Fastástic! E aí pessoal, como estão? Contentes por finalmente ter chegado  o Outono? Eu não! Cadê o frio, quero o friooooooooooooo.

Pois bem, se vocês recordam, não faz muito tempo a Clay postou por aqui uma competição entre Mario e Sonic. Bom, na verdade uma postagem falando sobre a competição entre Nintendo e Sega que rolava lá pelos idos de 1990 e afins. Na época em que vídeo game tinha cara de vídeo game (minha opinião) as coisas eram bem diferentes. Os lançamentos aconteciam sempre no Japão, onde todas as novidades tecnológicas surgiam por todos os cantos; seguido então dos Estados Unidos e por fim Europa e Oceania. A América do Sul e o Brasil estavam praticamente fora desse mercado, qualquer notícia parecia estar anos-luz de distância de um dia chegar por aqui de forma concreta; no máximo o que tínhamos de diversão eletrônica eram alguns ataris e telejogos e só posteriormente a chegada dos arcades.

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Evolução do SNES (Super Famicon): Primeiro a sua versão final com os botões coloridos lançada no Japão. Logo abaixo a sua versão inicial com tons vermelhos (não foi lançada). As modificações pelas quais o controle passou e por último a versão ocidental do console.

Pra quem já era um pouco crescido naquele tempo, com certeza irá se lembrar do Mega Drive e do Super Nintendo, de fato os primeiros games que estouraram por aqui nas grandes lojas de produtos (mal tínhamos shoppings). Outro dia a Clay e eu estávamos em uma banca de jornal e notamos uma coisa interessante; tratava-se de um tipo de almanaque que conta a história do Super Nintendo. Com base nas informações dele, irei iniciar uma série de posts que contam a evolução do SNES; este será o início. Já adianto que há outros volumes: Play Station; Mega Drive; Master System; Atari; Nes e MSX; mas até .

Acredito que todos mantenham uma memória de que a briga das gigantes dos vídeo games era Super Nintendo x Mega Drive e que a Nintendo sempre levava a melhor com o seu console; porém a complexidade da “coisa” é bem maior. Na verdade a Nintendo teve, e muito, que correr atrás para alcançar e superar a Sega. Isso levou anos, praticamente metade da vida útil do SNES foi correndo atrás do Mega Drive, até que um dia surgiu um divisor de águas chamado Donkey Kong Country (continuarei isso depois).

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Antes do SNES existia o NES, console de 8 bits da Nintendo que fez muito sucesso e era chamado de Famicom no Japão. Este teve um problema em um chip a certa época, gerando assim um recall do produto no oriente. Após esse fato a Nintendo perdeu destaque no mercado e logo em seguida a Sega veio com seu console de 16 bits (Mega Drive) em Outubro de 1988, criando uma legião de compradores e tomando a liderança. Vamos agora ver o que a Nintendo fez até que conseguisse retomar a sua posição de destaque.

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Já prevendo as mudanças tecnológicas, eles ainda não sabiam se optavam por um salto tecnológico ou mantinham compatibilidade com seu antigo console. À época, existia um projeto para criação de jogos em CD, vislumbrando melhores gráficos, áudio e capacidade de processamento e foi mais ou menos nesse período que um engenheiro  de som (Ken Kutaguri) ofereceu seus serviços para a Nintendo; isso marcou a aproximação com a SONY e o período em que as duas companhias criaram um contrato de troca de serviços. Caminhando já para o final de 1988, em 21 de Novembro, o Super Famicom era anunciado em sua primeira versão (ainda em testes) e tinha um visual bem diferente do que viria a ser a sua versão final (cores cinzas e botões avermelhados). As mudanças pelas quais passou resultaram em três períodos de possível lançamento, até que em 21 de Novembro de 1990 ele finalmente foi ao mercado, com cores cinzas e botões coloridos. A pré-venda acabou em uma semana e muitos tiveram de esperar na fila.

Fim da Parte 1 – to be continued

 

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