Labirinto – Jim Henson 11

Labirinto;
I.S.B.N: 9788594540096;
Páginas: 272;
Autor: Jim Henson;
Editora: DarkSide
Avaliação: 
Sinopse: Trinta anos sem perder a magia. Tudo começou em um pequeno “labirinto” real na cabeça de James Maury, mais conhecido pelo nome de Jim Henson. O cartunista, músico, roteirista, designer e diretor sabia acessar como ninguém o coração das pessoas e o seu maior dom foi dar vida a seres inanimados. A nova geração pode não lembrar do seu nome, mas com certeza tem seus personagens gravados na memória: Os Muppets, Vila Sésamo, Muppets Babies e até a inesquecível Família Dinossauro. Além deste, Henson também criou fábulas como “Labirinto”, em parceria com George Lucas, filme que encantou toda uma geração quando foi lançado, há 30 anos, com David Bowie como Jareth, o Rei dos Duendes, e também responsável pela trilha sonora, e uma jovem Jennifer Connelly no papel de Sarah, a protagonista que deseja que os duendes levem Toby, seu meio irmão e – para seu espanto – é atendida. Arrependida, ela é desafiada pelo Rei dos Duendes a atravessar o sombrio Labirinto, repleto de perigos e seres mágicos.  A novelização de Labirinto finalmente é publicada em português, em uma edição à altura do mestre. Escrita por A.C.H. Smith em parceria com Henson, a edição apresenta pela primeira vez as ilustrações dos duendes feitas por Brian Froud, que trabalhou no filme, além de trechos inéditos e nunca vistos com 50 páginas do seu diário, detalhando a concepção inicial de suas ideias para Labirinto, comemorando os 30 anos do filme em grande estilo.

A Darkside gosta de fazer a gente sofrer, né? Labirinto foi um dos filmes que marcou a minha infância na sessão da tarde. Assistia sempre que passava e ficava imaginando como seria minha vida ao lado do rei dos Duendes (por motivos de David Bowie), por isso quando soube que a editora iria lançar algo para comemorar os 30 anos do filme, fiquei ansiosa (Obrigada Wes e Flore pelo presente maravilhoso).

Mas preciso confessar que sempre tive birra com a personagem principal. No filme eu achava Sarah uma adolescente sem graça e acabei culpando a atriz na época, porém após ler a obra senti que o problema é a personagem mesmo (desculpa Jennifer Connelly).

[blockquote align=”left” author=”Labirinto”]Eu desejo que os duendes realmente venham e levem você embora… agora.[/blockquote] Não há muito o que dizer sobre a história, ela conta as aventuras de Sarah, uma jovem de 15 anos, que mora com pai, a madrasta e seu meio irmão (um bebê) Toby. Sarah não consegue ter um relacionamento harmonioso com sua madrasta e se sente oprimida por não poder fazer o que realmente gosta: atuar. Ela sente falta da sua mãe e tenta seguir seus passos como atriz.

Até que em um certo dia –depois de treinar suas falas no parque– ela chega em casa e recebe a tarefa de cuidar de Toby enquanto sua madrasta saia com o seu pai. Ela fica irritada ao ter que assumir a responsabilidade e ficou mais ainda ao ver que Toby não parava de chorar. E por desespero ela começou a dizer as falas do livro Labirinto para que o rei dos duendes levasse seu irmão embora, mas ela não imaginava que seu desejo seria atendido.

Claro que Sarah se arrependeu de ter desejado aquilo e tentou reverter a situação, mas Jareth (o rei dos Duendes) disse que ela só conseguiria Toby de volta se conseguisse cumprir o desafio de atravessar o labirinto e chegar em seu castelo no prazo de 13 horas, caso contrário seu meio irmão se transformaria em um duende.

No livro nós conseguimos entender melhor o relacionamento entre Sarah e a madrasta, além de entender o porquê do quarto ser tão importante para ela. Quando assisti ao filme pela primeira vez senti que ela não gostava do irmão, mas no livro percebemos que ela o ama (apenas o culpa por não ter a vida que ela queria ter).  E claro que esse desejo teria consequências e ela teria de correr atrás para provar seu amor pelo pequeno Toby.

