Não faz muito tempo que recebemos a notícia de que Jodie Whittaker iria assumir o controle da TARDIS. Só que quando veio este anúncio, apesar da empolgação de saber que teríamos uma Time Lady no comando, apareceu aquele sentimento doloroso chamado “regeneração”. Não quis pensar na saída do Peter Capaldi, só na entrada da Jodie.

A série está no ar há mais de 50 anos e sabemos que a regeneração é necessária para que o show continue, mas nunca estamos preparados para o “adeus“. Twice Upon a Time foi exibido para os fãs na rede Cinenark no dia 25/12 as 17h, numa sessão especial. E é claro que não iria perder a oportunidade de me despedir do 12º Doctor ao lado de whovians.

E que experiência maravilhosa! Todos se emocionaram, riram e compartilharam da mesma emoção, no mesmo lugar, quando o final estava se aproximando. Antes da exibição do episódio tivemos um documentário relembrando os momentos do Peter Capaldi e de todo o elenco que contribuiu nesses 12 anos ao lado de Steven Moffat, além de acompanhar o processo criativo no desenvolvimento desse episódio especial.

Twice Upon a Time: A experiência de me despedir do 12º Doctor no Cinema.

O que posso revelar é que em Twice Upon a Time temos um conflito com a linha do tempo. Nosso 12º doctor sabe que já passou da hora de se regenerar, porém não quer seguir em frente. Ele deixou claro nos episódios anteriores que não quer mais perder ninguém, por isso acredita que colocando um fim nessa situação irá evitar mais sofrimentos. Já a nossa primeira versão do Doctor (interpretado pelo David Bradley) está com medo, pois será a sua primeira regeneração e a insegurança lhe preenche a mente.

O que mais gostei nesse episódio foi o clima que Moffat criou. Nós não iniciamos Twice Upon a Time aflitos e com clima de despedida. É como se nós não soubéssemos o que está por vir e isso fez com que eu assistisse despreocupada e sem pensar no inevitável. Por um momento eu pude esquecer que grande parte do elenco estava saindo.

Não quero e nem vou soltar nenhum spoiler, mas esse especial foi bem diferente. Eu chorei com todas as regenerações anteriores, entretanto, em Twice Upon a Time, Moffat foca no estudo do personagem e de tudo pelo que ele já passou para querer tomar uma decisão tão drástica: se prossegue ou não. De qualquer forma isso não deixa de ser comovente e me fez derramar lágrimas mesmo assim, portanto, imaginem só ser surpreendido a cada diálogo antes do clímax.

Twice Upon a Time: A experiência de me despedir do 12º Doctor no Cinema.

 

Ver a forma com que Rachel Talalay inseriu o David Bradley como 1º doctor nesse episódio foi nostálgico. E todo o diálogo entre as duas encarnações fez tudo ficar mais sensível. O que posso dizer é que chorei até nos momentos em que era pra rir, ainda que o tivesse um sorriso estampado no rosto.

A mensagem transmitida para os fãs foi tão linda. Ver o Doctor em conflito e com medo de seguir em frente fez com que eu pensasse sobre as minhas próprias inseguranças. É sobre não ter medo do novo, se perdoar, ser gentil e acreditar na nossa importância no mundo. Aprendi muito com o 12º Doctor e quando a ficha começou a cair de que era seu último episódio, chorei mais.

Consegui matar saudades de alguns personagens e achei maravilhoso a forma com que Moffat deu um desfecho para a personagem Clara. Não que a presença dela fosse necessária nesse especial, mas foi essencial para os fãs.

Por falar em companion, Bill, me surpreendeu nesse episódio. Me apaixonei pela companion logo de cara. Independente e inteligente; por isso sentirei muito a ausência dela na série. Sem falar do Nardole, que apareceu bem no finalzinho e fez com que eu chorasse ainda mais.

Só sei que eu gostei tanto desse episódio, que até o papel de Mark Gatiss me conquistou. E fiquei comovida (ainda mais haha) enquanto oficial de uma guerra mundial que acaba tendo contato com o Doctor. Bom, apesar das lágrimas, Twice Upon a Time teve os seus momentos de risos. A sessão em que eu estava riu de cada referência e foi divertido ver como Bill interagiu com personagens de gerações tão diferentes.

Twice Upon a Time: A experiência de me despedir do 12º Doctor no Cinema.

Realmente sentirei falta do 12 Doctor. Lembro que quando assisti o primeiro episódio, da 8ª temporada, ainda estava chorosa por causa da saída do Matt Smith, contudo ele (Capaldi) me conquistou tão rápido com o seu jeito arrogante que sentirei falta das suas ironias. Entretanto preciso admitir (que mesmo chorando) a sensação de ver a Jodie Whittaker dentro da Tardis foi maravilhosa.

Resumindo: chorei demais e deixei isso bem claro na publicação. Já estou pronta para receber a 13ª doutora. <3

Quem mais assistiu? O que acharam?
Beijos

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