Mindhunter: Motivos para assistir (e ler) esse thriller psicológico 8 68

Finalmente consegui trazer a série para o blog. Mindhunter entrou no catálogo da Netflix na sexta feira 13 e em poucas horas se tornou assunto das redes sociais. A série foi baseada no livro homônimo Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano e foi publicado por aqui pela editora Intrínseca. Apesar da adaptação ser uma ficção a história por trás dessa produção é real.

John Douglas foi o responsável por criar o perfil dos serial killers. Como estamos em 2017, fica mais fácil discutir sobre este assunto com os inúmeros trabalhos e estudos feitos com o tema. Mas ele entrou nesse mundo em uma época em que a expressão nem sequer existia. Até porque ninguém queria fazer este tipo de trabalho: estudar o comportamento de um psicopata.

John ficou cara a cara com vários assassinos famosos na década de 70 e conduziu entrevistas que mais tarde o ajudaram a traçar um padrão entre eles. Então para tentar entender as motivações dos crimes e até mesmo da onde surgiu o desejo de cometê-los, foi preciso conhecer o passado de cada um dos serial killers. E hoje eu vou compartilhar 3 motivos para você assistir (e ler) Mindhunter.

Mindhunter: Motivos para assistir (e ler) esse thriller psicológico
Reprodução: Netflix

SERIAL KILLERS

É claro que temos que começar pelo motivo principal, não é mesmo? Minha formação não tem nada a ver com a área de psicologia, mas eu sempre me interessei pelo assunto. Sempre que posso leio artigos ou procuro trabalhos como séries e livros que possuem Serial Killers como destaque.

Em Mindhunter você não precisa ser um estudioso do assunto para se prender na trama. Tudo o que você precisa saber será mostrado no decorrer dos 10 episódios. Então você ficará por dentro desde o surgimento da terminologia até como foi criada as entrevistas para tentar traçar o perfil deles.

Não há cenas tão fortes. Achei que a produção foi bem cuidadosa ao apresentar o conteúdo para o público. Mindhunter foi produzida para mostrar o ponto de vista de um profissional e estudioso, por isso não possui tanto sangue (afinal não é sobre o departamento de homicídios). O principal trabalho dos agentes é descobrir como e quando eles se tornaram criminosos.

Como vamos nos antecipar aos loucos se não sabemos como pensam?

Agora se você quiser se aprofundar no assunto e até mesmo conhecer um pouco mais sobre a vida pessoal do John Douglas, no livro Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano é possível ver os bastidores com detalhes. Por mais que a série tenha sido renovada, vai demorar para a estreia da segunda temporada. Então vale a pena dar uma chance para o livro e ver em detalhes como os criminosos agiram e deixar a sua imaginação trabalhar para imaginar tais cenas.

[blockquote align=”none” author=”John Douglas”]Passei a maior parte da minha carreira como agente especial do FBI tentando aperfeiçoar essa arma, e é disso que trata o livro.[/blockquote]

Mindhunter: Motivos para assistir (e ler) esse thriller psicológico
Reprodução: Netflix

DAVID FINCHER

David já realizou vários trabalhos e já teve várias indicações ao Oscar. Se você é fã de filmes como SevenO curioso caso de Benjamin Button, A rede social, O clube da Luta ou até a mesmo a série House of cards já deve ter notado o cuidado que ele possui com as produções. Ele é inteligente e faz com que os seus personagens se comuniquem através das expressões corporais.

Pelo menos foi dessa forma que eu me senti assistindo aos episódios que ele dirigiu. No livro o autor consegue fazer com que o leitor enxergue o lado do psicopata. Não com o intuito de inocentá-lo, mas para mostrar o porquê dele ter executado o crime daquela maneira. É claro que o elenco escolhido para a série contribuiu muito para o resultado final. Contudo há algumas cenas (de proximidade) onde é possível sentir empatia pelo assassino e esquecer por alguns instantes o que ele é e o que fez.

