Meia-Noite em Pequim;
ISBN: 9788539507566;
Páginas: 296;
Autor: Paul French;
Editora: Fundamento;
Avaliação: 
Sinopse: Na manhã fria de 8 de janeiro, o corpo da jovem Pamela Werner, filha de Edward Werner – ex-cônsul britânico e personalidade respeitada pela comunidade local –, é encontrado em um terreno baldio. Mutilada e com marcas de espancamento, a vítima teve todo seu sangue drenado e seu coração arrancado. Um cenário cruel que levou medo às ruas decadentes de Pequim e ao Bairro das Embaixadas, morada de ricos estrangeiros e de poderosos diplomatas que criavam suas próprias leis. Um maníaco, vingança ou apenas azar? Motivação política ou retaliação do inimigo japonês? Quem seria capaz dessa barbárie e por quê? A ocupação da China pelas tropas japonesas é inevitável e o governo de Pequim, instável e corrupto, está prestes a abandonar sua população à própria sorte. É apenas uma questão de tempo até que esse inebriante mundo de regalias, escândalos, superstições, clubes de elite e casas de ópio desmorone, arrastando chineses e estrangeiros. E nesse período conturbado, no qual os senhores das guerras agem em benefício próprio e as incertezas tomam conta de todos, os detetives Han, da polícia chinesa, e Richard Dennis, ex-membro da Scotland Yard, correm contra o tempo para juntar as pistas e solucionar o caso de Pamela antes da temida invasão. Setenta e cinco anos após esses acontecimentos, o pesquisador Paul French reconstitui uma história verídica e desvenda os mistérios por trás desse assassinato brutal enquanto retrata com riqueza de detalhes os últimos momentos da Pequim colonial.

*Livro cedido em parceria com a editora.

Um crime do passado.
Um desfecho surpreendente e inquietante.
Pequim, 1937.

Meia-Noite em Pequim nos mostra como o assassinato de uma jovem inglesa assombrou os últimas dias da China antiga. Paul French reconstruiu a história em um período de escândalos, onde os japoneses estavam cercando a cidade, prontos para invadir Pequim.

O assassinato de uma mulher branca chocou todos os moradores da cidade que já estavam se preparando para a invasão do exército japonês. O corpo de Pamela Werner foi encontrado no dia 08 de janeiro de 1937 em terrenos cercados de cães selvagens, morcegos e segundo a superstição “espíritos de raposas” vagando em busca de vítimas.

Pamela era jovem e filha adotiva de um ex-diplomata e advogado. Ela cresceu na cidade e por ser uma estrangeira chamava a atenção de todos, porém se dava bem com os chineses (já que sabia Mandarim). Apesar de ter sido adotada e ter uma boa vida financeira, Pamela era muito sozinha. Seu pai vivia viajando e essa ausência prejudicou no comportamento de sua filha. Ela era rebelde e foi expulsa diversas vezes das escolas em que estudava, até que finalmente encontrou um lugar em que fazia de tudo para ter um bom comportamento.  Antes de morrer, Pamela, disse a sua amiga que ficou sozinha a vida inteira, que não tinha medo de nada e que Pequim era uma cidade segura.

Mas o que mais chocou a população foi a forma que o seu corpo foi encontrado. Pamela foi mutilada, teve todos os seus órgãos removidos e não tinha nenhum vestígio de sangue no local. Como na época todos estavam desesperados – por causa da invasão japonesa – começaram diversos boatos do que teria acontecido com a jovem. Muitos acreditavam na superstição, outros acreditavam que a motivação foi política e alguns acreditavam que foi um louco a solta.

Com poucas pistas dois investigadores se juntaram para desvendar o mistério antes que ele fosse esquecido. O investigador britânico Dennis e o chinês Han correram contra o tempo e se surpreendem com os fatos que foram aparecendo. Não quero estragar a sua leitura, mas preciso dizer que fiquei horrorizada quando descobri o motivo. Não imaginava o desfecho e fiquei agoniada com a revelação.

Mesmo assim é uma leitura obrigatória para quem gosta de História e investigação policial. A forma com que o autor narra faz com que a gente consiga se sentir na cena do crime.

Recomendo!

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