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Time Riders #3 -O código do apocalipse – Alex Scarrow

Olá! Não faz muito tempo que fiz a resenha do segundo livro da série Time Riders (O dia do preadador) aqui no blog. E fiquei super feliz em saber que a Editora Fundamento não demorou para lançar a continuação da saga. E se você ainda não conhece a série vale a pena dar uma chance. Alex Scarrow é muito criativo e Time Riders já ganhou vários prêmios pela sua originalidade.

É importante citar que esta publicação poderá conter alguns spoilers, porém nada que comprometa a sua experiência com a leitura. Recomendo ler a resenha do primeiro e do segundo livro antes.

O final de “O dia do predador” foi uma surpresa. Na última página houve uma revelação e isso fez com que eu ficasse ansiosa para iniciar O código do apocalipse logo na sequência. Maddy teve que assumir a liderança e ainda está tentando processar (e aceitar) as informações que Foster lhe confidenciou. E ela está com medo, pois terá que lidar com uma nova missão que envolve o seu nome. Ela recebeu uma mensagem do futuro, pedindo para se encontrar com Pandora. Quem é Pandora e por que ela deveria encontrá-la?

Todavia ela escondeu essa mensagem da sua equipe, mas quando deu de cara com uma menção a Pandora ela não sabia o que fazer. E foi então que ela descobriu que a palavra estava presente no Manuscrito Voynich (um documento que foi escrito no século 12 em uma língua completamente desconhecida) e foi decifrada por Adam Lewis, um universitário de 1994.

Como a equipe não sabia do que se tratava a missão. Maddy acabou viajando para 1994 (ao lado da robô Becks) para se encontrar com esse tal Adam. Esse encontro não foi um dos melhores, contudo Maddy soube que Adam decifrou mais coisas e isto fez com que ela juntasse as peças e concluísse que essa mensagem foi enviado por um outro Time Rider. E é claro que ela precisará contar a verdade para seus amigos e investigar o porquê o nome dela foi mencionado.

Liam foi enviado para Floresta de Sheerwood em 1194 para descobrir a origem dessa mensagem. Mas o que era para ser uma viagem rápida, pois a intenção era descobrir quem estava por trás desse manuscrito, acaba causando grandes ondulações no tempo. Liam, Bob e Becks encontran um estranho encapuzado que estava assustando a população e atrás da mesma coisa que eles.

Vou parar por aqui para não entregar o mistério. É uma viagem no tempo que vale a pena ser feita! Gosto da forma que o autor usa fatos importantes na história e transforma em ficção. O Manuscrito Voynich realmente existe e ele já tentou ser decifrado por inúmeros criptógrafos (amadores e profissionais) e há diversas teorias sobre este documento.

Liam foi enviado para 1194 em um período marcante para a Inglaterra. Nessa época o rei Ricardo foi o principal comandante cristão que liderou a terceira cruzada. E em O código do apocalipse  nós vamos conhecer uma outra versão do rei e de seu irmão João sem Terra.

E o mais legal é que vamos dar de cara com um personagem bem conhecido: Robin Hood. Claro que em uma versão bem diferente da que conhecemos. Na “história original” sabemos que ele serviu ao lado do Rei Ricardo em uma grande cruzada, mas ficou contra o rei quando retornou para a sua casa. Ele encontrou tudo destruído, leis abusivas e então ele se tornou um fora da lei. Em O código do Apocalipse ele aparece com outro propósito, contudo foi fácil identificar essa lenda por conta das suas ações.

Como Adam decifrou uma parte do manuscrito ele estará na abóbada durante a missão. E para ajudar ele acabou criando uma forma de Liam se comunicar com a agência sem causar contaminação no tempo. Eles adaptaram um código maçom e usaram uma lápide para se comunicarem. Gostei da inserção do personagem nessa história.

Mas agora preciso dizer algo que me incomodou muito – e que pensei que iria melhorar – foi o comportamento de Maddy. Eu cheguei a comentar isto na resenha anterior, todavia pensei que foi uma reação natural. Tendo em vista que ela foi obrigada a assumir a liderança da agência. Ela errou muito na história anterior e pensei que ela tivesse aprendido com esses erros. Em O código do Apocalipse o comportamento dela está pior.

[blockquote align=”left” author=”Time Riders – O código do Apocalipse (pág. 277)”]Nós depositamos nossa fé na tecnologia. Todos nós. Vimos que estávamos ficando sem petróleo, mas, em vez de consumir menos, presumimos que a tecnologia acabaria fazendo um milagre. Energia livre, energia inofensiva para todos. Mas não houve nenhum milagre feito pelo homem.[/blockquote] Teve uma cena que ela foi tão rude com a Sal que fiquei com vontade de jogar o livro na parede. Há momentos que ela mostra estar segura em suas decisões e há outros em que ela se pergunta o que está fazendo ali. Inclusive achei Sal muito ausente nesse volume. Ela é importante na equipe, pois ela sente todas as ondulações e encontra as alterações do tempo.

E cada vez mais eu me apaixono por Liam! E é tão triste o destino dele. Finalmente ele se deu conta de que as viagens do tempo estão prejudicando a sua saúde. Teve um momento que eu consegui sentir a vontade dele de sair da agência e ficar preso naquele período da história.

Bom acho que já falei demais sobre o livro, não é verdade? Time Riders é uma série que está me surpreendendo muito. São 9 livros e não vejo a hora da editora Fundamento lançar a continuação.

Leia: Time Riders #1
Time Riders #2 – O dia do predador.

Beijos

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6 comentários

Composições Literárias #4 (Como faço as fotos dos meus livros) 4 de março de 2018 at 18:00

[…] A RESENHA DE TIME RIDERS #3 AQUI NO […]

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Minhas melhores leituras do ano (2017) - Sai da MInha Lente 3 de dezembro de 2017 at 17:00

[…] da ficção científica. Esse ano eu consegui ler mais títulos desse gênero e fiquei super feliz. Time Riders é uma série que já mora no meu coração. O terceiro livro foi publicado esse ano pela […]

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Dai Castro 13 de setembro de 2017 at 00:23

Caramba 9 livros!!! A série parece ótima mas dá um medinho, porque esse ano não estou conseguindo terminar nem mesmo trilogias hahahaha! #shameonme

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Clayci 17 de setembro de 2017 at 17:23

Por enquanto só foram lançados 3 por aqui..
Eu pensei que seria uma trilogia, ai o autor me surpreende com 9 ahIUHAUIHAiUahiuAHuIHaiuHA
Eu só entro em séries socorro

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Monique Larentis 12 de setembro de 2017 at 14:44

Não conhecia essa série, adorei saber que encontramos pela história personagens conhecidos como o Robin, já adorei ai, porque adoro recriações de personagens de contos 🙂

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Clayci 17 de setembro de 2017 at 17:23

Dá até mais ânimo para ler, né? Mas nesse caso a gente só consegue identificar esse personagem se analisarmos a época mesmo =/

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