Vivo compartilhando aqui no blog a minha paixão por Sherlock Holmes. Eu amo as histórias do Conan Doyle e tento acompanhar as adaptações que vão surgindo desse personagem icônico. Contudo poucos sabem que Poirot entrou primeiro na minha vida. Assassinato no Expresso do Oriente foi o primeiro livro que li da autora Agatha Christie. Ainda lembro da sensação ao ler e desvendar o mistério só no final da história. Eu gostei tanto do livro que o reli em outras fases da minha vida e foi assim que fiquei com vontade de conhecer outras obras da autora.

Assisti a adaptação em que o Poirot foi interpretado pelo ator Albert Finney em 1974, há alguns anos atrás. Eu gostei da forma em que o Sidney Lumet usou as câmeras para filmar as sombras e apontar os pequenos detalhes. Mas apesar de gostar desta adaptação e da atuação do Finney, foi o Hercule Poirot interpretado pelo ator David Suchet que me deixou apaixonada. SIM! Tivemos uma série inspirada no detetive em 1989 e apesar de não ter conseguido finalizar todos os episódios, foram lançadas 12 temporadas.

O fato é que são várias as versões dessa trama tão incrível. Agatha Christie escreveu essa história inspirada em um crime real (e famoso) na época de 1930. Uma criança havia sido sequestrada e após o pagamento do resgaste, os pais a encontraram morta dias depois. Nossa rainha foi ousada em usar essa fatalidade como pano de fundo em seu livro.

E por ser um dos meus livros favoritos da autora (até falei sobre a minha ansiedade por assistir esse filme aqui no blog) é claro que eu aceitei o convite da FOX para assistir a pré-estréia do filme que será lançado no dia 30/11. E posso dizer que foi uma experiência incrível e que gostei bastante da nova versão do Poirot

Se fosse fácil, eu não seria famoso. – Hercule Poirot

Se você não conhece a história: O famoso detetive belga Hercule Poirot está à caminho de Londres após resolver um caso em Jerusalém. Houve uma avalanche durante o trajeto e um homem foi brutalmente assassinado a bordo do luxuoso Expresso Oriente. Apenas um entre os 13 passageiros da primeira classe poderia ter cometido esse crime. E será Poirot que irá desvendar esse mistério.

Entre eles estão uma missionária (Penélope Cruz), uma condessa russa (Judi Dench), um psiquiatra (Willem Dafoe), um comerciante de arte obscuro (Johnny Depp) e seus assistentes (Josh Gad e Derek Jacobi) e uma viúva (Michelle Pfeiffer). O fato é que todos tinham motivos para cometer esse crime. O homem assassinado não comove pena no expectador por ser um criminoso.

Não entrarei em mutos detalhes para evitar spoilers para aqueles que não conhecem a obra de Agatha Christie. Entretanto posso afirmar que a adaptação está bem fiel ao livro. Branagh acertou em cheio ao usar câmeras 65mm e brincar com a posição delas durante a trama. Há cenas com filmagens aéreas para conseguirmos examinar o ambiente junto com o detetive durante a investigação do crime. Como isso aconteceu dentro de um trem e o ambiente era apertado, essa foi a melhor forma  que o diretor encontrou para explorar tais perspectivas. E também com os close-ups cuidadosos. Foram capturados inúmeros detalhes (não só para identificarmos as pistas, mas a obsessão do detetive por querer ver tudo simétrico).

Foto Divulgação: Assassinato no Expresso do Oriente

Ao contrário do livro, não ficamos presos em apenas um ambiente. Branagh mudou o cenário de acordo com a necessidade. Enquanto investigava e interrogava os suspeitos, conseguimos mudar de local e sair do trem. Ele conseguiu simplificar a história em 2 horas de filme e apesar do final ter me agradado me deixou um pouco preocupada com a forma com que quem nunca leu nada da autora interpretaria aquele desfecho.

E se você for fã de Assassinato no Expresso do Oriente e outras histórias do Poirot, pode ser que se incomode um pouco com a sua versão atual. O detetive foge das descrições que conhecemos nos livros e até mesmo dos atores anteriores. O bigode está super exagerado, mas fui me acostumando ao vê-lo em destaque em várias cenas. Se você não conhece o personagem pode ser que você se lembre de outro bem famoso por causa da sua personalidade. Poirot é excêntrico, peculiar. Não conseguimos entender (apesar de ter uma ideia sobre) as suas motivações. Não é muito diferente de James Bond, Sherlock Holmes, e até mesmo o Tintin. Porém dê uma chance para descobrir o seu melhor, pois ele É O MELHOR.

O final deixou claro que a intenção é continuar com a produção de outras histórias e acredito que Branagh dará conta do recado. Quero acreditar que os outros serão bem trabalhados, porque até então eu não consegui entender a necessidade de uma nova adaptação. Já que a de 1974 foi bem trabalhada (e elogiada) e supriu todas as expectativas dos fãs.

O filme terá estreia dia 30/11 e vou deixar o trailer aqui. Vale o ingresso

 

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