Crítica: Lucifer (1ª temporada) 10 102

Nem sempre o diabo é tão feio como o pintam” e se tratando de Tom Ellis tenho que concordar com essa expressão (que homem lindo). Finalmente a Netflix liberou a 1ª temporada de Lucifer (transmitida pela Fox) no final de julho. Comecei a assistir a série no final do ano passado, mas como não tinha mais acesso ao canal acabei adiando e passando outras na frente. Porém eu gostei tanto da primeira temporada que tive que sair atrás da segunda para poder baixar (Achei mancada a Netflix liberar só a primeira).

A série foi criada por Tom Kapinos e foi baseada nos quadrinhos do selo Vertigo. Sua estreia ocorreu em janeiro de 2016 e apesar de receber boas críticas a American Family Association’s One Million Moms fez uma petição na época para interromper os trabalhos, mas isso não deu em nada e já estamos indo para a 3ª temporada no final deste ano.

Na trama temos o Senhor do Inferno entediado com o seu reinado. Ele abdica do seu trono e vai para Los Angeles tirar umas “férias“. E a vida que ele leva na cidade faz com que ele não queira retornar ao inferno. Ele é dono da boate Lux e ama o seu piano. Tudo estava no controle até que ele presencia um homicídio de uma amiga e conhece a detetive Chloe.

Chloe poderia ser só mais uma em seu caminho, porém ele acaba fascinado por sua coragem e principalmente por ela ser “diferente” e não cair em seus encantos. E mesmo seu irmão Amenadiel (o anjo designado para levá-lo de volta) seguindo os seus passos e tentando convencê-lo sobre a importância do seu retorno, Lucifer, deixa claro que não tem intenção de abandonar a sua nova vida.

Até porque ele sente curiosidade em saber como uma pessoa é capaz de deixá-lo vulnerável a ponto de perder parte dos seus poderes com a sua presença. Temos também Maze como braço direito do Lucifer. Ela fugiu do inferno ao seu lado, porém está insatisfeita com as suas ações e acredita que se envolver com a humanidade não está lhe fazendo bem.

E então o diabo começa a conviver e a trabalhar com a detetive Chloe, desvendando crimes e aplicando punições. Eu confesso que o roteiro deixa a desejar um pouquinho, mas o diálogo que há entre os personagens é maravilhoso. Lucifer tem sessões de terapia com a Dra. Linda (e preciso dizer que adorei essa personagem) e tenta entender o porquê de seu pai, Deus, ter deixado ele de lado e escolhido a humanidade ao invés dele. E no decorrer dos episódios vão aparecendo outras discussões filosóficas como o livre arbítrio.

Fora que Lucifer está cansado de ser responsabilizado pelo crime dos outros. Ele deixa claro na série que não gosta da forma que os humanos o enxergam. Ele não quer e nem acha justo ser culpado pelo pecado dos outros e não é essa imagem que ele quer passar. Não foi por este motivo que ele foi enviado para o inferno, ele apenas pune os pecadores.

Já tivemos várias versões de Lucifer nas telas, contudo nessa série ele é encantador. Estranho dizer isso, não é mesmo? O ator Tom Ellis merece todo o destaque, pois ele consegue transmitir leveza e humor satírico. Suas piadas aparecem nas horas certas (e nas erradas também) e isso faz com que a gente sinta vontade de assistir um episódio atrás do outro. E são tiradas sobre sua própria existência e até mesmo de Deus.

Crítica Lucifer

A primeira temporada está disponível na Netflix e possui 13 episódios. Se você ainda não assistiu, dê uma chance e se entregue ao pecado. Super recomendo, é muito bom!

Quem aí já assistiu?

Comentários

Comentários

Existe uma frase que consegue me descrever perfeitamente bem: “Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então“ (Alice no País das Maravilhas). Sou uma taurina que gosta de mudanças, estranho né?! Sempre gostei de fazer parte do que não conheço e nunca tive medo de arriscar naquilo que acredito. Sou Whovian, Sherlockian, Slytherin e Nintendista. Apaixonada por fotografia, livros, roedores, toys e miniaturas.

10 Comments

  1. Clay, você arrasou nas fotos!
    Eu AMO Lucifer! É uma das minhas séries favoritas atualmente!
    Depois dele, claro, minhas personagens favoritas são a Maze e a Trixie <3
    Não tinha ficado sabendo dessa treta com a associação, era só o que faltava…
    Mal posso esperar pelo retorno da série!!!
    Beijos!

  2. Estamos do mesmo lado Clayci, eu acompanhava a primeira temporada, mas acabei parando por causa da faculdade ai quando vi que a Netflix ia fazer o favor (não tão completo) de por Lúcifer no catalogo maratonei em um dia a primeira temporada e fui atrás da segunda.
    Confesso que cada episódio da segunda me surpreendeu mais, não pelos casos policiais e tals, mas pelos dramas do Lúcifer, sério o cara é o diabo, mas sofre com uma mãe doida, um pai ausente, um irmão doido e ainda tem a mulher da vida dele como peça do Pai.
    A série acabou evoluindo mais a partir da segunda, não que a primeira esteja ruim, mas o conteúdo e a profundidade do personagem foi mais bem produzida, não apenas dele, mas de todos os outros, incluindo a Linda, tadinha dela, virou paciente em suas sessões depois de descobrir a verdade e o que dizer da Maze, amo aquela mulher. A atriz que faz a Chloe era da série Chicago Fire onde vivia uma paramédica lésbica que eu adorava.
    Xoxo

    1. A segunda temporada me agradou bem mais tbm, Kammy!
      Ver o conflito entre e a família foi incrível.
      Estou super ansiosa pela terceira. Quando vi o trailer pirei hauhaiuhauiha
      FORA QUE É UM HOMÃO DA POHA NÉ haha
      E eu não conhecia a atriz <3

  3. Assisti o primeiro episódio esses dias e gostei tanto que chamei minha irmã para assistir comigo, acabou que ela não gostou tanto e pelo jeito vou assistir a série sozinha mesmo. Tem algumas séries que estou maratonando no momento mas assim que terminar elas quero voltar a assistir Lucifer, que achei ser bem divertida e com uma trilha sonora muito boa!

  4. Eu também fiquei me sentindo muito estranha gostando do Diabo. Mas esse ator é ótimo, assisti todos os episódios que lançaram e estou esperando os próximos. Acho o roteiro da série um pouco pobre (os dois desvendado os casos e tal), mas gosto das discussões filosóficas e das falas das personagens

    1. O que mais gostei dessa série foi o debate sobre religião.
      E o legal é que ele a nenhum momento finge ser quem é rs
      Amo os diálogos! E não vejo a hora de chegar a terceira temporada

  5. Clayci, amo seus posts sobre séries. Você sempre me convence a ver séries que eu jamais assistiria. Lucifer é uma delas. Estou adorando essas temporadas curtinhas de poucos episódios, mais fácil de acompanhar.

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