Hello Sweet! Antes de falar o que eu achei da história preciso confessar que enquanto a lia acabei formulando a imagem da personagem na minha cabeça. Contudo não foi a da pequena Alice curiosa e respondona – na história que já conhecemos bem – mas sim a do Resident Evil. Claro que o ambiente da trama me ajudou na hora de pensar,né? Em Alice nos País das Armadilhas não vamos encontrar um mundo com flores falantes, coelhos atrasados e chás. Mas um mundo cheio de zumbis.

Alice é uma jovem de 15 anos que luta pela sobrevivência. Ela cresceu na companhia de armas, treinamentos, mortes e muito sangue. A história se passa em um mundo pós apocalíptico conhecido pelos sobreviventes como Insurreição.  Então eles vivem (ou melhor sobrevivem) nos arredores de Nova Déli, onde já foi a Índia.

Os Zumbis são chamados de Mordedores. E a regra é simples: você mata ou morre! Um dia a Alice estava no topo de uma colina e avistou um mordedor pelo visor do seu rifle; Este Mordedor estava usando orelhas de coelho e isto atraiu a atenção da jovem. O mais curioso é que este mordedor não estava vagando como os outros, ele parecia procurar algo e isto fez com que Alice saísse do seu posto para se aproximar. E de repente o orelhudo desapareceu no chão e sem saber o que estava acontecendo, ela foi na direção e sentiu o solo ceder.

Alice foi parar em um túnel escuro e descobriu não só a base dos mortos vivos como também quem era a líder deles. Quando ela pensou que não teria mais chance e que se transformaria em um mordedor foi surpreendida com uma “profecia“. A rainha possuía o último livro que restou do velho mundo e disse que Alice estava destinada a consumar uma profecia e salvar o pouco que restou na Insurreição.

[blockquote align=”left” author=”Alice no Páis das Armadilhas (Pág. 38)”]Esse sempre foi o problema de vocês, humanos. Transformam em objeto de ódio tudo o que não conseguem compreender. É tão mais fácil detestar e destruir do que tentar entender. [/blockquote]

Como eu disse no início da publicação, Alice cresceu em um ambiente de guerra. Ela mal sabia ler e isto porque desde pequenos – os que sobreviveram – foram treinados para matar os mordedores e nunca foi explicado o motivo. Então no período em que a jovem ficou no subterrâneo foi apresentada à inúmeras provas de que tudo que está acontecendo no País das Armadilhas foi causado pelos humanos e não passa de uma jogada política e luta pelo poder. E apesar da Alice não acreditar em nada do que a Rainha disse, ela pode perceber que os Mordedores estavam assustados.

E foi a partir desse momento que ela começou a se perguntar como eles surgiram e o porque as cidades foram bombardeadas. Qual era a intenção do Comitê Central? Alice decidiu abraçar a causa para que a justiça fosse feita.

Eu gostei bastante da história! Comprei o livro em uma promoção que teve na bienal, mas sem expectativa alguma. Eu não sou muito fã do clássico Alice no País das Maravilhas, porém adoro releituras. E nessa história não vivemos em um mundo fantasioso e sim distópico! Fora que fui levada para um lugar que eu não estou acostumada a ver nos livros: Índia.

Alice é uma personagem forte e com o poder de liderança. Apesar de ter 15 anos e não conhecer a história antes da Insurreição, ela foi criada na base da “liberdade“. Seu pai defendia, liderava e lutava por dias melhores para os sobreviventes. Então quando ela conseguiu juntar as peças e entender o que estava acontecendo, quis lutar por justiça. E os vilões dessa história são terríveis. São terroristas, corruptos e estupradores (porém não há nenhuma cena de estupro narrado na história é apenas sugerido, podem ficar tranquilos).

A única coisa que eu não gostei foi a forma que o autor se agarrou ao clássico para dar a vida a história dele. Para ser sincera, a história conseguiria sobreviver sem as inúmeras referências e repetições desnecessárias entre os personagens. Apesar de ser clichê o livro possui potencial para um roteiro de cinema e estou falando sério! O final me deixou curiosa para ler a sequência e farei isto em breve.

[penci_review]

Comentários

Comentários