“PERIGO… PERIGO… PERIGO…” Não, você não leu errado, uma das coisas que mais encontramos em Perdidos no Espaço é justamente perigo. Muitos deles, nas mais diversas formas. A série trazida pela Netflix foi lançada há poucas semanas e claro que não pude me conter em assisti-la o quanto antes. E devo dizer que fiquei bem satisfeito com o que vi, apesar de grandes mudanças e adaptações se comparada com a série original de 1965.

Perdidos no espaço não é uma série atual, ela existe desde a década de 60 e seu visual, roteiro e sketches eram muito diferentes. Colocada bem a sua época, começou como uma série de ficção, mas que acabou se tornando uma série cult e cômica, até que foi cancelada.

Perdidos no Espaço: Explorando o Universo com os Robinsons

Já a atual versão pela Netflix de tem uma ambição muito maior, abusa dos efeitos especiais, das tomadas de câmera que valorizam as paisagens de forma bem ampla, se aprofunda em termos e conceitos da ficção. Isso implica em um roteiro com assuntos contextualizados a nossa época, e ainda assim eu pude sentir a essência da série ainda presente. A ambição da exploração e busca por um novo mundo. Que no caso de Perdidos no espaço é um planeta em Alfa Centauro.

Sobre a série

Temos a família Robinson, que participa de um programa de colonização de um planeta semelhante à Terra, localizado no sistema solar de Alfa Centauro. Há um conflito entre os pais e uma distância entre John Robinson (pai) e os filhos.

Maureen Robinson, a mãe, que também é engenheira aeroespacial, foi quem teve a iniciativa para que participassem do projeto, considerando o atual estado do planeta Terra. Nisso, já é possível notar o quão diferente se tornou da série original. O que na minha opinião foi crucial para criar um bom roteiro.

Perdidos no Espaço: Explorando o Universo com os Robinsons

Inclusive, a mudança mais drástica, ou pelo menos uma delas, foi usarem UMA DOUTORA Smith no lugar do doutor Smith. Sim, ambos os Smith’s são quem fazem a “vilania”, ou como prefiro dizer: anti-heroismo da história. Com uma personalidade muito mais forte e quase que psicótica, a Dra. Smith irá surpreender com seus atos.

A outra drástica alteração foi o robô. Sim, o robô responsável por dizer a frase com a qual iniciei o post, tem seu design repaginado para algo muito mais futurista que, particularmente, achei sensacional. Ele impõe ainda mais mistério nos acontecimentos que se desenrolam no decorrer dos episódios.

Outras nuances como: a presença de mais humanos, os perigos existentes na trajetória até Alfa Centauro e conflitos familiares (como já citei) vão compor uma estrutura para o roteiro e agora o gostinho depois do último episódio foi o de quero mais. Tragam logo a segunda temporada.

Deem uma chance para essa releitura de Perdidos no espaço e depois comentem aqui o que acharam.

Comentários

Comentários