Crítica: Stranger Things (2ª temporada) Sem Spoilers

Eu estava tão ansiosa pela estreia da segunda temporada de Stranger Things que tive que tirar o dia para maratonar a série. A temporada anterior finalizou com tantos questionamentos que a expectativa era a resolução dos problemas. Porém se você ainda não assistiu a nova temporada, fique tranquilo, não darei spoilers que comprometam a sua experiência.

Na temporada anterior ficamos sem saber o destino da Eleven (que até então havia explodido junto com o Demogorgon) e do Will que apesar de ser resgatado do Mundo Invertido deixou claro que ainda está preso a ele ao vomitar uma criatura estranha. Entretanto, mesmo a primeira temporada finalizando desta forma, iniciamos a segunda de um jeito diferente. Houve a introdução de novos personagens e será no decorrer da trama que vamos compreender a importância deles.

Will tenta retomar a sua rotina ao lado dos seus amigos (Dustin, Mike e Lucas), mas sente dificuldades. Depois de tudo que passou sua mãe está mais protetora do que nunca e ele começou a sofrer bullying na escola. E se não bastante, Will, passou a ter mais visões do Mundo Invertido e foi submetido a um tratamento “médico” para ajudar na sua recuperação.

Eleven também está de volta, mas não do jeito que eu esperava. Nessa temporada ela terá sua jornada individual. Ela quer respostas sobre o seu passado e viverá conflitos familiares. E enquanto tudo isso acontece (próximo do Halloween), o Xerife Hopper investiga algo que dará início ao mistério: as plantações locais estão apodrecendo inexplicavelmente.

Crítica: Stranger Things (2ª temporada) Sem Spoilers

Reprodução: Netflix (Tim Ives)

Sem entregar o mistério da história, preciso dizer que gostei muito dessa temporada. É claro que achei algumas cenas desnecessárias e alguns personagens mal aproveitados. A turma ganhou um novo membro, inclusive foi essa personagem que deu o nome do primeiro episódio. Max (Mad Max) tem o jeito de durona, todavia vamos entender o porquê da sua personalidade. A família dela é complicada e mesmo os produtores não focando neles, é fácil notar que ela vem de um lar difícil.

Seu meio irmão Billy (interpretado pelo lindo Dacre Montgomery) é controlador e arruma confusão com facilidade. O seu personagem acaba sendo desnecessário – ao menos nessa temporada. Mas há algo que eu gostei de ver, a forma que a Nancy amadureceu e tomou a frente em várias situações.  Inclusive se você (como eu) for fã da Barb, saiba que ela não foi esquecida.

E não posso me esquecer de falar sobre o goonie Sean Astin. E essa referência tinha que ser usada em Stranger Things, não é mesmo? Foi muito bom vê-lo interpretando, contudo demoramos para entender o seu propósito na história. Ele aparece como namorado da Joyce (mãe do Will), todavia só mais pra frente que entendemos a importância dele.

Enfim ,a segunda temporada de Stranger Things ganhou um episódio a mais. Gostei bastante do que eu vi, estava com saudades dessa turma e do ambiente retro. A fotografia da série é impecável. Ver a preocupação em manter o ambiente nostálgico, com efeitos e tons leves é incrível. Deve ser muito difícil usar a tecnologia que temos hoje, para ambientar algo antigo.

São tantas referências fotográficas usadas em Sranger Things (Star Wars, O iluminado, Blade Runner são apenas algumas delas segundo o diretor Tim Ives). E nessa temporada também temos várias referências nostálgicas como Ghosts Busters, Tubarão, Punky Brewster, Exterminador do Futuro, ET e várias outras.

VEJA O TRAILER DE STRANGER THINGS


Se você ainda não assistiu, aproveite esse final de semana para maratonar. Depois vem me contar o que achou, combinado?

Beijos

 

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