Fábrica de Vespas;
I.S.B.N:9788594540065;
Páginas: 240;
Autor: Iain M. Banks;
Editora: Darkside;
Avaliação: 
Sinopse:Frank – um garoto de 16 anos bastante incomum – vive com seu pai em um vilarejo afastado, em uma ilha escocesa. A vida deles, para dizer o mínimo, não é nada convencional. A mãe de Frank os abandonou anos atrás; Eric, seu irmão mais velho, está confinado em um hospital psiquiátrico; e seu pai é um excêntrico sem tamanho. Para aliviar suas angústias e frustrações, Frank começa a praticar estranhos atos de violência, criando bizarros rituais diários onde encontra algum alívio e consolo. Suas únicas tentativas de contato com o mundo exterior são Jamie, seu amigo anão, com quem bebe no pub local, e os animais que persegue ao redor da ilha. Abandonado à própria sorte para observar a natureza e inventar sua própria teologia – a maneira do Robinson Crusoé de Daniel Defoe –, Frank desconhece a escola e o serviço social, já que seu pai acredita na educação “natural”, recomendada pelo filósofo do século XVIII Jean-Jacques Rousseau e apresentada em seu romance Emílio, ou Da Educação (1762), que sugere que as crianças devem crescer entre as belezas da natureza, permitindo que elas se deleitem com a flora e a fauna. A natureza humana seria boa a princípio, mas corrompida pela civilização. Quando descobre que Eric fugiu do hospital, Frank tem que preparar o terreno para o inevitável retorno de seu irmão – um acontecimento que implode os mistérios do passado e vai mudar a vida de Frank por completo.

*Livro cedido em parceria com a editora.

Fábrica de Vespas conta a história de Frank Cauldhame, um adolescente com um passado bem sinistro. Ele possuí todas as características de um psicopata, mas ninguém enxerga isto nele. Frank tem o costume de matar e torturar alguns animais colecionando suas cabeças em seu abrigo. Ele vive com o seu pai Angus e já no começo da história conseguimos notar algumas manias estranhas. O seu pai tem a mania de saber a medida de todos os móveis da casa e esconde algo de Frank – ao menos é o que ele acha – deixando o seu escritório trancado toda vez que sai de casa.

Frank também tem um irmão chamado Eric. Ele estava internado em uma clínica para pessoas insanas, porém Eric fugiu e está voltando para a ilha onde o irmão e o pai vivem.

[blockquote align=”left” author=”Fábrica de Vespas”]”Nossas vidas são símbolos. Tudo que fazemos é parte de um padrão que, pelo menos em parte, decidimos. O forte cria o seu  próprio padrão e influencia o de outras pessoas, o fraco tem seus caminhos traçados por alguém.”[/blockquote] Além de matar e torturar alguns animais, Frank, tem uma fábrica. Mas o contexto dela só será compreendida conforme você for lendo a história. Mas o que posso adiantar é que Frank é muito inteligente – o motivo para ninguém desconfiar da sua psicopatia – e é uma pessoa solitária. Ele nunca sai da ilha e só possui um melhor amigo chamado Jamie. Mas o motivo desse isolamento é porque na verdade Frank não existe para o mundo lá fora, pois ele não possui nenhum registro de nascimento.

E aos poucos vamos conhecendo o passado e o presente de Frank! Algumas vezes ele sai para beber com o seu amigo Jamie em algum pub, mas a maioria dos dias ele fica em sua ilha montando armadilhas, torturando animais indefesos e cuidando da fábrica. Porém a sua rotina chega ao fim com a fuga do seu irmão Eric. Ele está sendo procurado pela polícia e mesmo não sabendo do seu paradeiro, Frank recebe telefonemas diários do irmão. Então começa a preocupação de onde o irmão está e o que ele está fazendo (torturando crianças, matando cachorros?).

[blockquote align=”right” author=”Fábrica de Vespas”]Pelo menos eu admito que fiz tudo para reforçar meu ego, recuperar meu orgulho e me dar prazer, não para salvar a nação, garantir justiça ou honrar os mortos.[/blockquote] Enquanto Eric não é localizado, Frank vai narrando sua história e detalhando os crimes que cometera quando criança. E para isso termos alguns flashbacks bem descritos pelo autor. Inclusive devo dizer que essa descrição me causou agonia em algumas cenas. Conhecer a visão de Frank e o histórico do seu irmão me deixou assustada, porém curiosa pelo desfecho.

Fábrica de Vespas é narrado em primeira pessoa e por termos a visão crua do personagem há pouco diálogo e os capítulos são um pouco extensos. Mas é uma leitura que vale a pena, pois o final me deixou de boca aberta. Nunca poderia imaginar que terminaria daquele forma.

Super recomendo, até porque a edição da DarkSide é maravilhosa!

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