[blockquote align=”right” author=”O Menino que Desenhava Monstros”]Na casa dos sonhos, o garoto ouvia o som do monstro debaixo de sua cama[/blockquote]

O menino que desenhava monstros foi um um livro que despertou vários sentimentos enquanto eu o lia. Preciso dizer que comecei a leitura de forma errada; Pensei que iria encontrar uma história de terror com todas aquelas situações a que estamos acostumados a ver em filmes; mas na verdade eu me deparei com uma família que vive um pesadelo devido a uma série de acontecimentos inacreditáveis. O livro não te causa medo; ele faz com que você pense nas coisas pelas quais você tem medo. Confuso? Arrepiante na verdade, hahaha! Vou tentar explicar um pouquinho da história.

Jack Peter mora em uma “casa dos sonhos”, no Maine, com seus pais. Ele tem 10 anos e foi diagnosticado com a Síndrome de Asperger. Ele é uma criança fechada e vive em seu próprio mundo, mas esse problema se agravou depois de um acidente que ocorreu há 3 anos atrás. Jack se afogou e, em consequência desse trauma, não quis mais sair. Desde então ele vive dentro de casa e só possui contato com as pessoas mais próximas a ele: seus pais e seu único amigo, Nick.

O problema é que Jack acredita que existem monstros fora de casa, que estão querendo entrar. E ao contrário dos pais dele, você irá acreditar no pequeno. Apesar dos seus pais não acreditarem nas histórias contadas pelo filho, eles estão sempre em busca da sua recuperação. Tim é otimista e consegue enxergar melhoras em seu filho, porém Holly não consegue ter o mesmo pensamento e se preocupa com o crescimento e a agressividade de Jack.

Já dá para ter ideia do drama que eles vivem! Jack não pode ficar sozinho em casa e, por conta de suas crises, seus pais acabam não saindo também. As coisas começam a piorar quando surge uma série de acontecimentos inacreditáveis em volta deles. Porém, não desconfiam que isso tudo se deu inicio quando Jack começou a desenhar monstros compulsivamente. O que era para ser algo comum – e até mesmo uma atividade que podesse ajudá-lo na recuperação – se tornou um vício doentio.

Como eu disse no início da publicação, Nick é o seu único amigo. Ele é filho dos melhores amigos de seus pais e foram criados juntos. Todavia ao contrário do que tudo indica, Nick não se sente a vontade na presença de Jack e não gosta de ficar preso dentro de casa com o ele, contudo, não reclama porque é o que seus pais querem.

Acontece que Nick desconfia do segredo de seu amigo e se assusta com os seus desenhos. Tudo começou com Tim avistando um homem branco e nu no meio da neve, só que Nick sabia que era um dos desenhos de Jack ganhando vida e que ninguém acreditaria na história caso a contasse. Já Holly começou a ouvir vozes que ninguém mais escutava e no meio desses fenômenos inexplicáveis, eles se negavam a enxergar e a notar o poder do filho.

Li que o livro vai ter uma adaptação cinematográfica em breve e preciso confessar que a história tem todo potencial para virar roteiro, porém não consegui me prender por completo à narrativa. Calma, vou explicar o porquê. Acontece que a construção da história é demorada e isso fez com que eu sentisse vontade de avançar as páginas até chegar no ponto crucial; além do mais, o objetivo do autor é claro: fazer com que você tire as suas próprias conclusões sobre o verdadeiro significado do medo. Contudo senti a história arrastada e cansativa, mas é possível que isso seja proposital, uma vez que a ansiedade pelo desfecho pode alimentar o medo (risada sórdida). Só que não posso negar que o final me surpreendeu – e muito – fezendo com que tudo valesse a pena.

Jack vive em seu mundo e foi bom conhecê-lo um pouco. Ver a forma com que ele interage com seus pais e reage aos estímulos do mundo do lado de fora nos deixa preocupados. Enquanto isso, também notamos esse desgaste nos pais do menino, que amam o filho e querem que Jack se recupere voltando a ter a vida que tinha antes do acidente, mas esse problema faz com que eles se distanciem cada vez mais.

Pretendo dar uma chance para o filme quando for lançado, porque imagino que a minha experiência será diferente. Alguém aí já leu? O que achou da história?

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