O que posso dizer é que foi maravilhoso acompanhar o trajeto no labirinto e relembrar de alguns personagens, além de lembrar de outras histórias que inspiraram o autor. Ver Sarah encarando os desafios e Jareth atrapalhando o seu caminho, faz com que a gente compare e entenda a representação do destino na história. Situações imprevisíveis, ora ajudando, ora dificultando as nossas escolhas.

[blockquote align=”right” author=”Labirinto”]Como se poderia esperar que ela tivesse algum respeito por Jareth? É óbvio que ele era perigoso e poderoso, mas ele tinha plena consciência disso, até demais: um exibicionista, na verdade; e, quer dizer, um trapaceiro. Ele tinha certo estilo, isso Sarah conseguia admitir. Ele era até bonito[/blockquote] A edição está maravilhosa e mexe com a nossa imaginação. Ver o livro fez com que eu lembrasse do filme, pois a Darkside manteve a capa e a diagramação está linda. Além da história, temos uma galeria de ilustrações (e esboços) dos duendes feitas por Brian Froud e partes do diário de criação de Jim Hensom, onde ele apresenta as ideias iniciais para a criação do filme. Se você é fã da história, vale a pena ter esta edição na estante.

Alguém aí já leu ou assistiu ao filme?

Beijos

Comentários

Comentários

Existe uma frase que consegue me descrever perfeitamente bem: “Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então“ (Alice no País das Maravilhas). Sou uma taurina que gosta de mudanças, estranho né?! Sempre gostei de fazer parte do que não conheço e nunca tive medo de arriscar naquilo que acredito. Sou Whovian, Sherlockian, Slytherin e Nintendista. Apaixonada por fotografia, livros, roedores, toys e miniaturas.

11 Comments

  1. Na minha cabeça tá tocando “No one could blame you… For walking away!”. Eu tenho uma coisa com esse filme que é ter crescido com ele, e se a primeira vez que eu assisti eu fiquei de cara com o rei dos duendes e achei ele estranho porque tava perseguindo uma criança, depois de adulta minha opinião mudou… Digamos que tem coisas que eu reparo no filme que só uma mulher adulta devia reparar hauhauahuahuah! O Jim Henson era incrível! Que cabeça que esse homem tinha. E agora eu serei obrigada a comprar o livro porque CLARO QUE É PELO REI DUENDE HAHAHAH! David Bowie pra sempre <3

  2. Clay, estava com saudade de passar por aqui <3
    Eu amo desesperadamente esse filme e fiquei morrendo de vontade agora de ler o livro. Não sabia que a Darkside havia lançando e preciso desesperadamente dele agora. HAHA

    Beijão

  3. Mas olha o capricho dessas fotografias! Até um porta-retrato/espelho (não lembro se tinha espelho no filme hueihei) com a foto dos dois (na minha cena preferida) tem! Infelizmente, eu fui assistir O Labirinto muito velha (tipo, ano passado :P) e não gostei nem um pouco do filme. Gostei muito do Bowie e das músicas, claro, mas como não tem isso no livro, vou deixar passar 🙁 Mesmo assim, a Darkside está de parabéns, belíssima edição.

    Beijos, Vickawaii
    http://finding-neverland.zip.net

  4. Eu comecei a ouvir (mentalmente) aquela música-tema do filme assim que vi o post no instagram! Nossa, marcou muito a minha infância e fico pensando se não foi por entrelinhas que eu acabei ouvindo tanto Bowie anos depois na adolescência. Às vezes sinto que preciso da minha dose de fantasia, preciso ler/assistir fantasia e este com certeza será o próximo livro.

  5. Oi Clayci, tudo bem?
    Eu assisti muito esse filme *-* é daqueles clássicos da infância que a gente ama, e quando assiste de novo fica todo empolgado. Não tive a oportunidade de ler o livro mas fiquei curiosa, imagino que tenha muitos detalhes que não foi possível levar para o live action.
    abraços,
    Amanda Almeida

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