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Drama Resenhas Literárias

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi -Joachim Meyerhoff

“A loucura está do lado de dentro ou de fora?”

Sabe aquele pilha de livros que não para de crescer? Já faz um tempo que eu queria ler Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi, mas nunca encontrava uma oportunidade para me jogar nessa leitura. E agora que (finalmente) li posso dizer que fui surpreendida.

SOBRE A HISTÓRIA

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi é narrado pelo pequeno Joachim – o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e adolescentes chamado Hesterberg. Josse (como é conhecido pelos amigos) inicia a história falando sobre a sua experiência – com sete anos – ao encontrar um morto no caminho para a escola. Acredito que esta cena seja um choque para qualquer idade, mas com Josse foi um pouquinho diferente.

Joachim vive em uma casa construída no terreno do hospital junto com seus pais e os seus dois irmãos mais velhos. Por crescer dentro de uma clinica psiquiátrica, ele enxerga a vida diferente das demais crianças. Ele viveu experiências incomuns e o seu ciclo de amizade, bom, são com os pacientes que vivem por lá. E é assim que a história flui, Josse vai narrando a sua visão (limitada) do mundo de acordo com o seu crescimento.

Ele cita as particularidades das loucuras que vai identificando ao seu redor. Porém, mesmo crescendo em um ambiente diferente do que estamos acostumados a encontrar, Joachim é um garoto feliz, espontâneo, curioso e ama a sua família – principalmente o seu pai; que mesmo sendo o responsável por todo o hospital é presente em sua vida e faz de tudo para que a sua profissão não interfira no lar deles.

Josse consegue lidar e conviver nessas condições, no entanto, às vezes ele perde o controle e tem acessos de raiva. Mas tenta suportar essas crises. E aos poucos ele vai crescendo e continua compartilhando todas as suas experiências: os pequenos desentendimentos familiares, tragédias e incidentes que ocorrem dentro do hospital. Vamos amadurecendo junto com ele e acompanhando a sua trajetória motivada pelo mesmo estilo de vida – o único que ele conhece desde então.

Para mim, foi um reconhecimento incrivelmente libertador: inventar significa recordar.

O QUE ACHEI DE QUANDO FINALMENTE VOLTARÁ A SER COMO NUNCA FOI

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi -Joachim Meyerhoff
Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi -Joachim Meyerhoff

A primeira coisa que chamou a minha atenção nesse livro, foi a capa. Logo que bati o olho, consegui fantasiar o mistério que a trama trazia. Porém fui enganada, positivamente, mas fui. Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi é o tipo de livro que surpreende com a simplicidade da narrativa.

Josse cresceu em um ambiente conturbado, mas o destaque não são os pacientes. Aqui vamos conviver com uma família que faz de tudo para ser “normal”, mesmo sabendo que o local em que vivem não é. Ou é? O que é loucura afinal? Quando falo da simplicidade da narrativa é porque o livro é composto por dias bons e ruins. Temos personagens com problemas reais, mas nem por isso a leitura é tediosa.

Eu gostei da construção dos personagens. Mesmo o livro sendo narrado na perspectiva de Joachim, somos apresentados a personagens intrigantes e isso faz com que fiquemos curiosos para conhecê-los melhor. Compartilhamos dos seus medos, defeitos, conflitos, qualidades e vulnerabilidades.  Acompanhar o dia-a-dia dessas pessoas “comuns” é o grande diferencial na história.

Entretanto devo admitir que isso pode se tornar um pouco cansativo. É como se estivéssemos lendo o diário de Josse, por isso a narrativa é mais lenta e cheia de detalhes. Eu gostei muito da história e da mensagem transmitida. O autor fez com que eu enxergasse as coisas por outro ângulo. Fez com que eu pensasse nas minhas atitudes e refletisse sobre o que é ser “normal” de verdade e porque fazemos tanta questão disso. Já que fazer nossas “loucuras” faz com que sejamos únicos e especiais.

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19 comentários

Thayenne 1 de fevereiro de 2018 at 13:13

Olá,

Tenho muita curiosidade em conhecer essa história, é o tipo de livro que me deixará intrigada. Acho interessante livros com crianças protagonistas, pois elas têm um jeito diferente de encarar as coisas. Espero ler em breve.

Beijos,
oculoselivrosblog.blogspot.com.br/

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Clayci 2 de fevereiro de 2018 at 15:43

Fico feliz que tenha se interessado. Espero que curta a leitura e consiga ler em breve <3

Beijos

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Bruno Marukesu 28 de janeiro de 2018 at 23:50

Oi, Clayci ^^
Está ai um livro que sempre me trouxe conflito na questão se desejo ou não ler.
Sua capa me remete muita a da primeira edição de PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN e após ler sua opinião e verificar que não é nada parecido confesso estar um pouco decepcionado. ashsuhs
Adoro crianças narrando histórias pois traz uma inocência ou sabedoria tamanha que geralmente não vemos em adultos de maneira positiva.
Josse leva uma vida bastante incomum e quero acreditar que isso o torna especial, que faz ele ser alguém digno de nota.
Para muitos é absurdo uma criança estar perto de loucos afinal quantas vezes não vimos nas ruas pais afastando seus filhos de mendigos ou de pessoas “doidas” (que acredito serem esquizofrênicas). Mas Josse parece provar que consegue sim aprender com essas pessoas nada “normais” e que temos grandes lições ainda a aprender nessa vida.
Acho que me decidi. DESEJO ESSE LIVRO! ahusahuas
Parabéns pela resenha sincera, girl.
Abraços.

