Angus – O primeiro guerreiro
I.S.B.N: 9788581638515
Páginas: 363;
Autor: Orlando Paes Filho
Editora: Novo Conceito;
Avaliação: 
Sinopse: Bretanha, ano de Nosso Senhor de 863. Uma invasão dos homens do norte arrasa a Ilha da Bretanha. Cidades e monastérios são deitados ao chão. Os invasores fazem frente aos maiores reis da Bretanha, tudo se torna árido pela devastação. A morte se espalha por toda parte. Mas há um guerreiro de nome Angus MacLachlan que não parece tombar diante dos ataques daneses. Ele não se curva aos dominadores nórdicos. Parece abençoado, luminoso, assim como luminosa é sua espada a espalhar cadáveres dos invasores. Ele liberta os cativos e propõe uma nova resistência. Unifica reis. Um oponente terrível contra a invasão, que tenta destruir a Bretanha e seus reinos para sempre.

 *Livro cedido em parceria com a editora.

Não se deixe enganar pelo linguajar da sinopse e da introdução do livro, Angus – O primeiro guerreiro é uma trama histórica que mescla batalhas com renovação do ser humano. Começamos a trama com uma apresentação figurativa do bem e do mal, e do embate entre esses dois lados nas terras humanas, mais precisamente na região dos países nórdicos da Ilha da Bretanha e seus reinos. E temos nosso primeiro contato com o povo viking e seus mais variados clãs e grupos. Dentre eles, um guerreiro nos passará a contar a história, seu nome é Angus, e ele mal poderia imaginar o quanto sua vida de campanhas e soberbas, que deixavam rastros de destruição, estaria prestes a mudar.

Angus é filho de um nórdico com uma mulher de um dos povos que habitava a região das ilhas da Bretanha; e apesar do livro iniciar com um ponto quase que religioso entre bem e mal, somos posteriormente envolvidos por uma atmosfera de aventura, onde a tensão é constante e a apreensão a cada investida dos nórdicos se mescla com um ar de espanto das atrocidades que alguns grupos praticavam com os inimigos.

A riqueza de detalhes da narrativa é contada de forma objetiva, o que me prendeu nas páginas enquanto eu imaginava cada cena que, momento ou outro, é incrementada por uma arte gráfica em tons de cinza que estão na página seguinte, pois o livro contém algumas ilustrações que remetem a cenas de sonhos ou recordações, como que embaçadas pela mente que já não se lembra muito bem das figuras vividas. E para quem gosta tanto da parte histórico-mitológica como de aventura e combates este livro é um prato cheio, ou seria mais um grande barril de hidromel?

Angus – O primeiro guerreiro também é um prato cheio para quem gosta de uma história de superação, onde o protagonista sofre com autoquestionamentos e precisa vencer a si mesmo. Creio eu que todo guerreiro precisa travar essa batalha consigo mesmo cedo ou tarde, e Angus teve o seu momento, ponto decisivo na história, o que só deu ainda mais vontade de ver aonde tudo culminaria. O autor não poupou esforços e fez boas descrições dos acontecimentos.

Pegue seu escudo e empunhe sua espada, vamos à luta! Você tem honra para ler este livro? Então confira Angus – O primeiro guerreiro.

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