A fotografia da série traz uma paleta de cores sombrias e puxadas para o sépia por conta da época ambientada. Como se passa o final da década de 70 é possível ver vários elementos que marcaram esse período como, por exemplo, as cidades americanas (grandes e pequenas). Outra coisa que chamou a minha atenção foi a forma com que usaram as câmeras para exibir algumas cenas.

Quando Holden foi fazer a sua primeira entrevista com o assassino Edmund Kemper (interpretado pelo Cameron Britton) deixou claro a sua inexperiência e insegurança ao ter seu primeiro contato visual. Nesse momento foi usado uma grande angular para mostrar a distância entre eles e o receio de se aproximarem. Porém quando começou a surgir uma aproximação entre os dois, Holden se mostrou mais a vontade e a câmera fechou neles de uma forma com que entendêssemos essa proximidade. E os agentes saem de cena todas as vezes em que os criminosos narram os seus crimes.

Mindhunter: Motivos para assistir (e ler) esse thriller psicológico
Reprodução: Netflix

ELENCO

Como eu disse, o elenco contribuiu para o resultado final. Eu poderia começar elogiando os personagens principais, mas queria falar sobre a atuação do Cameron Britton. Eu realmente me senti na presença de um serial Killer quando o vi interpretando o Edmund Kemper. Ele foi frio e convincente nas suas entrevistas com os agentes.

Jonathan Groff (Holden Ford) me deixou confusa. Iniciei a série estranhando a sua obsessão pelo assunto e a forma que o personagem dele evoluiu (ou regrediu?) no decorrer dos episódios.  Holden nunca se preocupou com as vítimas, o interesse dele era de saber o porquê o crime foi cometido. Já Holt McCallany (Bill Tench) conseguiu mostrar como é viver na pele de um agente cansado e com inúmeros problemas fora do trabalho (ele vive uma crise familiar).

Há vários outros personagens importantes, como a Dra. Wendy Carr (Anna Torv maravilhosa) que surge para ajudar os agentes a se organizarem e evoluírem no estudo comportamental. Mas eu quero que você assista para conhecê-los.

E enquanto a segunda temporada não chega, aproveite para ler a edição da Intrínseca que está maravilhosa.

Mindhunter: Motivos para assistir (e ler) esse thriller psicológico

Pretendo trazer a resenha em breve aqui pro blog.

ASSISTA O TRAILER DE MINDHUNTER


Já assistiu? O que achou da série?

Beijos

Comentários

Comentários

Existe uma frase que consegue me descrever perfeitamente bem: “Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então“ (Alice no País das Maravilhas). Sou uma taurina que gosta de mudanças, estranho né?! Sempre gostei de fazer parte do que não conheço e nunca tive medo de arriscar naquilo que acredito. Sou Whovian, Sherlockian, Slytherin e Nintendista. Apaixonada por fotografia, livros, roedores, toys e miniaturas.

8 Comments

  1. Essa série é muito boa e concordo com todos os motivos que você citou para assisti-la :DD
    Para mim, uma viciada em Criminal Minds, foi bem prazeroso acompanhar os estudos, a criação dos termos… as duas giram no mesmo estilo de crime, mas com pegadas bem diferentes, o que me agradou muito!
    Estou curiosa para a próxima temporada, com toda essa mudança do Holden, além da ansiedade para ver como vão inserir aquele carinha que aparecia em todas as aberturas dos episódios… bom, se a ansiedade bater muito forte, vou partir para o livro! Ahahaha

  2. Tô assistindo lentamente… um, no máximo 2 eps por semana. Essas tramas mais tensas/densas preciso de um tempo maior para digerir… mas tô gostando da série. Só não consigo desassociar Holden do Jesse James e a namorada da Cinderela, SOS!

  3. Assim que eu terminei de ler o livro comecei a assistir a série e estou gostando bastante da forma como eles escolheram retratar algumas cenas. Como você disse, a produção foi bastante cuidadosa ao levar as cenas para o público, e isso é um diferencial que faz com que a narrativa se torne mais profunda, conceitual, na minha opinião. Adorei essa postagem completíssima! Um beijo <3

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