é que hoje consigo analisar o quanto essa fase foi importante pra mim.

Todas as vezes em que eu conversava sozinha com as minhas bonecas, desenhava para expressar os meus sentimentos, fingia estar dormindo para escutar alguma conversa dos meus irmãos, me escondia quando não queria ser encontrada, tudo isso me ajudou e muito. Essa foi uma das maneiras que encontrei para lidar com os meus sentimentos e aprender coisas novas. Por isso, quando soube que a Editora Fundamento lançou a série de livros “A casa na Árvore“, tive que providenciar os volumes para os meus sobrinhos.

Não tive muito contato com a leitura quando era criança, mas não culpo os meus pais. Eles me ensinaram, da forma que puderam, sobre valores e a importância de respeitar o próximo. E mesmo que eu não tenha lido muito, fazia várias atividades para estimular a minha imaginação. Então, eu quis apresentar o universo literário para os meus sobrinhos. Por estar sempre lendo, acabei despertando a curiosidade e comecei a ler com eles. Isso mudou quando essa série chegou em casa, pois eles não me esperam mais para iniciar uma leitura.

Separei 3 motivos para comprar a série A Casa na Árvore do Andy GriffithsTerry Denton para uma criança.

1 – Risada Garantida

Assim que o primeiro livro chegou em casa (A casa na Árvore com 13 andares) meu sobrinho se trancou no quarto para ler. Não demorei muito para ouvir as primeiras risadas no cômodo em que eu estava. De repente, vieram as gargalhadas. Fiquei me perguntando: “O que será que tem de tão engraçado nesse livro?“, tive que folhear.

Os autores possuem um jeito diferente de narrar a história. Você já leu ou assistiu Alice no País das Maravilhas? Sempre achei curioso aquele universo criado por Lewis Carroll. Ver uma personagem mudando de tamanho, conversando com flores e correndo atrás de um coelho que diz estar atrasado para fazer algo é estranho pra você? Então imagina uma casa na árvore com mais de 90 andares cheio de coisas inusitadas, como: uma máquina de clones, uma fazenda de formigas, uma máquina de Era uma vez, um tanque de tubarões e muitas outras coisas.

Meus sobrinhos dão risada com as situações inusitadas que os autores criam. Cenas que não são comuns e que eles sabem que não existem, mas se divertem com a possibilidade no papel.

2 – Estimula a Criatividade

Assim como Andy Griffiths, acredito que os livros infantis não precisam ser instrutivos. Eles precisam divertir o público alvo. É possível educá-los com diversão e acredito ser um tipo de didática eficaz. O autor deixou claro que gosta de trabalhar sério com a temática do “absurdo” e esse é o melhor jeito de desenvolver a criatividade.

Como Picasso dizia: “Toda criança é um artista. O problema é o como manter-se um depois de crescido.” Não se trata apenas de imaginar as coisas que estão na historia, mas observar como eles lidam com as situações mais absurdas desenvolvidas pelo autor. Eles são livres para criar, inventar e fazer tudo o que a cabeça deles imaginarem sem censura. A casa na árvore é uma série repleta de aventuras e cenas engraçadas que ajudam a desenvolver a imaginação.

3 – As ilustrações conversam com o texto

Andy Griffiths cria as histórias e o seu parceiro Terry Denton é o responsável por dar vida a essas ideias. Ele cria as ilustrações com o objetivo de entreter e divertir os seus leitores. É uma série grande e cada livro possui pelo menos 200 páginas. Dificilmente uma criança sente interesse em finalizar uma leitura com essa quantidade de folhas, mas tem muitas ilustrações nessa série e são elas que complementam a história.

Então, se você quiser presentear e incentivar uma criança, invista nessa série. Vale a pena!