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Clayci 30 de janeiro de 2018 at 14:55

Oi Bruno, tudo bem?
Antes de ler eu pensava como vc. Sempre que via a capa, pensava em uma história como Precisamos falar sobre Kevin. Mas fui surpreendida (positivamente) e por isso recomendo essa leitura. <3

Beijos
PS: O link do seu blog não está abrindo aqui =/

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Book Haul: Novembro (2017) - Os livros que entraram na estante 29 de dezembro de 2017 at 23:00

[…] da Editora Valentina o livro “Quando finalmente voltará a ser como nunca foi” e me surpreendi com a leitura. Já faz um tempo que estava curiosa, mas fui enganada. Sempre […]

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Nina Spim 29 de dezembro de 2017 at 14:42

Oi, tudo bem? O título, desde a primeira vez em que o vi, me chamou muita atenção, assim como a capa. Mas eu não sabia muito sobre a história, até agora, com a sua resenha. Com certeza, é o tipo de livro que gosto. Acho que ele passa uma mensagem muito positiva e de diversidade, coisas que precisam ser inseridas no mundo real (e que ótimo que elas existem na literatura!). Eu não teria problema com a narrativa ser lenta e cheia de detalhes, pois é o meu tipo de narrativa preferida; acho que acabamos perdendo ótimos livros simplesmente porque ficamos esperando a aceleração das cenas e plots twists arrebatadores (lembro de um texto da Aline Valek sobre isso que, nossa, me fez perceber quão verdadeiro é isso!) (e é claro que isso é causado pela ansiedade social que, querendo ou não, permeia a todos nós).
Adorei sua resenha, me fez muito querer ler!

Love, Nina.
Feliz ano-novo!
http://www.ninaeuma.blogspot.com

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Clayci 30 de dezembro de 2017 at 09:29

Oi Nina.
Concordo com vc sobre a narrativa e a pressa pelo desfecho rs;
A única coisa que me incomodou nesse livro foram detalhes que de fato não fariam diferença se não fossem citados, sabe? Não agregou na mensagem e nem no amadurecimento do personagem. Mas enfim eu gostei bastante e fui surpreendida positivamente. Pensei que iria encontrar uma fantasia, mas encontrei assuntos reais, com discussões importantes.

Beijos e Feliz ano novo <3

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Marijleite 27 de dezembro de 2017 at 11:07

Olá, esse é um livro que está na minha lista de desejados há algum tempo, não só pela capa interessante, mas também por eu estar curiosíssima para descobrir mais da vida desse garoto que mora num local um pouco inusitado. Pela sua resenha, acho que será uma leitura que vou gostar de fazer.

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Clayci 28 de dezembro de 2017 at 12:04

Oi Marijleite <3
Eu acredito que vc vai gostar tbm.
Há algumas cenas que achei cansativa, mas o final valeu a pena.

Beijos

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Nara Dias 26 de dezembro de 2017 at 20:33

Nossaaa, fiquei intrigada com a capa do livro e o título, lendo sua resenha gostei bastante do título e fiquei curiosa em fazer a leitura, gosto do gênero, aliás gostei muito da foto que você tirou….

Nara Dias
Viagens de Papel

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Clayci 28 de dezembro de 2017 at 12:04

Oi Nara.
Obrigada <3
E leia sim, assim que tive oportunidade.

Beijos

Resposta
Lucy 26 de dezembro de 2017 at 16:35

Oi, Clayci!
Eu não conhecia esse livro, achei bem interessante a abordagem da trama com um garoto sendo criado em um ambiente totalmente diferente do que estamos acostumados. Gostei bastante da premissa e espero conseguir ler em 2018.
Bjos!
Lucy – Por essas páginas

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Clayci 28 de dezembro de 2017 at 16:50

Foi bem diferente. Pensei que encontraria uma história de fantasia, mas me surpreendi <3

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Viviane Oliveira 26 de dezembro de 2017 at 10:20

Confesso que quando vi a foto desse livro no seu Instagram, já pensei que deveria passar aqui correndo para ler a resenha, sério! <3
Pelo menos já sei que a capa me enganou antes mesmo de ler o livro HAHAHAHA mas vou colocar na lista para 2018.

Beijos, Clay
Supimpa Girl

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Clayci 28 de dezembro de 2017 at 16:51

Nem me fala hahahah
Eu não tinha lido nenhuma resenha a respeito e já tinha visto o livro em algumas livrarias. Então pensei que seria uma coisa bem diferente, fui surpreendida rs

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Bya (Paixões Literárias) 26 de dezembro de 2017 at 09:21

Oii
ADorei saber sua opinião sobre o livro, eu ainda não conhecia mas confesso que fiquei bem interessada em ler ele, porque retrata um tema que geralmente não é muito falado por aí. Que pena que a leitura foi um lenta mas deve ser cheia de ensinamentos mesmo, já quero ler.
Bjos, Bya! ?

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Lilian Moraes 26 de dezembro de 2017 at 07:14

Uma história bem diferente de qualquer coisa que já li. Então acho que leria.

Beijos
http://orangelily.com.br/

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michaelvasconcelos 24 de dezembro de 2017 at 21:27

Oie,

Que pena que foi um pouco cansativo a leitura. Mas que bom que você conseguiu aproveitar a leitura assim mesmo! ? A capa desse livro é LINDA LINDA, não tinha visto essa obra, mas a Valentina arrasa muito.

Abraços…

https://submundosliterarios.blogspot.com.br/

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Priih 24 de dezembro de 2017 at 14:39

Oi Clayci, tudo bem?
Achei bem válida a discussão que o autor traz, sobre o que é ser normal ou não, e meio que desmistificando o nosso olhar sobre essas questões.
Mas a trama em si não me chamou muito a atenção, então acho que não leria. 🙁
Beijos e Feliz Natal,

Priih
Infinitas Vidas

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