Crítica: Orphan Black (5ª temporada) 4

É tão triste quando precisamos nos despedir de algo que gostamos, não é mesmo? Orphan Black foi uma série que mexeu bastante comigo. É claro que já iniciei sabendo que o objetivo do John Fawcett (co-criador) era desenvolver a história em cinco temporadas para que a trama fosse apropriada e fiel à sua narrativa.

Quando assisti a primeira temporada da série achei tudo muito confuso. Foi difícil entender a ideia e a proposta, porém ver a atuação da Tatiana Maslany me deixava fascinada. Tantos papéis para uma única pessoa! Na segunda temporada eu já estava familiarizada com as personagens e fiquei curiosa para saber o que aconteceria com elas, além de conhecer novos clones: os Castor boys.

Já na terceira temporada fiquei em dúvida sobre a origem deles. Não conseguimos decifrar quem estva no comando e precisávamos saber contra quem os clones LEDA estavam lutando. E de repente veio a quarta temporada com vários flashbacks ajudando montar o quebra-cabeça e com uma novidade: Neovolução. 

A quinta temporada veio explicar todos as dúvidas que não foram respondidas nas anteriores. Começamos no mesmo lugar em que a quarta parou, com a Sarah na ilha tentando fugir e encontrar respostas. Além de desvendar o mistério, nós vamos conhecer melhor a vida pessoal das clones.

Crítica: Orphan Black (5ª temporada)

 

Se você ainda não assistiu a quinta temporada da série devo adiantar que essa publicação poderá ter vários spoilers do mal. Então é melhor sair daqui enquanto dá tempo.

Crítica: Orphan Black (5ª temporada) Crítica: Orphan Black (5ª temporada)

[blockquote align=”left” author=”Orphan Black (5ª temporada)”]We would die for each other…[/blockquote] E tenho que começar pela Helena. Lembro de ter lido algo sobre a possibilidade dela não sobreviver no final e fiquei morrendo de medo disso acontecer. Helena é a que mais sofreu na infância e não seria justo não ter o seu final feliz. Ela carregou a gravidez até o fim e conseguiu se unir às irmãs. Quem diria que a complicada Helena tomaria juízo?!

Como disse no inicio da publicação vamos conhecer mais sobre o passado das irmãs e isso é maravilhoso para entender as motivações de cada uma delas. Alisson e Cosima tiveram um papel muito importante nessa temporada, pois elas se aceitaram e assumiram um papel de liderança (sendo que nas anteriores, elas eram manipuladas facilmente). Kira cresceu! Colocaram uma responsabilidade muito grande em cima dessa personagem. Ela passou a série tentando entender a sua ligação com as clones e para isso teve que se juntar a Rachel. Confesso que isso me incomodou um pouco! Kira era inteligente e achei que forçaram a barra quando seu comportamento começou afetar o relacionamento com a sua mãe Sarah.

Aliás, Rachel foi outra personagem que mereceu destaque, pois sua mudança de atitude deixou tudo mais dinâmico. Fiquei triste porque apesar do passado das clones serem explorados, tinham alguns personagens secundários que mereciam o mesmo e não tiveram tanta atenção. Art foi uma peça importante na trama- afinal foi ele que ajudou as irmãs – e senti que isso passou despercebido. Sem falar que chorei horrores com a despedida da S!

Crítica: Orphan Black (5ª temporada) Crítica: Orphan Black (5ª temporada)

E preciso comentar sobre o vilão da história né? P. T. Westmorland (interpretado pelo maravilhoso Stephen McHattie) foi o grande mistério desde o início. E a resolução desse enigma foi muito bem feita. Ele foi o personagem que criou e manipulou quase todos, principalmente aqueles que não imaginávamos.

Crítica: Orphan Black (5ª temporada)

E não posso finalizar essa publicação sem falar da Sarah, não é mesmo? Iniciei a série conhecendo a vida complicada dessa clone. Ela conseguiu juntar todas as peças, defendeu várias pessoas e correu atrás da verdade. Sarah teve um final sofrido. O relacionamento com a sua mãe sempre foi conturbado, mas elas estavam se reaproximando. Perder a sua mãe foi triste e eu sofri junto com a personagem. Nos últimos minutos da série sentimos o impacto que isso causou. Ela se sente uma péssima mãe e se culpa por tudo.

FIM DOS SPOILERS

É uma série que vai fazer muita falta! Mas o final foi digno e senti meu coraçãozinho aquecido. E se você não conhece Orphan Black vou te dar três motivos para iniciar hoje mesmo.

1- REPRESENTATIVIDADE

Aqui as mulheres tem destaque. São elas que comandam e decidem o que deve ser feito. Temos cientistas, detetives e até traficantes, acreditam? Porém mais do que isso, Orphan Black não se preocupa com a sexualidade. Temos personagens hétero, homo, bi e isso não é importante na trama. É apenas uma característica e eles representam muito mais do que isso. Aqui as diferenças não são deixadas de lado, elas simplesmente não existem.

2- HISTÓRIA

É uma série que prende mesmo com um enredo complexo. Se você gosta de Sci-fi vai curtir as discussões sobre clones e evolução humana, mas se você não gosta do assunto vai curtir a série do mesmo jeito. Acompanhar o drama e o relacionamento das irmãs é divertido.

3- FOTOGRAFIA

Chegou a parte que me interessa! A fotografia da série é maravilhosa. Cada ambiente representa a personalidade de uma irmã.  Alisson é mais família e quando olhamos a sua casa sentimos essa rotina; Helena teve uma infância difícil, foi mau tratada e nas cenas com ela sentimos esse lado sombrio. Outro exemplo, se você reparar na escada da casa do Dr. Moreau parece uma cadeia de DNA. Fora que deve ser bem trabalhoso editar os efeitos dessa série, não acham? A atriz convence e fica fácil acreditar na sua atuação, parece que estamos vendo várias clones, mas a edição é tão bem feita que as cenas realmente parecem reais. E imagina só como deve ser juntar todas as irmãs em uma reunião?

Crítica: Orphan Black (5ª temporada)

Então é isso! Encerro essa publicação com dor no coração. Adorei acompanhas as 5 temporadas de Orphan Black e virei fã da Tatiana.

Você já assistiu?

Comentários

Comentários

Existe uma frase que consegue me descrever perfeitamente bem: “Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então“ (Alice no País das Maravilhas). Sou uma taurina que gosta de mudanças, estranho né?! Sempre gostei de fazer parte do que não conheço e nunca tive medo de arriscar naquilo que acredito. Sou Whovian, Sherlockian, Slytherin e Nintendista. Apaixonada por fotografia, livros, roedores, toys e miniaturas.

4 Comments

  1. Eu parei na segunda temporada faz um tempo e quero voltar a assistir, mas vou comecar do zero, acho melhor.
    Eu adorei a série desde o início. E essa atriz, a Tatiana, como é talentosa! Acho incrível como ela além de conseguir interpretar personagens totalmente diferentes, faz sotaques diferentes também. Outro dia estava assistindo um trecho de um filme em que ela fala alemao e fiquei com inveja do alemao dela hahaha.

    1. Nossa no começo da série eu não sabia que era a mesma atriz..
      Como no inicio aparece só 3 clones pensei que eram trigemeas haihauiha
      Foi um choque saber da verdade hauhauhauhau

  2. Terminei Orphan Black no sábado e também fiquei com esse sentimento de tristeza, por a série ter acabado, mas feliz, por ela ter tido um final digno e coerente! Sentirei falta de ver tanta Tatiana Maslany ahahahaha

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