THE OA
Criadores: Zal Batmanglij, Brit Marling;
Gênero: Drama
Episódios 8
Produtora: Netflix
Avaliação: 

Sinopse: Prairie Johnson é uma garotinha cega que desaparece. Sete anos depois, ela retorna, com a visão perfeita. A jovem (Brit Marling) tenta explicar aos pais o que aconteceu durante a sua ausência. Para a surpresa de todos, ela diz que nunca realmente se foi, mas estava em outro plano da existência… Num lugar invisível.

The OA não estava nos meus planos! Estou com tantas séries atrasadas que tinha feito a promessa de não assistir uma nova até colocar as que acompanho em dia. Mas falhei quando li algumas publicações e tweets elogiando a série e fiquei curiosa para saber do que se trata. Eu amo ficção científica e encarei todas as críticas como convite e só posso dizer que: foi a série mais estranha que eu assisti na vida, mas valeu a pena.

Começamos a série completamente perdidos (e continuamos assim em várias situações). Nós conhecemos a Prairie, uma mulher cega que fugiu da casa dos seus pais adotivos e ficou desaparecida por sete anos. E em um belo dia ela aparece – acredite se quiser – enxergando.

Eu maratonei a série no natal e mesmo com episódios tão extensos quis continuar assistindo para saber no que ia dar. A série é misteriosa e traz assuntos interessantes capazes de fazer com que a gente reflita a respeito. A fotografia da série é maravilhosa, pura arte! Nela conseguimos discutir sobre fé, espiritismo, ciência, dimensões e ficamos em dúvida sobre a veracidade dos fatos.

Digo isto porque todos os personagens – ou pelo menos a grande maioria – passaram por traumas em alguma fase da vida deles e a série mostra como é difícil o processo de superação e convivência. Ali todos são vítimas e estão conectadas emocionalmente. Não quero falar muito a respeito para evitar spoilers do mal, mas preciso dizer que é uma série que vale a pena ser assistida mesmo com as suas falhas.

Apesar do maravilhoso material apresentado em The OA, senti que a primeira temporada não evoluiu apenas se arrastou. Não senti sintonia entre a fantasia e a realidade e quando pensamos que as coisas vão se resolver no próximo episódio nos deparamos com a mesma discussão sem resolução. OA é uma personagem com um passado pesado então é fácil sentir empatia por sua história e querer entender o que se passou não só com ela, mas com todas as pessoas que estavam ao lado dela nesses sete anos de desaparecimento. Porém senti um certo egoísmo da parte da mesma em algumas cenas envolvendo pessoas do seu presente.

Está confuso? Não fique! Não é uma série que merece ser descartada e super recomendo. Acredito que na segunda temporada teremos uma experiência melhor a ponto de fazer com que entendamos e sintamos o impacto que ela causou nas pessoas que ela “escolheu”.

Assista o Trailer:

Já assistiram?

Beijos

Comentários

Comentários