deusa_cega_capa_okA Deusa Cega;
I.S.B.N: 9788539506460
Páginas: 344;
Autora: Anne Holt;
Editora: Fundamento;
Avaliação: 
Sinopse: O corpo desfigurado de um traficante de drogas. Um homem coberto de sangue vagando pelas ruas da capital da Noruega. E um advogado criminal de fama obscura assassinado com um tiro.
Três eventos aparentemente isolados instigam o faro apurado de uma investigadora sagaz e irônica, que junto com seu colega mergulha em um caso com poucas pistas e muitas perguntas sem respostas.
Em meio a boatos envolvendo advogados e o tráfico de drogas, mensagens codificadas e uma enorme rede de corrupção que pode chegar aos altos escalões do governo, a autora Anne Holt descreve uma teia de crimes e batalhas políticas na qual somente a deusa da Justiça pode se dar ao luxo de ter os olhos vendados.

Há alguma semanas atrás fiz resenha do livro 1222 e comentei na publicação a tristeza que senti quando descobri que se tratava do último livro de uma série. Só não fiquei tão magoada porque são histórias independentes, mas fiquei com vontade de conhecer mais a personagem criada por Anne Holt.  A Fundamento leu minha resenha e me enviou o primeiro livro da série “A Deusa Cega” para conhecer melhor a personagem.

O que posso adiantar é que valeu a pena! Em 1222 – por ser tratar do último livro – eu notei que a personagem estava cansada e que havia sofrido um acidente que a impossibilitou de continuar com sua carreira. E em “A Deusa Cega” eu já conheci uma personagem um pouco mais otimista e determinada. Vou falar um pouquinho dessa história e o porquê a recomendo.

A deusa cega 1

O mistério começa quando Karen Borg encontra o corpo de um homem com o rosto irreconhecível.  Já sabendo que seria testemunha do caso, ela recebe a notícia que seria a advogada do assassino. Logo nas primeira páginas descobrimos quem matou este homem, ele mesmo confessou o crime quando foi encontrado na rua todo ensaguentado. Karen só se torna advogada do assassino, porque o seu colega de profissão acaba falando demais na presença do suspeito.

O Suspeito é um holandês de 23 anos que se recusa a falar com qualquer pessoa além de Karen. Ele deixa claro que está assustado e que não quer ir para penitenciária por medo do que pode acontecer com ele lá dentro. Apesar de não gostar da ideia, a detetive Hanne Wilhelmsem acaba autorizando que Karen se torne sua advogada para conseguir algumas pistas. O problema é que Karem começa a sentir pena do suspeito! E quando Hanne percebeu que não teria muitas chances com ele, decidiu por conta própria procurar por outras pistas.

Ela começou a desconfiar – junto com o Håkon Sand – que este caso está relacionado com o assassinato de um advogado criminal que ocorreu semanas atrás.  Este advogado era famoso por defender clientes violentos e frios. A detetive desconfiava que este advogado estava envolvido com tráfico de drogas e que sua morte foi acerto de contas.

A deusa cega 2

Hanne estava desanimada porque não conseguia fazer nenhum tipo de ligação com as pistas que possuía. E no dia que decidiu ficar na central adiantando o seu trabalho, ela foi atacada e o ladrão levou todas as suas anotações do caso. E para piorar, o holandês surta dentro da cela e fica impossibilitado de colaborar com o mistério.

Não quero dar muitos detalhes, contudo preciso dizer que Anne Holt conseguiu me prender por completo nesta história! Em 1222 eu tinha ficado chateada porque desvendei o crime antes da hora e neste livro – apesar de ter em mente os culpados –  é no decorrer da história que vamos encaixando os fatos.

A deusa cega 3

Foi uma delícia ler a história. A forma que os personagens se relacionam e discutem sobre o caso é maravilhosa. Me senti no meio da investigação!

Finalmente eu consegui enxergar um pouquinho da Agatha Christie nesse livro! Recomendo fortemente para quem curte romance policial.

Alguém já leu?
Beijos

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