Be Your Friend – Vigiland

E hoje, no dia da mentira, o Sai da Minha Lente está completando 6 anos. Na época que criei o blog não levei a data em consideração (para ser sincera ela nem passou pela minha cabeça), mas lembro que decidi criá-lo depois de contar uma mentira. Nunca comentei isso aqui, no entanto, acho que já passou da hora de vocês saberem como e porquê esse blog surgiu.

Sempre deixei claro que o objetivo inicial do Sai da Minha Lente era compartilhar dicas de fotografia. Eu fazia um curso na época e achei que seria legal usar esse espaço para registrar o meu progresso. E precisei criar um portfólio para apresentar todos os trabalhos que fui fazendo naquele período. Mas como toda brasileira, deixei para a última hora! As notas já tinham sido lançadas no portal e a Clayci como sempre estava atrasada e inventou uma desculpa para o orientador.

Tudo estava pronto, mas e o nome? Se você tem um blog/site/canal sabe que criar uma identidade é a pior parte. Todos os nomes óbvios que envolviam “fotografia” já estavam registrados como domínio. Foi então que bateu o desespero e vi que meu prazo já tinha se esgotado. Eu tinha que me apressar para imprimir as minhas fotografias – feitas durante o curso só que esbarrei em alguém e disse “Saí da minha frente” e fiquei com essa expressão na minha cabeça. E foi então que o “Sai da Minha Lente” surgiu. O próximo passo foi convencer o orientador a me dar um dia a mais para colocar tudo no ar. Deu tempo? Lógico que não! Mas acabou dando certo porque ele era um anjo disfarçado de professor e me passou naquele semestre.

Mas se o objetivo era criar um espaço para conseguir uma nota, por que o blog continua no ar? Não, ninguém me fez essa pergunta. Já faz alguns dias que eu mesma estou me perguntando isso. Não sei se é porque estou perto de completar 30 anos ou se é porque estou de TPM, contudo estou desanimada. E foi aí que me lembrei do projeto Amorzices e comecei a pensar no por quê eu blogo?

E antes de continuar com esse desabafo quero deixar registrado alguns números que conquistei ao longo desses 6 anos.  O Sai da Minha Lente já teve mais de 400.000 visualizações, 890 publicações, mais de 3.000 comentários. Atualmente conta com 5.600 seguidores no Instagram, 2500 no facebook, 1080 no twitter, 3.900 inscritos no youtube (sendo que comecei a publicar vídeos em 2016 e já passou das 200.000 visualizações).

São números significativos? Depende da forma que for analisado. Profissionalmente? Não! Mesmo sabendo que aos poucos as empresas estão investindo em conteúdo e não em quantidade; infelizmente ainda há várias que se baseiam em número de seguidores e não engajamento. Se eu for analisar as interações que tenho no meu instagram (com menos de 10k de seguidores), tenho mais resultado que um perfil com mais de 200k.

Porém se eu for analisar de forma pessoal esses números são mais do que significativos. Porque eu sei que são pessoas que realmente acompanham o meu trabalho. Mais do que isso, confiam em mim. Sem falar que é uma experiência maravilhosa saber que estou conseguindo me expressar e compartilhar não só as minhas conquistas, como também as minhas dificuldades sem ter medo de ser julgada (e olha que já fui muito).

Eu pensei em desistir do blog; pensei em abrir mão de todas essas conquistas pessoais. Cogitei a possibilidade de criar um outro espaço do zero e até mesmo abordar outros assuntos. Só que eu sinto que não seria eu. Pode até ser que livros não deem muitas visualizações, que colecionáveis no Brasil não seja levado muito a sério. E até acredito que os textos que publico na categoria “comportamento” não faça sentido para alguém. Entretanto eu continuo blogando porque eu me sinto bem quando me leio.

Fico feliz (e me achando) quando recebo um e-mail elogiando o meu trabalho; quando recebo um comentário me agradecendo por alguma ajuda, mesmo que involuntária; Não fico tão feliz quando recebo críticas, contudo fico contente o suficiente ao saber que existem pessoas que realmente estão dispostas a dialogar e mostrar o seu ponto de vista sobre determinado assunto. Adoro receber surpresas na caixa postal e ser lembrada em assuntos que me identificam. Cada artigo que surge sobre action figures, Doctor Who, Zelda e até roedores, eu sou mencionada e sou grata por isso. Porque existem pessoas que se lembram de mim e das coisas que eu gosto.

Já recusei propostas de publieditorial? Várias. Mesmo sabendo que aquele dinheiro oferecido faria uma diferença boa na minha vida, levo em consideração o que meu público espera encontrar no meu espaço. É claro que respeito as minhas vontades e tenho a mente aberta para receber novas propostas. O blog tem que mudar junto comigo, todavia há propostas que não me sentiria bem se fossem para o ar. Da mesma forma que já me senti injustiçada por não ter conseguido alguma oportunidade, mas aprendi que apenas não era o momento certo.

E hoje com 6 anos de blog, entendi que o que faz a blogosfera continuar valendo a pena, são as pessoas que conheço por aqui. Não falo daquelas que dividem a mesma profissão e interagem porque sentem necessidade em manter a imagem. Falo daquelas que eu realmente acompanho. Que sei quando faz alguma alteração no seu espaço, que sinto quando não está bem quando leio uma publicação. São essas pessoas que fazem com que eu continue sentindo vontade de blogar.

Há quase um ano atrás eu compartilhei aqui no meu blog o número do meu celular para o setembro amarelo. Nunca tinha pensado em deixar o meu número pessoal em aberto e confesso que senti medo ao fazer isso. Medo das pessoas que iriam me procurar e com qual intenção. Porém me surpreendi, pois não foram MUITOS números que me adicionaram. Mas foi o suficiente para saber que alguém leu a minha postagem e que realmente estava precisando conversar. Sou especialista? Não! Entretanto consegui absorver um pouquinho do que essas pessoas passaram. Não sei se ajudei, todavia fico feliz em convencer pelo menos 2 a procurarem um profissional.

Eu blogo porque amo. Por isso continuo aqui, esperando você.

Obrigada. Você não faz ideia de como você me faz bem.

Beijos

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