Imperfeitos – Cecelia Ahern 20 38

Imperfeitos;
I.S.B.N:9788581636535;
Páginas. 320;
Autora: Cecelia Ahern;
Editora: Novo Conceito;
Avaliação: 
Sinopse: Celestine North vive em uma sociedade que rejeita a imperfeição. Todos aqueles que praticam algum ato julgado como errado são marcados para sempre, rechaçados da comunidade, seres não merecedores de compaixão.  Por isso, Celestine procura viver uma vida perfeita. Ela é um exemplo de filha e de irmã, é uma aluna excepcional, bem quista por todos do colégio, além do mais, ela namora Art Crevan, filho da autoridade máxima da cidade, o juiz Crevan. Em meio a essa vida perfeita, Celestine se encontra em uma situação incomum, que a faz tomar uma decisão instintiva. Ela faz uma escolha que pode mudar o futuro dela e das pessoas a seu redor.  Ela pode ser presa? Ela pode ser marcada? Ela poderá se tornar, do dia para a noite Imperfeita?  Nesta distopia deslumbrante, a autora best-seller Cecelia Ahern retrata uma sociedade em que a perfeição é primordial e quem cometer qualquer ato falho será punido. A história de uma jovem que decide tomar uma posição que poderá custar-lhe tudo.

*Livro cedido em parceria com a editora.

Imagine viver em um mundo onde a perfeição é necessária. Em um primeiro momento isto pode até soar como algo positivo, não é verdade? Mas imagine que a perfeição seja uma regra e que se você não segui-la à risca será julgado e diferenciado dos demais.  Na nova distopia da autora Cecelia Ahern não pode ter imperfeições e se você fugir do padrão poderá ser marcado e carregar a cicatriz o resto da sua vida.

Para quem toma decisões ruins,  fica marcado com o I na têmpora.
Para quem mente, na língua.
Para quem trapaceia, na palma da mão direita.

A história é narrada por Celestine, uma adolescente perfeita! Exemplo de filha, irmã e namorada. E quem ela namorava? O filho do poderoso juiz. Com uma família respeitável, Celestine dava sempre o seu melhor para ser o exemplo para a sociedade. Ela nunca sentiu necessidade de questionar as leis e a forma que os “imperfeitos” eram punidos, porém um belo dia – pela primeira vez na vida – ela presenciou uma injustiça com um imperfeito e tentou ajudá-lo. E quando um imperfeito é ajudado, você é julgado e punido.

De uma hora para a outra a vida de Celestine muda de rumo. Ela passa a ser alvo de discriminação e acaba vivendo um verdadeiro pesadelo. Ela acaba tendo como inimigo o seu sogro – o juiz – e acaba sendo punida de uma forma terrível. É a partir daí que Celestine passa a correr atrás de provas para comprovar que o sistema criado é imperfeito.

[blockquote align=”right” author=”Imperfeitos”]Sou uma menina de definições, de lógica, de preto no branco. Lembre-se disso. [/blockquote]Embora seja uma distopia, Imperfeitos acaba sendo um grande questionamento sobre o que é moral e imoral em nossa sociedade. A perfeição julgada na história não é física,  o que é levado em conta é o caráter. Um dos casos citados na história – e o que fez a Celestine pensar melhor sobre o sistema  – é uma mulher que saiu da cidade com sua mãe doente e que praticou a eutanásia em um país que era permitido. Mesmo sendo algo legal no local em que ela foi, foi punida como Imperfeita porque o sistema a julgou como sem caráter.

[blockquote align=”left” author=”Imperfeitos”]Foi o momento mais perfeito da minha vida.
Foi o último momento perfeito da minha vida.[/blockquote] No meio dessa crise podemos no identificar com problemas reais. A família de Celestine permaneceu ao seu lado e a defendeu mesmo sabendo que não podia fazer nada para evitar o julgamento e as marcações. E como conhecemos bem, há corrupção no governo e é sempre ele que sai ganhando. Quando ela presenciou e defendeu o Imperfeito de uma injustiça, vivi um sentimento que é super comum na nossa sociedade: não poder fazer nada a respeito quando presenciamos algo injusto seja por medo, vergonha ou qualquer outro sentimento que impeça de agir diante de todos.

Estou ansiosa pela continuação da história!

Super recomendo a leitura.

Comentários

Comentários

Existe uma frase que consegue me descrever perfeitamente bem: “Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então“ (Alice no País das Maravilhas). Sou uma taurina que gosta de mudanças, estranho né?! Sempre gostei de fazer parte do que não conheço e nunca tive medo de arriscar naquilo que acredito. Sou Whovian, Sherlockian, Slytherin e Nintendista. Apaixonada por fotografia, livros, roedores, toys e miniaturas.

20 Comments

  1. Gosto bastante de distopias é aquele tipo de história que nos faz pensar e muitas vezes conseguimos traçar um paralelo com a nossa própria realidade, né?
    A história me pareceu bem envolvente. Acho que essa mudança de rumo na vida da personagem foi essencial para ela começar a questionar esse tal sistema. Adorei a dica! Um beijo
    Colorindo Nuvens

  2. Oie Clayci =)

    Eu tenho o pé atrás com a Cecelia Ahern. Li dois livros dela que gostei bastante, mas ainda tenho aquele medo de me decepcionar por causa de P.S Eu te amo, que amo o filme mas não gostei do livro.

    Porém achei super corajoso da parte da autora investir em um gênero diferente depois de se consagrar escrevendo romances/dramas. A premissa de Imperfeitos é bem interessante, mas se tratando de uma certa editora acho melhor esperar todos os livros da série serem lançados para ai decidir de leio ou não rs…

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

  3. Ei, Clayci! Não conhecia esse livro ainda, fiquei bem surpresa por ser da Cecelia Ahern, quando falam sobre ela só consigo pensar em “P.S.: Eu te amo” e livros derivados pra te fazer chorar até os olhos caírem, hahaha.
    Gostei muito da história, é uma distopia mas foge dos clichês atuais, como essa de definir alguém pelo caráter. Sabe dizer quantos livros são no total? Já quero ler!

    Beijo!

    1. Dani eu conheci a autora com o livro “O ano que te conheci” que é um romance, porém mais sério..
      Não li os demais livros, mas essa é a sua entrada pro YA e olha .. eu adorei.

  4. Muito interessante esse ponto de vista sobre a perfeição de uma sociedade. Até que ponto é bom que tudo seja perfeito e transparente? Como a Cá falou no comentário anterior, isso é muito Black Mirror! Me interessei! ?

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